quinta-feira, 8 de março de 2012

Os 12 autores brasileiros mais lidos no exterior

Por Blog da Estante Virtual





Ao contrário do que muitos podem pensar, nem só de Paulo Coelho vive a literatura brasileira no exterior. Ainda que, de fato, o escritor tenha entrado para o Livro dos Recordes, o Guinness Book, com sua obra O Alquimista – o livro mais traduzido do mundo (69 idiomas) – outros autores também conquistaram os leitores estrangeiros e vêm alcançando reconhecimento também em outros países. Mas conseguir que um livro seja publicado em outra língua está longe de ser um processo simples e exige muito mais do que talento na escrita.


Segundo o escritor Milton Hatoum, em entrevista ao Portal Literal, apenas 3% dos livros lançados todos os anos nos Estados Unidos são traduções de obras estrangeiras. Além das dificuldades com a tradução, as diferenças culturais também costumam fazer com que o enredo de um livro torne-se desinteressante para o público leitor de outro país. Agnes Krup, diretora da agência literária Sanford J. Greenburger Associates, concorda com a afirmação em entrevista à revista Veja e afirma que “mesmo que um editor americano esteja interessado e por dentro de determinada cultura estrangeira, outras pessoas participarão da escolha dos livros, como o diretor de vendas, o de marketing e o de publicidade, gente que provavelmente não fala uma palavra de outro idioma. Eles não vão apoiar um projeto que torne o trabalho deles mais difícil”. Talvez seja por esse motivo, a proximidade da língua, que alguns países europeus, sobretudo a França, são mais receptivos a traduções de obras brasileiras que os norte-americanos.


No entanto, nomes recentes no mercado literário brasileiro têm desafiado essa tendência e mostrado um avanço significativo na valorização de nossos livros no exterior. Dentre eles, podemos citar o escritor Bernardo Carvalho, que lançou o livro Nove Noites em 11 países e a escritora Patrícia Melo que com o livro Elogio da Mentira já está presente em pelo menos 20 países. Eduardo Spohr, escritor do livro A Batalha do Apocalipse, e Daniel Galera, autor de Mãos de Cavalo, também são apostas de sucesso, assim como o jornalista e estreante no universo literário Edney Silvestre. Seu primeiro romance, Se Eu Fechar os Olhos Agora, será publicado em pelo menos seis países. Mais veterano, Milton Hatoum já teve obras traduzidas para 17 idiomas e exibe na página principal de seu site, as capas de seus livros publicados no exterior.


Outra grande oportunidade para a literatura brasileira no exterior é a feira de Frankfurt, na Alemanha, o maior evento internacional de livros do mundo que, em 2013, terá o Brasil como o grande destaque. Provavelmente, diversas editoras estarão à procura de autores brasileiros, repetindo a façanha de 1994, quando nosso país também foi destaque na feira e, depois do evento, o número de traduções de livros nacionais aumentou substancialmente, levando a literatura brasileira ao patamar de livros mais traduzidos na Alemanha (sede do evento). No entanto, no final dos anos 90, a falta de continuidade nos incentivos governamentais fez com que o ritmo da presença brasileira no exterior diminuísse consideravelmente.


Mas esse ano, diante da importância do evento de 2013, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, apresentou o programa federal de estímulo à internacionalização da literatura brasileira. O Programa de Apoio à Tradução e Publicação de Autores Brasileiros no Exterior prevê o investimento de pelo menos R$ 12 milhões ao longo dos próximos dez anos. Entre as várias iniciativas do programa, destaca-se um substancial aumento nos valores das bolsas de tradução e no apoio à reedição de obras de autores nacionais no exterior.


Para o escritor e jornalista norte-americano Benjamin Moser é preciso que o país divulgue mais sua cultura literária no exterior se quiser reconhecimento internacional. “Acho que o Brasil poderia fazer muito mais para promover a literatura brasileira internacionalmente. As pessoas fora do Brasil têm uma ideia muito vaga do país. Acho que desde Carmen Miranda não tem mudado muito”, afirma Moser que, em 2009, publicou Clarice, biografia de Clarice Lispector.


