terça-feira, 2 de setembro de 2014

Cinema para crianças de todas as idades



O Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI) chega à sua 12ª edição e, dentro do árduo e exíguo mercado cinematográfico infantil, se destaca como a principal mostra do gênero no país. Do começo modesto, o festival já soma hoje 700 filmes exibidos e um público total superior a 1,5 milhão de espectadores. Somente em 2014, a programação reunirá mais de 100 filmes de 24 países, concentrando mais que o dobro de lançamentos do gênero no país em um só evento. Os filmes serão exibidos com exclusividade nas salas de cinema da Rede Cinemark, em seis cidades brasileiras, entre curtas, média e longas-metragens, brasileiros e internacionais, mostras especiais, além de oficinas e debates. Com meia-entrada para toda a família, o festival começa no Rio de Janeiro e Niterói (12 a 21 de setembro), segue para Salvador e Aracaju (10 a 19 de outubro), Natal (31 de outubro a 09 de novembro) e São Paulo (6 a 16 de novembro). Abrindo o festival, o Fórum “Pensar a Infância” acontece de 08 a 11 de setembro no Oi Futuro – Flamengo, no Rio de Janeiro.

“Um festival tão diverso como o FICI oferece a um público cada vez maior a oportunidade de assistir produções de diferentes estilos e linguagens. Desde o início, em 2003, houve um aumento significativo de interesse na pelo cinema infantil, não só do público como também do ponto de vista da produção. Nos primeiros anos, o festival não contava com estreias nacionais para o público infantil, por exemplo. Há pelo menos seis anos, temos ao menos uma estreia nacional a cada edição”, avalia Carla Camurati, diretora do evento ao lado de Carla Esmeralda.

O Fórum Pensar a Infância, com o objetivo de debater narrativas e linguagens audiovisuais voltadas para os nossos pequenos, o chega a sua 6° edição. Durante quatro dias, o fórum vai abraçar a reflexão dos variados assuntos que abrangem a infância e o cinema, tratando de linguagens, narrativas e roteiros para crianças, sem deixar de articular e analisar propostas de políticas culturais das três esferas governamentais: federal, estadual e municipal, dirigidas para nossas crianças. Serão abordados temas como a arte para a infância, gestão de carreiras de diretores de cinema, intercâmbio de linguagens e a construção de trilhas. A mesa de abertura traz a roteirista e escritora Adriana Falcão, o cineasta Guilherme Fiúza, a educadora Maria Amélia (Péo) da Casa Redonda e Taciana Barros, integrante do grupo Pequeno Cidadão, para debater sobre seus caminhos e experiências, apontando acertos e equívocos no “pensar a infância”. Coaches e produtores estão confirmados para uma conversa sobre a criança em cena: Beta Perez (“Malhação” e “Gabi Estrela”), Luiza Thiré (“O Conselho Tutelar” e “Detetives do Prédio Azul”) e Cibele Santa Cruz (“Tainá” e “Desenrola”) vão discutir os critérios de seleção na hora de escolher atores tão jovens e os limites do trabalho de interpretação. Em parceria com o ComKids, uma homenagem especial será feita ao Castelo Rá Tim Bum, comemorando os 20 anos do programa; a jornalista e produtora Beth Carmona reunirá parte da equipe do programa para falar sobre o seriado brasileiro de maior sucesso na TV.

Tão importante quanto a criação de um público apreciador de cinema é a formação desse público por meio da vivência da atividade cinematográfica. Pensando nisso, o FICI realiza oficinas de cinema nos saguões dos cinemas das cidades itinerantes, agregando conhecimentos artísticos e técnicas de animação, despertando assim o interesse pelo cinema nas crianças.

Mais informações: http://www.festivaldecinemainfantil.com.br/

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Como Aprender... a Aprender!

Por Seiiti Arata

Para APRENDER A APRENDER, é necessário ativarmos a memória de curto prazo de modo diferente, combinando o conhecimento adquirido pela expertise para que o significado seja suficiente para gravar informações na memória de longo prazo.

