Por Leopoldo Rosalino para o MdeMulher
Ter dúvidas sobre como se portar no ambiente profissional em determinadas situações é normal. Mas nem pensar em vacilar por causa delas! Três especialistas em carreira que irão ajudá-lo a não cometer gafes no trabalho e, de quebra, impressionar a chefia com um comportamento na medida.
Se um colega comete um engano daqueles, devo falar algo ou espero que alguém perceba?
Túlio Arakelian, diretor executivo do Grupo AGP: Antes de qualquer pessoa, fale sobre o erro com o responsável pelo problema. Lembre-se: seja amigável para não ofendê-lo. Caso ele ignore o alerta, não é errado apontar o problema à chefia.
Posso recusar uma atividade extra proposta pela chefia?
Eduardo Shinyashiki, consultor organizacional: Só faça isso depois que ganhar confiança na empresa. É nova na companhia? Então, aproveite as chances para mostrar serviço. Às vezes, fazer coisas fora de sua função - o que é bom para ganhar reconhecimento.
Terminei minhas funções, posso fazer trabalhos da faculdade?
Anderson Cavalcante, empresário: Mesmo que a companhia dê liberdade para estudar após encerrar suas funções, evite fazer isso. O ideal é terminar suas atividades e se oferecer para ajudar um colega.
A equipe está descendo a lenha no gestor. Devo contar para ele?
Eduardo: É importante respeitar a opinião de quem não gosta do chefe. Faça seu trabalho e não se envolva, pois isso pode ser o princípio de uma fofoca.
E quando a paixão aparece no trabalho, como fica?
Anderson: Pode namorar, mas beijos e piscadinhas só fora da companhia, ok?
Fiz compras pela internet. Posso mandar entregar na empresa?
Túlio: A maior parte das firmas não permite isso, mas para não ter problemas, consulte seu chefe ou o RH.
Vou sair para comer e pensei em chamar o chefe. Será que devo?
Eduardo: Existem empresas onde a hierarquia é muito forte e, nesses casos, isso é inviável. Agora, há empresas em que isso é normal e todo mundo almoça junto.
Quero dar aquela turbinada no salário. Devo falar com o chefe?
Anderson: Deve sim! Principalmente se tiver certeza de que oferece bons resultados à empresa.
Excepcionalmente não tenho com quem deixar meu filho. Posso levá-lo para trabalhar comigo?
Túlio: Tudo depende da permissão da firma. Caso não conheça a política da companhia, convém até mesmo faltar para evitar um constrangimento.
Recebi uma oferta de trabalho. Conto ao meu atual chefe?
Anderson: Leve a proposta ao seu superior e peça ajuda para estudar qual o melhor caminho para sua vida profissional.
Como se comportar no ambiente de trabalho? Patrícia Alvarenga dá algumas dicas também, confira:
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
[Entrevista] As emoções sempre estão presentes no dia a dia dos profissionais
Por Patrícia Bispo para o RH.com.br
Quando uma empresa contrata um profissional é perfeitamente compreensível que durante o processo os selecionadores deem a devida atenção ao lado intelectual, técnico e acadêmico de cada candidato que concorre à vaga. No entanto, também é fundamental que as empresas fiquem atentas às competências comportamentais dos profissionais, uma vez que hoje se observa que muitas demissões ocorrem em virtude de lacunas ou desvios de comportamento. Quando isso acontece é sinal de que as pessoas não conseguem lidar bem com as emoções no dia a dia de trabalho, o que pode gerar queda no desempenho ou conflitos que impactam negativamente no clima corporativo.De acordo com Orlando Pavani Júnior, consultor organizacional e especialista em Recursos Humanos, hoje se observa que o conhecimento em si não basta. "O que precisa ser feito é sua operacionalização obstinada e isto é muito mais uma questão emocional do que intelectual", sinaliza.
Em entrevista concedida ao RH.com.br, ele destaca que uma das principais barreiras para as pessoas melhorarem - sob o ponto de vista emocional-comportamental - é que a maioria precisa mudar suas atitudes. Contudo, grande parte dos indivíduos sequer admite essa possibilidade, porque o sistema de diagnóstico pessoal está modelado conforme um pressuposto acomodado e temeroso de grandes constatações. Confira trechos da entrevista com Orlando Pavani Júnior e aproveite a leitura!