Mas, afinal, quem são os autores nacionais mais lidos no exterior? Em 2009, o projeto Conexões Itaú Cultural organizou o Mapeamento da Literatura Brasileira no Exterior. Já são mais de 192 autores mapeados e dentre eles, vários gêneros literários. Mas os clássicos parecem continuar sendo preferência internacional. Conheça a galeria dos 12 escritores mais lidos no exterior, com base nesse estudo.


Os 12 autores brasileiros mais lidos no exterior:


                                                                  Carlos Drummond

                                                                     Chico Buarque

                                                                   Clarice Lispector

Graciliano Ramos 


                                                                    Guimarães Rosa

                                                                      Jorge Amado

                                                                   Machado de Assis

                                                                   Mário de Andrade

                                                                     Milton Hatoum

Moacyr Scliar

                                                                  Oswald de Andrade

                                                                     Rubem Fonseca

Além dos 12 listados, o mapeamento ainda conta com nomes como Gilberto Freyre, Roberto Schwarz, João Ubaldo Ribeiro, Lygia Fagundes Telles, Raduan Nassar, Ferreira Gullar e outros.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Brasil, Portugal - Lá e Cá

Por Embaixada de Portugal no Brasil

Mistura de documentário com "talk show", o programa "Lá e Cá" é apresentado pelo jornalista brasileiro Paulo Markun e pelo português Carlos Fino, Conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal em Brasília.

Em conversas informais, eles debatem as semelhanças e as diferenças entre os dois países, fornecem informações para o telespectador compreender melhor os processos de cada país e tratam da evolução e perspectiva das relações entre o Brasil e Portugal.
 
A série aborda assuntos actuais e, quando necessário, resgata informações no passado, procurando sempre manter o olhar voltado para o futuro.Semelhanças e diferenças, curiosidades, subtilezas, resgate histórico e cultural entre dois países tão distantes e, ao mesmo tempo, tão próximos.
 
 

"Lá e Cá" tem como cenários de partida a casa de Paulo Markun, em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, no bairro Santo António de Lisboa, de influência açoriana, e a de Carlos Fino, em Fronteira, no Alto Alentejo Alentejo, em Portugal.
A partir daí, as reportagens abrem para todo o Brasil e todo o Portugal, com temas que vão da Cultura à História, passando pela Economia e a Emigração, num variado leque de assuntos que interessam tanto a portugueses como a brasileiros.
 
Lá e Cá - Programa 1 - Bloco 3
 
 

terça-feira, 6 de março de 2012

Imigrantes no Brasil

Por Info Jovem

A Imigração é considerada um fator importante para a formação do povo brasileiro, com influência direta em aspectos sociais, culturais e econômicos do país. Em linhas gerais, considera-se que as pessoas que entraram no Brasil até 1822, ano da independência, foram colonizadores. A partir de então, as que entraram na nação independente foram imigrantes.

Nas primeiras décadas do século XX o Brasil recebeu um grande fluxo de imigrantes estrangeiros que tentavam fugir de um contexto de guerra na Europa e na Ásia. Esses imigrantes eram originários principalmente de Portugal, Itália, Alemanha, Japão, Espanha e Polônia.

A seguir, alguns fluxos migratórios que chegaram ao Brasil.

AMERICANOS

A chegada americana no Brasil foi um movimento migratório do final do século XIX e começo do século XX, especialmente nas cidades de Americana e Santa Bárbara d’Oeste, no estado de São Paulo.
Em 1895 foi fundada a primeira Igreja Presbiteriana no povoado da Estação, em Santa Bárbara d’Oeste.

