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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Dicas Culturais do Fim de Semana - 24 a 26 de outubro
CINEMA
Alexandre e o dia terrível, horrível, espantoso e horroroso
Alexander acorda com chiclete grudado em seu cabelo e o resto do dia ainda reserva surpresas piores.
Título original: Alexander and The Terrible, Horrible, Not Good, Very Bad Day
Distribuição: Disney
Data de estreia: 23/10/2014
Direção: Miguel Arteta
Roteiro: Rob Lieber
Elenco: Steve Carrell, Jennifer Garner, Bella Thorne, Ed Oxenbould
Gênero: Comédia
País: Estados Unidos
Ano de produção: 2014
Duração: 81 min
O apocalipse
Um pequeno grupo de subreviventes é deixado para trás depois que milhões de pessoas desapareceram de repente, o que tornou o mundo um lugar de caos e destruição.
Título original: Left Behind
Distribuição: Imagem
Data de estreia: 23/10/2014
Direção: Vic Armstrong
Elenco: Nicolas Cage, Chad Michael Murray, Lea Thompson
Gênero: Ação
País: Estados Unidos
Ano de produção: 2014
Cantinflas
Mario Moreno sai de sua origem humilde para atuar e fazer o público rir. Ele passa a ser conhecido como Cantiflas, a maior estrela dos filmes de comédia mexicanos.
Distribuição: Paris
Data de estreia: 23/10/2014
Direção: Sebastian Del Amo
Roteiro: Edui Tijerina, Sebastian del Amo
Elenco: Luis Arrieta, Magali Boysselle, Cassandra Ciangherotti
Gênero: Drama
País: México
Ano de produção: 2014
Duração: 102 min
Drácula - a história nunca contada
A mitologia dos vampiros combinada com a história real do príncipe Vlad e a origem do Drácula.
Título original: Dracula Untold
Distribuição: Universal
Data de estreia: 23/10/2014
Direção: Gary Shore
Elenco: Luke Evans, Dominic Cooper, Samantha Barks, Sarah Gadon
Gênero: Ação
País: Estados Unidos
Ano de produção: 2014
Duração: 92 min
O grande Kilapy
Joãozinho é um jovem angolano, descendente de uma rica família do período colonial. Rapaz que quer apenas viver a vida, saindo com mulheres, se divertindo com os amigos e gastando seu dinheiro. Embora seja alto executivo do Banco Nacional Angolano, desvia os fundos da própria instituição onde trabalha, distribuindo dinheiro aos colegas, militantes pela libertação de Angola. Joãozinho vai preso, mas quando sai da prisão, é acolhido pela sociedade como um herói local.
Distribuição: Imovision
Data de estreia: 23/10/2014
Direção: Zézé Gamboa
Elenco: Lázaro Ramos, Pedro Hossi, João Lagarto, Hermila Guedes, Buda Lira
Gênero: Comédia
País: Angola
Coprodução: Brasil, Portugal
Ano de produção: 2012
Duração: 100 min
Grandes amigos
Walter Orsini gosta dos prazeres da vida, entretanto acha que tanto na amizade como no amor devemos dizer tudo. Ele ainda não sabe, mas está errado.
Título em inglês: True Friends
Título original: Amitiés sincères
Distribuição: Europa
Data de estreia: 23/10/2014
Direção: Stéphan Archinard, François Prévôt-Leygonie
Elenco: Jean-Hugues Anglade, Gérard Lanvin, Wladimir Yordanoff, Anna Girardot
Gênero: Comédia
País: França
Ano de produção: 2012
Duração: 104 min
Classificação: 14 anos
Relatos selvagens
Diante de uma realidade crua e imprevisível, os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie.
