segunda-feira, 1 de julho de 2013
Fotógrafo coloca sua bebê em grandes aventuras com ajuda do Photoshop
O Photoshop é hoje uma ferramenta com inúmeras possibilidades, capaz até de colocar bebês consertando carros ou voando nas traseiras de um avião. A prova disso é a inusitada e divertida série que o sueco Emil Nystrom criou com sua filha, Signhild. Impossível não sorrir.
Signhild será com certeza uma criança com um dos álbuns de família mais originais do mundo. O pai compõe imagens no Photoshop que a colocam em situações divertidas. O fotógrafo sueco diz que adora procurar as expressões da filha que melhor se encaixam com um determinado ambiente – e parece que ele sabe escolher.
O segredo de Nystrom, além do talento no Photoshop, é a preparação cuidadosa de cada cenário. Nessa etapa entra também a mãe, visto que em muitas das fotos é preciso estar alguém segurando o bebê fazendo pose. O trabalho de pós-produção – como por exemplo, tirar a mãe das fotos – pode levar entre 20 minutos a 16 horas. Confira:
Fonte: Hypeness
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Dicas Culturais do Fim de Semana - 28 a 30 de junho de 2013
CINEMA
Os amantes passageiros [Los amantes pasajeros, Espanha, 2013], de Pedro Almodóvar (Paris). Gênero: comédia. Elenco: Javier Cámara, Antonio de la Torre. Sinopse: Grupo de personagens vive uma situação de risco em um voo para a Cidade do México. O desespero diante da situação causa uma catarse generalizada, mas ela passa a ser a melhor ideia para esquecer o perigo iminente. Duração: 89 min.
Augustine [França, 2012], de Alice Winocour (Imovision). Gênero: drama. Elenco: Vicent Lindon, Stéphanie Sokolinski, Chiara Mastroianni. Sinopse: Professor deseja estudar uma doença misteriosa, a histeria, e pega a jovem Augustine como cobaia. Duração: 102 minutos. Classificação: 10 anos.
A espuma dos dias [L’ecume dês jours, França, 2013], de Michel Gondry (Pandora). Gênero: drama. Elenco: Audrey Tatou, Omar Sy, Romains Duris, Gad Elmaleh. Sinopse: Chloë sofre de uma doença incomum, causada por uma flor que cresce em seus pulmões.
A filha do meu melhor amigo [The Oranges, EUA, 2011], de Julian Farino (Europa). Gênero: comédia. Elenco: Leighton Meester, Hugh Laurie, Adam Brody, Catherine Keener. Sinopse: A amizade das famílias Ostroff e Walling é posta a prova quando a filha dos Ostroff se envolve com David, chefe da família Walling. Duração: 90 min.
Guerra Mundial Z [World War Z, EUA, 2012], de Marc Forster (Paramount). Gênero: ação. Elenco: Brad Pitt, Brian Cranston, Mireille Enos. Sinopse: Dez anos depois dos estranhos acontecimentos, um representante da ONU escreve um relato, com entrevistas de sobreviventes, sobre a guerra contra os zumbis. Com exibição em 3D.
Tabu [Brasil/Portugal/Alemanha/França, 2012], de Miguel Gomes (Espaço Filmes). Gênero: drama. Elenco: Teresa Madruga, Laura Soveral, Ana Moreira, Henrique Espírito. Sinopse: Uma idosa temperamental, uma empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o mesmo andar em um prédio em Lisboa. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado. Duração: 110 min.
Todo mundo em pânico 5 [Scary Movie 5, EUA, 2013], de Malcom D. Lee (Imagem). Gênero: Comédia. Elenco: Sarah Hyland, Ashley Tisdale, Lindsay Lohan, Charlie Sheen, Mike Tyson. Sinopse: Quinta parte da série de paródias Todo mundo em pânico. Abertura nos EUA: US$ 14,1 milhões (em 12/04/2013). Dif. (segundo fim de semana): -56,6%. Acumulado nos EUA: US$ 31,2 milhões.
Rio de Janeiro
SHOW
Baby do Brasil
29 de junho
A cantora sobe no palco da Miranda com o show “Baby sucessos”, com o qual celebra seus 60 anos de vida e, como o nome sugere, lembra alguns dos incontáveis hits de sua carreira. Dirigida por seu filho, o guitarrista Pedro Baby, que também toca com ela, a apresentação inclui canções como “Cósmica”, “Tudo azul”, “Menino do Rio” e sucessos do quarentão álbum “Acabou Chorare”, dos Novos Baianos, onde a então Baby Consuelo começou.
Local: Miranda
Endereço: Avenida Borges de Medeiros 1424, Lagoa, Rio de Janeiro - RJ
Horário: 22h
Preço: Os ingressos variam de R$80 a R$180
Classificação: 18 anos.
TEATRO
O que você mentir eu acredito
até 29 de junho de 2013
Contos de Caio Fernando Abreu servem de base à peça, com Armando Babaioff e Betina Viany no elenco, sobre as desventuras do homem contemporâneo. O espetáculo tenta refletir sobre a solidão e a incomunicabilidade em plena era da comunicação.