Uma das técnicas para isso é o uso de mapas mentais conforme explicado neste vídeo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Marketing e Neurociência Aplicada: a fusão quase perfeita!

Por Erica Ariano para Ideia de marketing.


Marketing sensorial pode ser definido como o marketing que direciona a comunicação para os cinco sentidos do consumidor (tato, visão, olfato, paladar e audição), com o objetivo de afetar suas percepções sobre produtos e serviços influenciando assim as decisões e experiências de compra.
Hoje, mais do que nunca, as marcas precisam carregar um significado sensorial. É consenso a necessidade do estímulo para criar um vínculo emocional com o consumidor. O sucesso na criação desse estímulo vai depender de como os cinco sentidos são gerenciados para causar certas percepções nas pessoas.
Afinal, no momento da verdade, aquele em que o cliente já está em contato com os produtos, a máquina perceptiva orquestrada pelo nosso cérebro começa a operar e desempenha um papel fundamental na tomada de decisão. Ela escolhe uma opção, mesmo antes do nosso córtex pré-frontal ter tempo para avaliar todas as possibilidades. O ato de decisão de compra leva 2,5 segundos, e todas as alternativas são avaliadas de forma inconsciente. Isso acontece porque muitos fatores influenciam o processo: cultura e crenças; memórias de experiências passadas; a percepção da realidade através dos nossos sentidos e como interpretamos essa informação; e, sem dúvida, nossas emoções.
Por isso, é exatamente aqui que a neurociência se torna parceira do marketing sensorial.Com a ajuda dela, podemos medir o que acontece no cérebro quando somos atingidos pelos estímulos de uma marca, como o que acontece quando sentimos o cheiro do nosso perfume favorito, por exemplo. É possível medir a conexão emocional criada e o impacto causado em nossa memória, bem como o grau de associação que tudo isso causa com marca.
A Neurociência Aplicada, portanto, permite a análise da relação marca-cliente e gera feedbacks importantíssimos para o planejamento estratégico.
Se sua empresa tem perguntas que vão de “como eu decido a melhor embalagem para meu produto?” até “como faço para impactar de forma positiva e duradoura os consumidores?”, a neurociência tem a resposta pra você. Ela pode ajudar sua empresa a incrementar seus produtos e serviços para que eles sejam exatamente aquilo que o consumidor quer. Ou pode ajudar sua empresa a criar produtos novos com taxas baixíssimas de rejeição pelo mercado. A principal diferença aqui é que quem responde às pesquisas é o cérebro e não a “politicamente correta” consciência do consumidor. Uma frase bastante usada pela Brain House, empresa espanhola que forneceu grande parte das informações para este artigo, demonstra bem o que tudo isso quer dizer: “A coisa mais valiosa que você pode aprender com seus consumidores é aquilo que eles não podem ou não conseguem dizer”.
A coleta de informações do mercado é essencial para garantir a adequação do produto em desenvolvimento às necessidades dos consumidores e potenciais consumidores. Muitas empresas entendem isso, mas ainda são bastante resistentes à ideia de contratar consultorias em Neuromarketing. Preferem investir parte do orçamento em pesquisas tradicionais e depois em publicidade e propaganda. Esse posicionamento precisa ser revisto. Dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística da Espanha informam que a cada dez produtos lançados naquele país, sete não conseguem permanecer no mercado. No Japão o índice é ainda pior, nove em cada dez produtos são rejeitados em pouco tempo. Até o fechamento deste artigo, não encontramos os dados-Brasil, mas de qualquer forma as empresas, sejam elas espanholas, japonesas ou brasileiras, não podem cometer erros de lançamento de novos produtos, pois muitas delas não possuem recursos suficientes para sobreviver a isso.
A fusão do marketing com a neurociência traz em si a ideia de minimizar problemas desse tipo e de permitir que as empresas sejam mais assertivas em seus negócios. Como já informamos em outros artigos por aqui, ainda é uma área bastante nova, mas é já é de vital importância que os empresários conheçam mais sobre isso. Se eu fosse você, iria pelo menos conhecer algumas empresas que trabalham com neuromarketing.