Título em inglês: Wild Tales
Título original: Relatos salvajes
Distribuição: Warner
Data de estreia: 23/10/2014
Direção: Damian Szifrón
Roteiro: Damian Szifrón
Elenco: Ricardo Darín, Rita Cortese, Oscar Martinez
Gênero: Suspense
País: Argentina
Coprodução: Espanha
Ano de produção: 2014
Duração: 122 min
Rio de Janeiro
SHOW
Marjorie Estiano
A cantora faz show de lançamento de seu novo disco, “Oito”, em que apresenta canções autorais e uma versão para o sucesso de Carmem Miranda, “Tahí”.
Miranda
24 out 2014
sex 21:30
R$ 80.00 (setor sustenido); R$ 120.00 (setor notável); R$ 160.00 (setor um tom acima)
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
TEATRO
Nômades
Três amigas, atrizes, são surpreendidas pela morte precoce de uma quarta amiga, também atriz. Em um único dia, entre a notícia dessa morte inesperada e as últimas homenagens feitas no enterro, as três reagem de diferentes maneiras à dor dessa perda.
Teatro Poeira
Até 21 dez 2014
qui, sex e sáb 21:00 | dom 20:00
R$ 80.00
Texto: Marcio Abreu, Patrick Pessoa
Direção: Marcio Abreu
Elenco: Andréa Beltrão, Malu Galli, Mariana Lima
Tempo de Duração: 80 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
EXPOSIÇÃO
As mulheres de Ziraldo
Inspiradas em imagens famosas, as telas gigantes pintadas em acrílico retratam musas do artista, como Marilyn Monroe. As 16 "moças" são retratadas em peças de dois metros de altura e levaram quase seis anos para serem concluídas. Com inúmeros talentos, o pintor, escritor, chargista e cartunista Ziraldo completa 82 anos no dia 24 de outubro de 2014.
Galeria Scenarium
Até 29 nov 2014
ter, qua, qui, sex e sáb 13:00 até 19:00
Grátis
terça-feira, 27 de novembro de 2012
[Entrevista] Cinema de tradução com Jorge Furtado
Por Guilherme Bryan
Cineasta que traduziu clássicos de Lewis Carroll para o português discute o valor do texto na criação de filmes.
Desde a adolescência a personagem Alice, de Lewis Carroll, povoa o imaginário do cineasta gaúcho Jorge Furtado, de 52 anos, conhecido por curtas como Barbosa (1988) e Ilha das Flores (1989) e pelos longas Houve uma vez Dois Verões (2002), O Homem que Copiava (2003), Meu Tio Matou um Cara (2004) e Saneamento Básico - O Filme (2007). Não é à toa, portanto, que ele dedicou os últimos anos a traduzir, com Liziane Kugland e pela editora Alfaguara, Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de 2007, e Alice Através do Espelho (E o que ela encontrou lá.
Autor do romance Trabalhos de Amor Perdidos (2005), escrito por encomenda da editora Objetiva, começou a carreira como jornalista na gaúcha TV Educativa. Foi um dos primeiros blogueiros do país. Jorge Furtado defende o cinema coletivo praticado, por exemplo, pela Casa de Cinema de Porto Alegre, da qual é sócio desde o surgimento, em 1987. Gaba-se de sempre aparecer nos créditos de seus filmes simultaneamente como diretor e roteirista e comemora o fato de, em março de 2008, ter sido homenageado pelo Harvard Film Archive, ligado à Universidade Harvard (EUA), com uma mostra dedicada aos seus filmes.
Apesar de acostumado a usar o pronome "tu" à gaúcha, mesmo quando não necessário, considera vital a leitura e o domínio da língua para a atividade de cineasta: "O cara só aprende a ser cineasta lendo. O cinema cria imagens, mas a leitura cria imaginação. Quando lê, tu filma na tua cabeça. No cinema, alguém imaginou por ti e criou as imagens".
Como surgiu a oportunidade de traduzir os dois Alice?