RH - É possível imaginar uma empresa desprovida da presença das emoções?
Orlando Pavani Júnior - Não é possível, mas ainda se encontra empresas apenas investindo em temas absolutamente técnicos e cognitivos para sua força de trabalho, sem sequer querer entender o que as emoções poderiam maximizar nas relações intra e interpessoais e a performance de uma forma global.
RH - Quais os reflexos positivos e negativos que as emoções trazem às organizações?
Orlando Pavani Júnior - Os reflexos positivos são muitos, principalmente na vida pessoal que acaba tendo efeito significativo na vida profissional e no ambiente corporativo. Medir pragmaticamente o efeito de uma evolução comportamental é tão difícil quanto mensurar a eficácia de qualquer treinamento técnico. Entretanto, um fato recorrente é que as pessoas tem sido muito mais demitidas por motivos comportamentais do que técnicos ou por debilidades de competência intelectual, ou seja, a inanição do desenvolvimento comportamental da força de trabalho - em especial da liderança de médio porte - atrapalha muito mais do que se imagina.
RH - Trabalhar a Inteligência Emocional é uma boa alternativa para que as emoções no ambiente corporativo sejam bem administradas?
Orlando Pavani Júnior - Trabalhar as inteligências emocionais será fundamental para que as empresas consigam reter seus melhores talentosos. Caso contrário, teremos que continuar convivendo com pessoas competentes, arrogantes, insensíveis, incompreensíveis, que escutam pouco, egoístas, intransigentes, pouco consensuais. Parece até que quanto melhor intelectualmente a pessoa fica, pior comportamentalmente transforma-se.
RH - Quais os erros mais comuns que as empresa cometem, quando tentam trabalhar as emoções dos seus funcionários?
Orlando Pavani Júnior - Em minha opinião, o erro mais comum é considerar que uma palestra - por melhor que seja o palestrante - ou um curso clássico - sala de aula, professor falando e slides de power-point - podem transformar uma pessoa. Estas coisas informam as pessoas, mas infelizmente não basta pois não produzem ação transformacional pragmática. O que não for capaz de gerar emoção, que faça com que o pelinho dos póros fiquem em pé, não será capaz de gerar mudança. Outra falha que venho assistindo é que, as vezes, até esforços de impacto e significativos sob o ponto de vista da emotização são consuzidos, mas carecem de serem cuidados posteriormente, ou seja, o jardim pode até ficar lindo, mas se não for regado diariamente, em breve ele voltará a ser um jardim esquecido e feioso. Manter a chama acesa é fundamental, mas é comum que a empresa deixe isto de lado acreditando demais nos eventos e não no trabalho de dia a dia.
RH - Que orientações o senhor daria a uma empresa que constata que há um desequilíbrio no fator emocional dos seus profissionais?
Orlando Pavani Júnior - O desequilíbrio emocional é um fato, não precisa de diagnósticos exuberantes para confirmá-lo, portanto não há mais o que constatar. Um dos principais impedidores das pessoas melhorarem como pessoas sob o ponto de vista emocional-comportamental é que a maioria das pessoas que precisaria mudar em alguma atitude sequer admite isto, porque seu sistema de diagnóstico pessoal está modelado conforme um pressuposto acomodado e temeroso de grandes constatações. É melhor deixar as coisas emocionais como estão do que mexer no vespeiro do comportamento humano. Esperar um método que seja capaz de constatar tal desequilíbrio é fadá-lo a poder considerar que não há desequilíbrio algum e, por conta disto, continuar sem fazer nada sobre o assunto. O processo deveria ser inverso, ou seja, as inicitivas devem ser iniciadas para se descobrir as emoções que sequer sabíamos que existiam. Você não se prepara para viver emoções, as emoções vivenciadas - com abertura e entrega - é que lhe preparam para as surpresas da vida. Quem somente substitui informação pela emoção, é definitivamente um analfabeto de si próprio.