ALEMÃES

O RJ foi o primeiro estado brasileiro a receber imigrantes alemãs quando rumaram para a colônia suíça de Nova Friburgo. Eles exerceram maior influência na atual cidade de Petrópolis.

No estado de Santa Catarina, encontra-se a presença de imigrantes alemãs principalmente nas cidades de Pomerode, Blumenau (criada por um alemão – Hermann Blumenau), Joinville (antiga colônia alemã Dona Francisca), São Pedro de Alcântara (primeira cidade onde os alemãs aportaram) e Jaraguá do Sul.

Em 1824 chegam os primeiros colonos alemães ao Rio Grande do Sul, sendo assentados na atual cidade de São Leopoldo. Em algumas décadas, a região do Vale do Rio dos Sinos estava quase que completamente ocupada por imigrantes alemães.

Os imigrantes alemãos que chegaram ao PR no início do século XX, vindos diretamente da Alemanha, se estabeleceram, sobretudo, nas regiões leste e sul, em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Palmeira, Rio Negro, entre outras.

Foi no ES que os alemãos criaram a primeira igreja luterana da América Latina, na antiga Colônia de Santa Isabel. Tendo os Pomeranos se instalado em cidades como Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins.Há também colônias alemãs no estados de Minas Gerais e São Paulo.

ÁRABES

A grande maioria dos imigrantes árabes, chegados ao Brasil, rumaram para São Paulo. Na capital do estado, os sírio-libaneses rapidamente formaram uma próspera comunidade de comerciantes. Foram os árabes que criaram a Rua 25 de Março, hoje um dos maiores centros de comércio do Brasil.

O estado de Minas foi o segundo estado a receber maior contingente de libaneses. Em muitas cidades, eles dominaram o comércio varejista.

O antigo Distrito Federal ocupou o terceiro lugar, seguido do estado do Rio de Janeiro. A presença do imigrante árabe na Amazônia também foi de fundamental importância.
Em Florianópolis, SC, também se encontra presente a cultura árabes, principalmente libaneses e sírios.

BOLIVIANOS

A partir da década de 1970, vê-se um razoável crescimento na entrada de imigrantes no Brasil. Estes imigrantes, porém, não têm o impacto demográfico que tiveram as outras imigrações mais antigas no Brasil. Assim, destacam-se recentemente os imigrantes bolivianos que são empregados nas pequenas indústrias de roupas de São Paulo, em geral propriedade de imigrantes coreanos.

COREANOS

A Imigração coreana no Brasil começou oficialmente em 23 de fevereiro de 1963. Atualmente, cerca de 90% dos imigrantes coreanos vivem na cidade de São Paulo. Alguns bairros com forte influência de imigrantes coreanos: Brás, Bom Retiro e Aclimação.

ESPANHÓIS

A pobreza e o desemprego no campo foram os responsáveis pela imigração espanhola no Brasil que se iniciou na década de 1880, sendo 75% com destino às fazendas de café em São Paulo, tornando-se o terceiro maior grupo a trabalhar nos cafezais. No final do século XIX, a grande maioria era de galegos, que se abrigaram nos principais centros urbanos brasileiros, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

FINLANDESES

A imigração finlandesa no Brasil deu-se já no século XX, com destino a região do Vale do Paraíba, no estado do Rio de Janeiro. Lá eles criaram um povoado chamado Penedo, próximo ao Parque Nacional do Itatiaia, na cidade de Itatiaia. Eles criaram o Museu da Imigração Finlandesa, aos pés do Parque Nacional de Itatiaia, com objetos antigos, roupas e montagens cenográficas.

ITALIANOS

A imigração italiana no Brasil teve como ápice o período entre 1880 e 1930. O estado do Rio Grande do Sul recebeu a primeira leva de imigrantes italianos a chegar ao Brasil, encontram-se principalmente nas cidades de Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves etc.