Desde a adolescência, eu leio a Alice em várias e várias versões. A primeira que li foi a do Tesouro da Juventude. Depois li a tradução do Monteiro Lobato e, mais tarde, a do Sebastião Uchoa Leite. Aí me interessei em ler o original. No final dos anos 90, fiz uma primeira tentativa de tradução, não integral, para uma peça de teatro que foi montada pela Luana Piovani. Nos anos 2000, resolvi enfrentar o livro todo. Mas meu inglês não dá para isso, de maneira alguma. Então convidei a Lizane Kugland, que é tradutora e foi minha professora de inglês, e fizemos juntos. Levamos uns dois anos para traduzir o primeiro. Em seguida, pensamos em fazer o segundo e, após começarmos a ler, chegamos à conclusão de que seria até mais interessante, com o mesmo espírito de fazer uma tradução bastante fiel, na íntegra, e adaptada para crianças brasileiras de hoje. Algo que elas poderiam ler sem nota de pé de página e entender as piadas.
O que você acha das traduções brasileiras?
As duas traduções que eu conheço com o mesmo espírito da nossa são a do Monteiro Lobato e a da Ana Maria Machado. São traduções do texto integral para crianças. As outras são adaptações ou traduções em que só se entende a piada lendo a nota de pé de página ou o original também. Do segundo livro, não conheço outra tradução como a nossa. O livro é feito de trocadilhos, silogismos, coisas de lógica e piadas de todos os tipos com a língua. Mas totalmente compreensível para crianças inglesas do século 19. Se tu traduzir literalmente para hoje, uma criança não entende nada. Então era preciso entender a piada naquele contexto em que foi dita, a intenção do autor, e adaptar para as crianças imaginárias de hoje.
Por exemplo?
Quando Alice cai no poço, ela brinca com o som das palavras bat (morcego) e cat (gato). Quando tu vais traduzir para o português, se traduz "gato" e "morcego" não tem graça. São palavras muito diferentes. Então a gente teve de traduzir para "gato" e "rato", e inventar outro jeito de chegar à frase. Aí a criança entende a brincadeira, pois adora trava-línguas e jogos de palavras. A gente deu um salto quando tinha de traduzir "Tweedledum and Tweedledee". As crianças não entenderiam nada da piada, pois não conheciam aquela canção britânica. Então tivemos de achar uma canção brasileira, original, em português, que as crianças entendessem. Chegamos então no "Tindolelê" e "Tindolalá", que elas conhecem e, sonoramente, são parecidas com o original.
O que uma boa tradução precisa ter?
A boa tradução é a que mantém a intenção do autor e o prazer da leitura na língua de destino. É preciso ter um respeito à intenção, mas tratar com algum desrespeito os detalhes do original, para poder fazer com que ele faça sentido numa nova língua e numa outra época. Ivo Barroso, grande tradutor, dizia que só existe uma crítica possível a uma tradução: outra tradução. O Carroll tinha uma imaginação prodigiosa. É um livro de muitas brincadeiras com lógica e linguagem, pois ele era um grande matemático e pesquisava a potencialidade da língua.
O que achou do filme do Tim Burton?
Visualmente lindo, como tudo o que ele faz, e uma porcaria inqualificável como roteiro e desrespeito ao original. Ele não poderia ter chamado o filme de Alice no País das Maravilhas porque, primeiro, mistura os dois livros todo o tempo, e, segundo, porque, no caso dele, transformou a Alice numa heroína moralista, com espada na mão, tentando matar o dragão. É o oposto do livro. Talvez a maior revolução do Lewis Carroll tenha sido fazer um livro para crianças que não é moralizante. A literatura infantil, até então, era para ensinar as crianças a serem adultas comportadas. Tim Burton seguiu a lógica hollywoodiana, de bem e mal. O personagem do Chapeleiro é constrangedor, ajudando a Alice a derrotar o dragão. O funk do Gato é para sentir vergonha alheia (risos). E o filme termina com a Alice moralizadora, saindo suja de barro de um buraco real e partindo de navio para fazer negócios na China, de acordo com o interesse da Disney de conquistar o mercado chinês. Carroll deve ter rolado na tumba.
Como você se relaciona com o uso da língua portuguesa no cinema?
