sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Dicas Culturais do Fim de Semana - 20 a 22 de setembro

CINEMA



Anos incríveis [Télé Gaucho, França/Bélgica, 2012], de Michel Leclerc (Europa/Mares Filmes). Gênero: comédia. Elenco: Félix Moati, Eric Elmosnino, Sara Forestier, Emmanuelle Béart. Sinopse: Um grupo de jovens idealistas e revolucionários decide criar uma um canal de televisão amador em reação a mídia, que eles consideram conservadora e reacionária. Duração: 108 min. Classificação: 14 anos.




As bem-armadas [The Heat, EUA, 2013], de Paul Feig (Fox). Gênero: comédia. Elenco: Sandra Bullock, Melissa McCarthy, Taran Killam, Kaitlin Olson. Sinopse: Uma agente do FBI e uma policial de Boston são colocadas para trabalhar juntas, na tentativa de prender um poderoso traficante. Abertura nos EUA: US$ 39,1 milhões em 28/06/2013). Dif. (segundo fim de semana): -36,7%. Acumulado nos EUA: US$ 156,3 milhões. Duração: 117 min. Classificação: 14 anos.




Elysium [EUA, 2013], de Neill Blomkamp (Sony). Gênero: ficção científica. Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Alice Braga, Wagner Moura, Diego Luna. Sinopse: No ano 2154, os ricos vivem na exclusiva estação espacial Elysium e a Terra se tornou uma grande favela. Vítima de um acidente industrial que o deixou doente, um trabalhador tenta chegar a Elysium para se curar, usando falsa identidade. Abertura nos EUA: US$ 29,8 milhões (em 9/08/2013). Dif. (segundo fim de semana): -54,1%. Acumulado nos EUA: US$ 88,4 milhões. Duração: 109 min. Classificação: 16 anos.




A família [The Family, EUA/França, 2013], de Luc Besson (Paris). Gênero: policial. Elenco: Robert De Niro, Tommy Lee Jones, Michelle Pfeiffer, Dianna Agron. Sinopse: Família de mafiosos é mandada para a França como parte do programa de proteção de testemunhas. No entanto, a adaptação não é nada fácil, já que velhos hábitos são difíceis de esquecer. Abertura nos EUA: US$ 14 milhões. Duração: 103 min. Classificação: 16 anos.




Foxfire – Confissões de uma gangue de garotas [Foxfire, França/Canadá, 2012], de Laurent Cantet (Imovision). Gênero: drama. Elenco: Raven Adamson, Katie Conseni, Madeleine Bisson, Claire Mazzerolli. Sinopse: Em um bairro de uma pequena cidade americana no ano de 1955, uma banda adolescente cria uma sociedade secreta, a Foxfire. Duração: 143 min. Classificação: 16 anos.



Rio de Janeiro

SHOW

Ney Matogrosso
de 20 a 21 de setembro de 2013



O artista leva novamente ao Vivo Rio o show da turnê "Atento aos sinais", que celebra seus 40 anos de carreira. O repertório tem canções de artistas admirados por ele, como Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Criolo e Lobão. Os figurinos, exuberantes, são assinados por Ocimar Versolato, e a direção musical é de Sacha Amback.
No palco, Ney é acompanhado por Sacha Amback (direção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Almeida e Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone).

Vivo Rio
De 20 set 2013 até 21 set 2013
sex e sáb 22:00
R$ 80.00 (balcão); R$ 100.00 (setor 4); R$ 120.00 (frisa); R$ 160.00 (setor 3 e camarote B); R$ 220.00 (setor 2); R$ 260.00 (setor 1 e camarote A)



TEATRO

Incêndios
de 21 de setembro a 22 de dezembro de 2013



Mulher árabe pede em seu testamento que o casal de filhos gêmeos encontre o pai e também um irmão perdido em seu remoto e sofrido passado.

Teatro Poeira
De 21 set 2013 até 22 dez 2013
qui, sex e sáb 21:00
R$ 70.00 (qui); R$ 90.00 (sex a dom)



EXPOSIÇÃO

Pulsar
de 21 de setembro até 24 de novembro de 2013



Com onze metros de comprimento, a instalação “Pulsar”, criada pelo artista plástico Marcos Bonisson, ocupa o foyer do Museu de Arte Moderna (MAM) a partir de amanhã, com abertura às 15h. A obra faz parte da série Polagens e é composta por 60 caixas de acrílico com colagens feitas com fotografias do tipo Polaroid. A exposição, que tem curadoria de Tania Rivera, fica em cartaz até o final de novembro.

Museu de Arte Moderna - MAM
De 21 set 2013 até 24 nov 2013
ter, qua, qui e sex 12:00 até 18:00 | dom e sáb 11:00 até 18:00
R$ 12.00

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Como vai o mercado editorial brasileiro?