Fonte: Portal RH.com.br
Quando uma empresa contrata um profissional é perfeitamente compreensível que durante o processo os selecionadores deem a devida atenção ao lado intelectual, técnico e acadêmico de cada candidato que concorre à vaga. No entanto, também é fundamental que as empresas fiquem atentas às competências comportamentais dos profissionais, uma vez que hoje se observa que muitas demissões ocorrem em virtude de lacunas ou desvios de comportamento. Quando isso acontece é sinal de que as pessoas não conseguem lidar bem com as emoções no dia a dia de trabalho, o que pode gerar queda no desempenho ou conflitos que impactam negativamente no clima corporativo.Em entrevista concedida ao RH.com.br, ele destaca que uma das principais barreiras para as pessoas melhorarem - sob o ponto de vista emocional-comportamental - é que a maioria precisa mudar suas atitudes. Contudo, grande parte dos indivíduos sequer admite essa possibilidade, porque o sistema de diagnóstico pessoal está modelado conforme um pressuposto acomodado e temeroso de grandes constatações. Confira trechos da entrevista com Orlando Pavani Júnior e aproveite a leitura!
RH - É possível imaginar uma empresa desprovida da presença das emoções?
Orlando Pavani Júnior - Não é possível, mas ainda se encontra empresas apenas investindo em temas absolutamente técnicos e cognitivos para sua força de trabalho, sem sequer querer entender o que as emoções poderiam maximizar nas relações intra e interpessoais e a performance de uma forma global.
RH - Quais os reflexos positivos e negativos que as emoções trazem às organizações?
Orlando Pavani Júnior - Os reflexos positivos são muitos, principalmente na vida pessoal que acaba tendo efeito significativo na vida profissional e no ambiente corporativo. Medir pragmaticamente o efeito de uma evolução comportamental é tão difícil quanto mensurar a eficácia de qualquer treinamento técnico. Entretanto, um fato recorrente é que as pessoas tem sido muito mais demitidas por motivos comportamentais do que técnicos ou por debilidades de competência intelectual, ou seja, a inanição do desenvolvimento comportamental da força de trabalho - em especial da liderança de médio porte - atrapalha muito mais do que se imagina.
RH - Trabalhar a Inteligência Emocional é uma boa alternativa para que as emoções no ambiente corporativo sejam bem administradas?
Orlando Pavani Júnior - Trabalhar as inteligências emocionais será fundamental para que as empresas consigam reter seus melhores talentosos. Caso contrário, teremos que continuar convivendo com pessoas competentes, arrogantes, insensíveis, incompreensíveis, que escutam pouco, egoístas, intransigentes, pouco consensuais. Parece até que quanto melhor intelectualmente a pessoa fica, pior comportamentalmente transforma-se.
RH - Quais os erros mais comuns que as empresa cometem, quando tentam trabalhar as emoções dos seus funcionários?
Orlando Pavani Júnior - Em minha opinião, o erro mais comum é considerar que uma palestra - por melhor que seja o palestrante - ou um curso clássico - sala de aula, professor falando e slides de power-point - podem transformar uma pessoa. Estas coisas informam as pessoas, mas infelizmente não basta pois não produzem ação transformacional pragmática. O que não for capaz de gerar emoção, que faça com que o pelinho dos póros fiquem em pé, não será capaz de gerar mudança. Outra falha que venho assistindo é que, as vezes, até esforços de impacto e significativos sob o ponto de vista da emotização são consuzidos, mas carecem de serem cuidados posteriormente, ou seja, o jardim pode até ficar lindo, mas se não for regado diariamente, em breve ele voltará a ser um jardim esquecido e feioso. Manter a chama acesa é fundamental, mas é comum que a empresa deixe isto de lado acreditando demais nos eventos e não no trabalho de dia a dia.
RH - Que orientações o senhor daria a uma empresa que constata que há um desequilíbrio no fator emocional dos seus profissionais?
Orlando Pavani Júnior - O desequilíbrio emocional é um fato, não precisa de diagnósticos exuberantes para confirmá-lo, portanto não há mais o que constatar. Um dos principais impedidores das pessoas melhorarem como pessoas sob o ponto de vista emocional-comportamental é que a maioria das pessoas que precisaria mudar em alguma atitude sequer admite isto, porque seu sistema de diagnóstico pessoal está modelado conforme um pressuposto acomodado e temeroso de grandes constatações. É melhor deixar as coisas emocionais como estão do que mexer no vespeiro do comportamento humano. Esperar um método que seja capaz de constatar tal desequilíbrio é fadá-lo a poder considerar que não há desequilíbrio algum e, por conta disto, continuar sem fazer nada sobre o assunto. O processo deveria ser inverso, ou seja, as inicitivas devem ser iniciadas para se descobrir as emoções que sequer sabíamos que existiam. Você não se prepara para viver emoções, as emoções vivenciadas - com abertura e entrega - é que lhe preparam para as surpresas da vida. Quem somente substitui informação pela emoção, é definitivamente um analfabeto de si próprio.