Abel Gance (cineasta francês) diz que o cinema é a música da luz. E gosto de música com letra (risos). Para mim, o cinema está mais relacionado com a poesia do que com a prosa, porque é um texto com ritmo, métrica, estrofes e versos. O cinema tem uma métrica perfeita, inclusive tecnicamente, os vinte e quatro quadros por segundo. Eu me preocupo muito quando estou escrevendo com o modo como as pessoas vão ouvir. Escrevo com o ouvido. Isso é uma característica de quem trabalha com a dramaturgia do teatro e do cinema. Com quem escreve um texto que vai ser ouvido. Jorge Luis Borges diz que a leitura em voz alta de um texto é um ótimo teste da sua qualidade. Sempre leio meus textos em voz alta, é uma experiência que serve para todo mundo sentir o ritmo do texto e a sonoridade das palavras.
Por que, desde Ilha das Flores, a locução tem uma importância grande nos seus filmes?
O texto em off é uma importação da literatura. Gosto muito e funciona muitas vezes, quando é um adicional ao filme e não uma muleta para a cena. Também sempre gostei de misturar várias fontes. Ilha das Flores surgiu num momento, talvez inédito no Brasil, de utilizar o hipertexto, com uma palavra que leva para outra palavra, em camadas. Essa ideia de relacionar conteúdos rapidamente eu acho muito apropriada para a linguagem audiovisual. Curiosamente, Shakespeare foi um dos primeiros a fazer mudanças de um cenário para outro, desrespeitando regras teatrais da época. (David Wark) Griffith, em Intolerância (1916), pula de uma época a outra rapidamente. E, com a linguagem cada vez mais rápida e acesso a muita informação, tu podes utilizar o poder do audiovisual e concentrar muita coisa num tempo curto, mudando de um registro para outro. Pensar na linguagem é quase um tema do meu trabalho.
Qual o peso do roteiro na qualidade do filme?
O roteiro é peça fundamental e o ponto de partida de um filme. Ele é uma forma de expressão, mas há algumas técnicas que podem ser aprendidas. Quase todos os bons roteiros quebraram regras. É difícil quebrá-las e, para quebrar, é bom conhecê-las. Tem de trabalhar muito no roteiro antes de começar a filmar. Um filme é caro, com uma equipe grande, e é difícil na montagem refilmar coisas. No roteiro, não. Você escreve e reescreve sozinho. Mas o filme é o resultado de um trabalho coletivo. No Brasil, a qualidade do roteiro tem melhorado, pois as pessoas se deram conta de que precisam trabalhar mais na história. Porém, ao mesmo tempo, faltam roteiristas no Brasil. Há bons e novos roteiristas, mas ainda é a maior carência, pois eles são um ser de dois mundos. Tem de saber escrever e gostar de cinema. E quem não lê não sabe escrever.
Fonte: Revista Língua Portuguesa
terça-feira, 31 de julho de 2012
[Entrevista] João Ubaldo Ribeiro no Roda Viva
O Roda Viva do dia 23 de julho recebeu o escritor João Ubaldo Ribeiro. O tema central do programa foi a trajetória do escritor, um dos nomes mais representativos da literatura brasileira.
O autor de clássicos como Sargento Getúlio e Viva o Povo Brasileiro é membro da Academia Brasileira de Letras, entidade que ao longo dos anos vem sofrendo críticas por suas eleições. O escritor afirma que é um clube, mas que precisa ser visto com um pouco mais de compreensão, “de uma forma mais abrangente”.
Vencedor do Prêmio Camões de 2008, considerado o maior concurso para escritores de língua portuguesa, diz que escrever é algo muito pessoal e por isso evita opiniões de outras pessoas: “Eu não gosto de pedir auxílio, porque eu considero aquele sujeito um sócio”.
Durante a entrevista, Ubaldo falou sobre o hábito de leitura, algo fundamental na vida de um escritor. Nos últimos quatro anos ele elegeu William Shakespeare. Quando perguntado se gostava das obras de Paulo Coelho, a resposta foi: “li uma vez e não gostei. Mas isso também não quer dizer nada”. Minutos depois, o escritor Paulo Coelho agradeceu, via Twitter, a elegância do colega e declarou ainda: “disse que é apenas uma questão de gosto”.