A presidente do SNEL, Silvia Machado Jardim, apresenta dados de pesquisa que dão um panorama completo desse segmento no país

O Sem Censura recebe a Presidente do Sindicato Nacional do Editores de Livros (SNEL), Sônia Machado Jardim, para falar sobre a pesquisa de produção e vendas do setor editorial brasileiro.

A escritora Tatiana Levy vai falar sobre o livro "Dois Rios".

O escritor Fabrício Carpinejar comenta sobre o livro "Ai meu Deus, ai meu Jesus".

A peça "Amor confesso" é o assunto da diretora teatral Inez Viana.

O programa recebe também a escritora Stella Maris Resende para lançar o livro "A sobrinha do poeta".

Programa exibido em novembro de 2012

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mercado Editorial

Todos os anos a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP) realiza, por encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”. Embora o estudo retrate o ponto de vista das editoras em relação ao seu próprio desempenho, os indicadores do Censo do Livro, como é conhecido o estudo, apontam crescimento do setor, ainda que pequeno, ano a ano.

De acordo com os resultados da última pesquisa, divulgados em julho de 2012, as editoras brasileiras registraram 469,5 milhões de livros vendidos em 2011, elevação de 7% com relação a 2010. O setor faturou R$ 4,8 bilhões em 2011, valor 7,3% superior ao do ano anterior, o que, se descontada a inflação de 6,5% pelo IPCA no período, corresponde a um aumento real de 0,8%. As vendas ao governo ajudaram a manter positivo o crescimento no faturamento do setor, já que o crescimento nominal das vendas ao mercado (livrarias e demais canais de vendas) foi abaixo da variação do IPCA.

O número de livros editados em 2011 no Brasil cresceu 6%, com 58.192 novos títulos. Considerados pela primeira vez no estudo, os e-books equivalem a 9% dos lançamentos do mercado em 2011, com 5,2 mil títulos em formato digital. O segmento com a maior variação positiva foi o de livros científicos, técnicos e profissionais, com aumento de 38% em quantidade de exemplares e de 23% em faturamento.

As livrarias são o lugar preferido para 44% dos brasileiros comprarem livros, seguidas de distribuidores (20,5%), porta a porta (4,97%), escolas (2,8%), igrejas e templos (1,74%).

A pesquisa FIPE/SNEL/CBL é respondida por editoras enquadradas no critério Unesco: edição de pelo menos cinco títulos e produção de pelo menos cinco mil exemplares por ano. Em 2011, 178 empresas das cerca de 500 editoras desse padrão participaram do levantamento. Segundo Leda Paulani, coordenadora do estudo, a amostra responde por quase 20% das editoras e 60% do faturamento do setor.

E quem lê?

Dados da 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, lançada em 2012, realizada pelo Instituto Pró-Livro e executada pelo Ibope Inteligência, mostram que há 88,2 milhões de leitores no país, 50% da população total dos 178 milhões de brasileiros com mais de cinco anos de idade. Foram entrevistadas 5.012 pessoas em 315 municípios brasileiros entre 11 de junho e 3 de julho de 2011. Os entrevistadores classificam como leitores quem leu pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa.

O País tem autores reconhecidos internacionalmente e uma cena literária interna bem importante e efervescente. A Festa Literária de Paraty (RJ), a Jornada Literária de Passo Fundo (RS), a Bienal do Livro (SP) e a Balada Literária (SP) são grandes eventos que envolvem o mercado do livro e colocam autores e leitores lado a lado.

O escritor brasileiro mais lido no mundo é Paulo Coelho, com mais de 100 milhões de livros vendidos. Dentro da literatura latino-americana, há nomes comparáveis aos grandes Júlio Cortazar (Argentina) e Gabriel García Marquez (Colômbia), como Machado de Assis, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Clarice Lispector, Vinícius de Moraes, sem contar a cena alternativa contemporânea, os “novos escritores brasileiros”, com nomes já bem difundidos como Marcelino Freire, Xico Sá, Joca Reiners Terron e Índigo.

Na tela

Para a crítica literária Raquel Cozer, o grande debate do momento são os livros digitais, e para onde eles empurram o mercado e o gosto dos leitores. Já são 9,5 milhões de brasileiros leitores de e-books, segundo a 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2012. O público maior é o feminino, com idade entre 18 e 24 anos. Os motivos que atraem para essa inovação costumam ser preços mais acessíveis e comodidade da leitura eletrônica.

“No processo evolutivo do cenário editorial as primeiras classes em risco de extinção são os livreiros e distribuidores”, afirma Cozer. Os intermediários tendem a ser engolidos nesse novo cenário. “Meu coração de leitora, fetichista por estantes, espera que as lojas físicas durem. Que virem polos culturais, com pequenas apresentações e leituras de autores entre ilhas de livros, como especulou dia desses um editor.”

Além disso, já ocorre no Brasil o Congresso Internacional do Livro Digital, realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Realizado anualmente desde 2010, o evento conta com debates sobre o impacto da era digital na cadeia produtiva do livro.

Fonte: Brasil