Fonte: Portal RH.com.br
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Como nascem os paradigmas?
Vamos começar o ano falando de comportamento. Segundo a Wikpédia, o comportamento é definido como o conjunto de reações de um sistema dinâmico em face às interações e realimentações propiciadas pelo meio onde está inserido.
O comportamento deve ser visto como um aspecto constitutivo da espécie humana e como uma relação entre organismo e ambiente. O comportamento é sempre uma relação ou interação entre eventos ambientais (estímulos) e atividades de um organismo (respostas). A relação organismo-ambiente pode envolver uma situação aparentemente simples (por exemplo, lacrimejar ao descascar cebolas, abrir uma porta ao ouvir uma campainha) ou obviamente complexa (por exemplo, solucionar um problema, abstrair, conhecer a si mesmo).
O comportamento é responsável por uma série de coisas que rodeiam nossas vidas, você já ouviu falar de paradigma?
Paradigma é um modelo, um modo de pensar sobre algo ou encarar determinada situação, é um padrão a ser seguido.
Em seu livro, O Monge e o Executivo, James C. Hunter nos oferece uma definição mais elaborada, quando diz que “Paradigmas são simplesmente padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. Nossos paradigmas podem ser valiosos e até salvar vidas quando usados adequadamente. Mas podem se tornar perigosos se os tomarmos como verdades absolutas, sem aceitarmos qualquer possibilidade de mudança, e deixarmos que eles filtrem as novas informações e as mudanças que acontecem no correr da vida. Agarrar-se a paradigmas ultrapassados pode nos deixar paralisados enquanto o mundo passa por nós.
Os paradigmas existem para serem quebrados, e podem ser classificados, não genericamente, como tabus, preconceitos, atrasos de vida, falta de atualização e treinamento, e algumas vezes levam a erros que são simplesmente explicados assim: Sempre foi feito assim, então, não vejo porque mudar!”
O vídeo abaixo conta uma história que mostra como nasce um paradigma.
Fonte: Filmes que ensinam
O comportamento deve ser visto como um aspecto constitutivo da espécie humana e como uma relação entre organismo e ambiente. O comportamento é sempre uma relação ou interação entre eventos ambientais (estímulos) e atividades de um organismo (respostas). A relação organismo-ambiente pode envolver uma situação aparentemente simples (por exemplo, lacrimejar ao descascar cebolas, abrir uma porta ao ouvir uma campainha) ou obviamente complexa (por exemplo, solucionar um problema, abstrair, conhecer a si mesmo).
O comportamento é responsável por uma série de coisas que rodeiam nossas vidas, você já ouviu falar de paradigma?
Paradigma é um modelo, um modo de pensar sobre algo ou encarar determinada situação, é um padrão a ser seguido.
Em seu livro, O Monge e o Executivo, James C. Hunter nos oferece uma definição mais elaborada, quando diz que “Paradigmas são simplesmente padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. Nossos paradigmas podem ser valiosos e até salvar vidas quando usados adequadamente. Mas podem se tornar perigosos se os tomarmos como verdades absolutas, sem aceitarmos qualquer possibilidade de mudança, e deixarmos que eles filtrem as novas informações e as mudanças que acontecem no correr da vida. Agarrar-se a paradigmas ultrapassados pode nos deixar paralisados enquanto o mundo passa por nós.
Os paradigmas existem para serem quebrados, e podem ser classificados, não genericamente, como tabus, preconceitos, atrasos de vida, falta de atualização e treinamento, e algumas vezes levam a erros que são simplesmente explicados assim: Sempre foi feito assim, então, não vejo porque mudar!”
O vídeo abaixo conta uma história que mostra como nasce um paradigma.
Fonte: Filmes que ensinam
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