No programa, João Ubaldo relembrou a parceria que tinha com o cineasta Glauber Rocha. Os dois começaram juntos em um jornal. “Nós inventávamos notícias. Nós éramos garotos com um jornal na mão. Ele reclamava que a Bahia era uma terra atrasada e que não tinha nenhum assassinato”. Seu companheiro escrevia para o caderno policial.
Quando Glauber morreu, para o escritor ficou um vazio na vida pessoal e também na de escritor. “Eu perdi uma parte da minha vida. Eu escrevia para ele. A referência era o Glauber. Se ele não gostasse, eu me desanimava um pouco. Se ele gostasse, a opinião dos outros não importava”.
Na bancada do Roda Viva estiveram Manuel da Costa Pinto, crítico de literatura e colunista da Folha de S. Paulo e do programa Metrópolis, Marcelo Rezende, crítico de arte e literatura da Revista Cult; Humberto Werneck, jornalista, escritor e cronista de O Estado de S. Paulo; Josélia Aguiar, editora do blog Livros Etc, da Folha de S. Paulo; e Oscar Pilagallo, jornalista e escritor. O Roda Viva também contou com a participação do cartunista Paulo Caruso.
Fonte: Roda Viva
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Literatura de Cordel
A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.
De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público.
Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.
Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
Fonte: Sua Pesquisa
Saiba mais: Wikipédia
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
A história da literatura
A história da literatura procura entender todas as modificações que a produção literária passou ao longo da evolução da sociedade.
Quando estudamos a história ou origem da literatura deparamos com um conceito: o de estilos literários ou estilos de época.
O critério usado para dividir os estilos de época varia muito: às vezes, o autor publica uma obra revolucionária e ela acaba se tornando o marco inicial de um determinado período, outras vezes um fato histórico influencia uma infinidade de obras que darão origem a um determinado movimento literário.
É importante ressaltar que as datas estabelecidas para um determinado período não são tão rigorosas quanto parecem, são apenas recursos didáticos usados para facilitar o estudo, já que é quase impossível estabelecer precisamente quando iniciou ou terminou um período.
Também é bom sabermos que um estilo de época não “morre” por completo e que a passagem de um estilo para outro não é tão rápida assim.
Muitas idéias adotadas em um período podem ser aproveitadas por outros estilos literários que fazem uma releitura ou uma reinterpretação de textos já escritos.
A Literatura busca influência nela mesma para sempre ter a possibilidade de abrir novos caminhos e novas idéias.
É por esta razão que o entendimento correto sobre cada estilo é tão importante, pois através dessa compreensão temos uma visão geral da Literatura e da sociedade que a produziu.
PERÍODOS LITERÁRIOS NO BRASIL
Dividido em dois momentos:
- Literatura do período colonial (Literatura de Informação, Barroco e Arcadismo – 1500 até 1822)
Nesse período ocorreram várias manifestações literárias de um grupo composto por alguns escritores que copiavam os padrões e tendências de Portugal.
- Literatura do período nacional ( Romantismo, Realismo – Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo, Pós-Modernismo – da Independência até os dias de hoje).
Todos os acontecimentos históricos e marcantes da história do Brasil contribuíram para fortalecer os movimentos literários. O público cresceu e com isso estimulou os escritores a melhorar cada vez mais suas obras.
PERÍODOS LITERÁRIOS EM PORTUGAL
- ERA MEDIEVAL (Trovadorismo e Humanismo)
- Trovadorismo: poemas feitos para serem cantados, são as cantigas (de amor, amigo, escárnio e maldizer)
- AMOR (eu-lírico masculino)
- Exaltação das qualidades da dama
- Sofrimento amoroso
- Ambiente aristocrático
- AMIGO (eu-lírico feminino)
- Ambientação rural
- Linguagem e estrutura simples
- Fala do amor da mulher pelo seu amigo
- ESCÁRNIO E MALDIZER
- Crítica aos membros da sociedade
- Jogos de palavras e ironias
- Abordavam temas como escândalos, sexo, falsa religiosidade
OBS: Na cantiga de escárnio o nome da pessoa era ocultado, na de maldizer a crítica era direta e a vítima tinha seu nome revelado.