Em Santa Catarina, encontramos imigrantes italianos principalmente nas cidades de Nova Trento, Orleans, Lauro Muller, Urussanga etc. Embora tenha sido a região Sul a pioneira na imigração italiana, foi a Região Sudeste aquela que recebeu a maioria dos imigrantes. Isto se deve ao processo de expansão das lavouras de café em São Paulo, onde a mão-de-obra italiana foi a mais usada durante o ciclo do café no Brasil, do fim do século XIX ao início do século XX. Grande parcela desses imigrantes foi atraída pelos centros urbanos, em vez do campo, marcando definitivamente a conformação social de cidades como São Paulo. Daí o surgimento de bairros nos quais a presença de estrangeiros era marcante, como Bom Retiro, Brás, Bexiga e Barra Funda.

JAPONESES

A partir de 1908, o governo brasileiro fez um acordo com o governo japonês e passou a aceitar a entrada de imigrantes japoneses no Brasil. Tendo essa data como referencial, nesse ano de 2008 está se comemorando o centenário da imigração japonesa no Brasil.

No Brasil, em 2006 foi criada uma Comissão Nacional, aprovada em 2007, responsável pelas comemorações desse centenário. Foram criadas também algumas comissões estaduais e municipais.
No Japão, em janeiro de 2007, foi fundada a Comissão Organizadora do Ano de Intercâmbio Japão-Brasil.
O Brasil abriga a maior população japonesa fora do Japão, com mais de um milhão de nikkeis (termo usado para denominar os japoneses e seus descendentes).

O bairro paulistano da Liberdade representa um pedaço do Japão com vários pórticos vermelhos de templos xintoístas. Bastos e Pereira Barreto, no interior de São Paulo e Assaí e Uraí, no norte do Paraná, são cidades fundadas por imigrantes japoneses.
Em SC, encontramos a presença de japoneses principalmente na cidade de Frei Rogério.

JUDEUS

O Brasil foi palco para a primeira comunidade judaica estabelecida nas Américas. Com a expulsão dos judeus de Portugal, logo após a sua descoberta, judeus convertidos ao catolicismo (cristãos-novos) já haviam se estabelecido na nova colônia. Mas a maior parte dos primeiros judeus chegaram ao país na época das invasões holandesas do Brasil, em 1636. O Nordeste brasileiro ficou sob o domínio holandês por vinte e quatro anos e, neste período, a comunidade sefardita se estabeleceu no país, principalmente em Recife, onde tornaram-se prósperos comerciantes. Com a expulsão dos holandeses, a maioria dos judeus estabelecidos no Brasil fugiram para os Países Baixos, Antilhas ou para Nova York, onde fundaram a primeira comunidade judaica dos Estados Unidos.

Em 1870, como resultado da vitória da Prússia sobre a França, um grande número de judeus, particularmente alsacianos, vieram para o Rio de Janeiro e São Paulo; eram imigrantes refinados, responsáveis, inclusive, pela introdução da moda francesa no Brasil.
Em 1920, os judeus já compunham uma colônia imigrante significativa, aumentando ainda mais com a ascensão do nazismo na Alemanha no início dos anos 30.

Estima-se em, aproximadamente, 200 mil o número de judeus no Brasil; em São Paulo, concentram-se principalmente nos bairros de Higienópolis e Perdizes e, graças ao nível de educação desses imigrantes, ocupam hoje postos importantes na esfera governamental, empresarial, acadêmica e cultural.

LITUANOS

Os primeiros imigrantes lituanos a se estabelecerem no Brasil, aportaram na cidade de Ijuí, no Rio Grande do Sul. No PR, a cidade de Castro foi fundada por imigrantes lituanos.

No interior de São Paulo, os lituanos formaram colônias inicialmente em Ribeirão Preto, Araraquara, Colina e Barão de Antonina. Na cidade de São Paulo, o bairro de Vila Zelina é núcleo de uma comunidade de descendentes de lituanos.