Humanismo: Valorização do homem.
- ERA CLÁSSICA (Classicismo, Barroco e Arcadismo)
Classicismo: Teve em Camões o seu maior representante.
Barroco: Textos ricos com profunda elaboração formal.
Arcadismo:
- Textos bucólicos,
- Valorização do homem,
- Linguagem simples,
- Imitação dos modelos da literatura da Antigüidade Clássica e do Renascimento.
- ERA MODERNA (Romantismo, Realismo-Naturalismo, Simbolismo, Modernismo)
Romantismo
liberdade de expressão e de pensamento,
tentativa de buscar soluções para os problemas sociais
etc.
Realismo: “O Crime do Padre Amaro” e “O Primo Basílio” de Eça de Queirós foram duas obras importantes que ajudaram a divulgar o realismo no Brasil.
Simbolismo: Marco inicial do Simbolismo em Portugal foi a publicação do livro de poesias “Oaristos” de Eugênio de Castro, em 1890.
Fonte: InfoEscola
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Literatura Digital
Hoje o acesso a literatura está bem mais fácil que antigamente. Temos agora os livros digitais que podem ser lidos no seu computador, celular, tablet ou qualquer outro novo gadget com suporte para leitura.
Com o objetivo de promover essa leitura, alguns sites disponibilizam o acervo de literatura que já estão em domínio público. São eles:
- Biblioteca Virtual de Literatura: Na biblio, você tem acesso a obras em domínio público dos mais importantes autores de nossa língua para leitura imediata. Não possuímos resumos ou resenhas, só textos completos e respeitando a linguagem da época. Caso tenha alguma dúvida, utilize o dicionário, no canto esquerdo da tela.
- Literatura Digital: Nossa Biblioteca Digital é uma das poucas no Brasil que é fonte primária e gratuita de textos literários em versão integral na internet. Trata-se de obras do Brasil e de Portugal, a partir das melhores edições disponíveis. Além da consulta a essas obras digitalizadas, temos também uma grande quantidade de autores e de títulos cadastrados (sem que estejam digitalizados), em nosso Banco de Dados de História Literária. Através deles, podem-se realizar pesquisas com informações sobre autores, datas de publicação, editoras, gênero das obras, entre outras.
- Biblioteca Virtual de Literatura: A Biblioteca Virtual de Literatura é um veículo de divulgação e informação destinado a especialistas e pesquisadores, alunos e professores das diversas literaturas e também a leitores e usuários da rede em geral.
Com especial atenção à Literatura Brasileira, a BVL ocupa-se ainda das demais literaturas em língua portuguesa e das literaturas latino-americanas e abrange todas as outras literaturas. A literatura dramática está incluída, vinculada às atividades que a levam à cena.
A BVL analisa sites que permitem ao usuário o acesso a arquivos e acervos existentes online.
Com o objetivo de promover essa leitura, alguns sites disponibilizam o acervo de literatura que já estão em domínio público. São eles:
- Biblioteca Virtual de Literatura: Na biblio, você tem acesso a obras em domínio público dos mais importantes autores de nossa língua para leitura imediata. Não possuímos resumos ou resenhas, só textos completos e respeitando a linguagem da época. Caso tenha alguma dúvida, utilize o dicionário, no canto esquerdo da tela.
- Literatura Digital: Nossa Biblioteca Digital é uma das poucas no Brasil que é fonte primária e gratuita de textos literários em versão integral na internet. Trata-se de obras do Brasil e de Portugal, a partir das melhores edições disponíveis. Além da consulta a essas obras digitalizadas, temos também uma grande quantidade de autores e de títulos cadastrados (sem que estejam digitalizados), em nosso Banco de Dados de História Literária. Através deles, podem-se realizar pesquisas com informações sobre autores, datas de publicação, editoras, gênero das obras, entre outras.
- Biblioteca Virtual de Literatura: A Biblioteca Virtual de Literatura é um veículo de divulgação e informação destinado a especialistas e pesquisadores, alunos e professores das diversas literaturas e também a leitores e usuários da rede em geral.
Com especial atenção à Literatura Brasileira, a BVL ocupa-se ainda das demais literaturas em língua portuguesa e das literaturas latino-americanas e abrange todas as outras literaturas. A literatura dramática está incluída, vinculada às atividades que a levam à cena.
A BVL analisa sites que permitem ao usuário o acesso a arquivos e acervos existentes online.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
As melhores e piores adaptações cinematográficas
Passeando por um fórum no Skoob, um tópico me chamou a atenção: Qual a melhor e pior adaptação de livros para o cinema?
Baseado nas resposta dos leitores resolvi elaborar uma lista e postar aqui no blog. Veja se você também concorda!
AS MELHORES ADAPTAÇÕES PARA O CINEMA:
1º Lugar: O Senhor dos Anéis (trilogia)
2º Lugar: Ensaio Sobre a Cegueira
3º Lugar: O Silêncio dos Inocentes
4º Lugar: Sin City
5º Lugar: O Poderoso Chefão (trilogia) e Laranja Mecânica
AS PIORES ADAPTAÇÕES PARA O CINEMA:
1º Lugar: O Ladrão de Raios
2º Lugar: Eragon
3º Lugar: O Código Da Vinci
4º O Caçador de Pipas
5º Lugar: Admirável Mundo Novo
Baseado nas resposta dos leitores resolvi elaborar uma lista e postar aqui no blog. Veja se você também concorda!
AS MELHORES ADAPTAÇÕES PARA O CINEMA:
1º Lugar: O Senhor dos Anéis (trilogia)
2º Lugar: Ensaio Sobre a Cegueira
3º Lugar: O Silêncio dos Inocentes
4º Lugar: Sin City
5º Lugar: O Poderoso Chefão (trilogia) e Laranja Mecânica
AS PIORES ADAPTAÇÕES PARA O CINEMA:
1º Lugar: O Ladrão de Raios
2º Lugar: Eragon
3º Lugar: O Código Da Vinci
4º O Caçador de Pipas
5º Lugar: Admirável Mundo Novo
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A importância da literatura
Por Marielsa Klatter Braga
Formar leitores não é tarefa fácil. É preciso que família e escola trabalhem em conjunto. O interesse pela leitura deve ser estimulado desde a infância, na família, pois é a primeira instituição, seguida pela escola.
É preciso que a leitura também seja adequada à idade, envolvente para que desperte a magia, a curiosidade e o prazer por ler. Jogar os livros obrigatórios em uma mesa de sala de aula não é a melhor forma, ao contrário, a má vontade e a obrigatoriedade não geram prazer.
O hábito da leitura é um processo longo quando não criado na infância, e o que se vê em muitas escolas públicas é o descaso em relação à formação de leitores. Cabe aos pais e professores criar esse hábito, buscar os meios e as formas, ao invés da omissão, para despertar o interesse da criança e do adolescente. Segundo José Breves Filho “uma boa leitura restaura a dimensão humana e atua como um organizador da mente, nutrindo o espírito e aguçando a sensibilidade“. É dado mais valor à gramática do que ao pensamento do aluno.
O professor tem que ser um desafiador. Ensinar o aluno não só a ler, mas a escrever suas idéias, pensamentos, como no filme “Escritores da Liberdade“. Piaget diz que é na adolescência que o ser humano tenta dominar os elementos que lhe faltam para a razão adulta. Defendo a leitura como ponto de partida para uma vida adulta normal, prazerosa, na convivência com a sociedade. Saber driblar com as diferenças, pois a leitura transforma o indivíduo e sua possibilidade de escolha é bem mais racional.