NEERLANDESES

Os primeiros neerlandeses, vindos da Província Zelândia, fundaram a Colônia Holanda, no ES, ainda no século XIX. Já no século XX, neerlandeses, vindos da província Holanda do Sul, estabeleceram a colônia Gonçalves Júnior, no Paraná.

Em 1925, fundaram a Sociedade Cooperativa Holandesa de Laticínios Batavo, a primeira cooperativa de laticínios do Brasil, em Carambeí – PR. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos neerlandeses chegaram ao Brasil. Um grupo de aproximadamente 500 imigrantes neerlandeses, oriundos da província Brabante do Norte, imigram para o Brasil e fixam-se na antiga fazenda Ribeirão em São Paulo. Lá os imigrantes neerlandeses fundam em 14 de julho de 1948 a colônia Holambra I e a Cooperativa Agro Pecuária Holambra.

Um grupo de imigrantes neerlandeses fixa-se, em 1949, na fazenda Monte Alegre, no Paraná. Neste mesmo ano, outro grupo desembarca em Não-Me-Toque, no RS. Em 1951, um grupo estabeleceu a Colônia Castrolanda, no PR. Em 1960, um grupo estabeleceu-se em Arapoti, também no PR e neste mesmo ano, outro grupo fundou a Colônia Holambra II em Paranapanema, São Paulo.
Colônias Neerlandesas em MG: Paracatu – 1972 e Brasolândia – 1985.

POLONESES

Os povos eslavos, em sua maioria poloneses, formaram a maior corrente imigratória no estado do Paraná. Entre 1869 e 1920, estima-se que 60.000 poloneses entraram no Brasil, dos quais 95% estabeleceram-se no Paraná, nas colônias de Mallet, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Irati e União da Vitória e na região de Curitiba. Em menor quantidade, rumaram para o interior dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

PORTUGUESES

A presença de imigrantes portugueses é forte nas cidades de Florianópolis, Itajaí, São José, São Francisco do Sul e Governador Celso Ramos, no estado de SC. Um fator importante foi à imigração açoriana para a região sul do país, onde fundaram a vila Porto dos Casais, que em 1810 passou a se chamar Porto Alegre – RS.

No final do século XIX, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo receberam a maioria desses imigrantes de Portugal. O RJ constitui o maior centro urbano concentrador de portugueses e seus descendentes.

SUÍÇOS

Os suíços foram os primeiros imigrantes europeus a se estabelecerem no Brasil, depois dos portugueses. Os primeiros imigrantes chegaram ao Brasil entre 1819-1820, oriundos do cantão de Friburgo, e batizaram o lugar de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

Outro fluxo de suíços foi encaminhado para o Sul do Brasil durante todo o século XIX, com destaque para o grupo de imigrantes chegados a Colônia Dona Francisca (hoje Joinville), em Santa Catarina. Não se sabe ao certo quantos suíços imigraram para o Brasil, pois muitos deles eram contados como sendo alemães, porém, a presença dos imigrantes suíços no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Espírito Santo e no Sul do Brasil é notável.

TCHECOS

Em Santa Catarina, os tchecos ocuparam principalmente as meso-regiões do Vale do Itajaí e Norte Catarinense, incluindo as microrregiões de Joinville, São Bento do Sul e Mafra, entre outras. No Rio Grande do Sul, distribuíram-se principalmente na região da Serra Gaúcha (notavelmente no município de Nova Petrópolis), no Litoral Norte, na região das Missões e na Depressão Central. No Paraná, os tchecos estabeleceram-se principalmente na região norte do estado, nos municípios de Londrina, Rolândia e Cambé, entre outros.

No século XX, muitos tchecos migraram também para a região centro-oeste do Brasil. Esses imigrantes chegaram principalmente nas décadas de 1940 e 1950, liderados por Jan Antonín, que fundou várias cidades no Brasil como Bataiporã, Bataguassu , Batatuba, Anaurilândia e Mariápolis.