A função da literatura é formar a criança em um adulto capaz de enfrentar a vida. É na infância que a criança aprende a fazer suas escolhas, e uma boa literatura vai lhe dar sustentabilidade. Primeiro ela é ouvinte, e é perceptível o prazer que sente ao ouvir uma historinha, querendo participar. Quando aprende a ler, procura por conta própria a que lhe agrada. Na primeira fase os pais são responsáveis por este futuro leitor, e a preguiça de contar uma história pode ter resultados surpreendentes na vida adulta.
Se os pais se utilizarem da literatura, que é vasta, para o crescimento cultural e na formação de um cidadão, com certeza não estarão na adolescência de seus filhos em consultórios psiquiátricos, clínicas para drogados entre tantas outras desgraças. Um simples gesto transformador (que é o de contar uma história, mostrar o caminho da literatura e transformá-lo num leitor) pode ser crucial na formação do filho.
Descobrir o que o aluno quer ler é fundamental, pois cada leitor é único em suas experiências. É na literatura que tudo é permitido. Se você ama seu filho, faça com que ele seja um leitor. A criança é como uma esponja: dependendo do que apresentarmos a ela é que será o que vai absorver: “água suja ou água limpa”.
Fonte: Revista O Viés
Formar leitores não é tarefa fácil. É preciso que família e escola trabalhem em conjunto. O interesse pela leitura deve ser estimulado desde a infância, na família, pois é a primeira instituição, seguida pela escola.
É preciso que a leitura também seja adequada à idade, envolvente para que desperte a magia, a curiosidade e o prazer por ler. Jogar os livros obrigatórios em uma mesa de sala de aula não é a melhor forma, ao contrário, a má vontade e a obrigatoriedade não geram prazer.
O hábito da leitura é um processo longo quando não criado na infância, e o que se vê em muitas escolas públicas é o descaso em relação à formação de leitores. Cabe aos pais e professores criar esse hábito, buscar os meios e as formas, ao invés da omissão, para despertar o interesse da criança e do adolescente. Segundo José Breves Filho “uma boa leitura restaura a dimensão humana e atua como um organizador da mente, nutrindo o espírito e aguçando a sensibilidade“. É dado mais valor à gramática do que ao pensamento do aluno.
O professor tem que ser um desafiador. Ensinar o aluno não só a ler, mas a escrever suas idéias, pensamentos, como no filme “Escritores da Liberdade“. Piaget diz que é na adolescência que o ser humano tenta dominar os elementos que lhe faltam para a razão adulta. Defendo a leitura como ponto de partida para uma vida adulta normal, prazerosa, na convivência com a sociedade. Saber driblar com as diferenças, pois a leitura transforma o indivíduo e sua possibilidade de escolha é bem mais racional.
A função da literatura é formar a criança em um adulto capaz de enfrentar a vida. É na infância que a criança aprende a fazer suas escolhas, e uma boa literatura vai lhe dar sustentabilidade. Primeiro ela é ouvinte, e é perceptível o prazer que sente ao ouvir uma historinha, querendo participar. Quando aprende a ler, procura por conta própria a que lhe agrada. Na primeira fase os pais são responsáveis por este futuro leitor, e a preguiça de contar uma história pode ter resultados surpreendentes na vida adulta.
Se os pais se utilizarem da literatura, que é vasta, para o crescimento cultural e na formação de um cidadão, com certeza não estarão na adolescência de seus filhos em consultórios psiquiátricos, clínicas para drogados entre tantas outras desgraças. Um simples gesto transformador (que é o de contar uma história, mostrar o caminho da literatura e transformá-lo num leitor) pode ser crucial na formação do filho.
Descobrir o que o aluno quer ler é fundamental, pois cada leitor é único em suas experiências. É na literatura que tudo é permitido. Se você ama seu filho, faça com que ele seja um leitor. A criança é como uma esponja: dependendo do que apresentarmos a ela é que será o que vai absorver: “água suja ou água limpa”.
Fonte: Revista O Viés
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