Local: Teatro Sesi
Endereço: Av. Graça Aranha, 1 – Centro - Rio de Janeiro - RJ
Horário: qui, sex e sáb às 19:30
Duração: 90 min.
Preço: R$ 40
Classificação: Livre
EXPOSIÇÃO
Antanas Sutkus: um olhar livre
de 25 de junho a 21 de julho de 2013
Renomado fotógrafo da antiga União Soviética, Antanas Sutkus ganha mostra com cem imagens em preto e branco, que registram pessoas simples, sua vida cotidiana e a expressão particular destas. Nascido na Lituânia, começou a fotografar construindo toda sua obra durante o regime comunista e seu trabalho contradizia a censura socialista.
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro - RJ
Horário: de terça a domingo, das 12h às 19h
Preço: Entrada Franca
Classificação: Livre
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Você tem um plano C para sua vida?
Por Andrea Giardino e Murilo Ohl para Você S.A.
Desde cedo, o ítalo-suíço Maurizio Mancioli, de 40 anos, soube que tinha duas grandes vocações: as artes plásticas e a fotografia. No entanto, optou na juventude por trilhar uma carreira mais tradicional e que garantisse uma renda mais estável.
Graduou-se em administração de empresas pela Business School de Lausanne, na Suíça, onde conheceu Heitor Penteado, seu futuro sócio na Business School São Paulo (BSP), negócio que o levou a se mudar para o Brasil.
Em paralelo à carreira de gestor, Maurizio transformou a arte em atividade permanente. Em 2001, começou a fazer exposições individuais em galerias e museus no Brasil e no exterior. Atualmente trabalhando como consultor da BSP Career, unidade de transição de carreira da escola de negócios paulista, Maurizio acredita que manter duas atividades distintas é uma coisa importante para a sua vida.
“O lado executivo me faz crescer profissionalmente e oferece estabilidade, e a arte estimula o processo criativo e o autoconhecimento”, afirma, ressaltando que com a arte aprendeu a ter um novo olhar sobre as coisas, além de desenvolver senso crítico e intuitivo.
Hoje, Maurizio já consegue obter como artista um retorno financeiro maior do que como consultor. Embora seja crescente o número de profissionais que se dedicam a atividades paralelas à carreira principal, ainda existe uma certa resistência, principalmente entre os executivos.
O professor Antônio Carvalho Neto, coordenador do programa de pós-graduação em administração da PUC Minas Gerais, vem estudando o assunto há seis anos e explica que poucos são aqueles que encontram algum tipo de prazer em coisas que não estejam relacionadas ao ambiente de trabalho.
“Pesquisamos mais de 1 400 executivos ao longo desse tempo e constatamos que apenas 10% têm outras atividades, sendo que todos fazem por obrigação”, afirma. Essa realidade começa a mudar.
Muita gente passou a despertar para os benefícios de viver outras dimensões que não só as de carreira. São pessoas que descobriram o prazer de deixar as habilidades pessoais falarem mais alto fora do escritório, o que se torna uma fonte poderosa de realização e motivação.
Não se trata de buscar uma renda secundária ou de desenvolver um trabalho que substituirá a carreira atual num futuro próximo, algo como um plano B. Trata-se de uma atividade que expande os horizontes, amplia o conhecimento, combate frustrações e energiza a pessoa. Se, de quebra, a atividade se transformar em uma segunda fonte de remuneração, mesmo que pouco significativa, ótimo. Mas estamos falando de um tipo de atividade que não tem o objetivo estrito de gerar renda.
“Esse tipo de experiência é valiosa porque abre a cabeça do profissional, que passa a ter uma visão holística”, afirma Marcus Ronsoni, consultor sênior da Produtive, firma de recolocação profissional.Buscar a multiplicidade é essencial para melhorar a capacidade de aprender, defende o headhunter Alfredo Assumpção, diretor-geral da empresa de seleção de executivos Fesa, que tem uma longa carreira como músico de blues, jazz e rock, além de se arriscar como escritor — lança em setembro seu nono livro, o primeiro de ficção.
“As pessoas precisam sair de sua casta”, afirma Alfredo, que diz que a sensação de realização é importante para o crescimento pessoal. “Ela só aparece quando não se fica restrito apenas a uma atividade.”
Quebrar a rotina e promover pequenas rupturas é crucial para quem não quer se tornar refém da prisão que a modernidade trouxe aos homens. Na visão de Mario Sergio Cortella, filósofo, consultor e professor da PUC São Paulo, a extensa jornada de trabalho faz o profissional ficar restrito ao seu próprio universo, o que leva à limitação mental e ao sofrimento.
Cortella lembra que a expressão “bitolado” tem origem no significado literal da palavra “bitola”, a largura padrão que separa os trilhos em uma linha de trem. “A pessoa vai com segurança no trilho, mas é incapaz de sair dele”, diz Cortella. “Se de um lado a bitola garante a estabilidade, de outro provoca uma limitação brutal.”
Segunda carreira
Há cerca de dez anos, o gaúcho Marcelo Montenegro Jobim, de 43 anos, descobriu sua paixão por vinhos. Enquanto exercia a função de executivo de negócios da operadora Brasil Telecom (incorporada à Oi), nutria nas horas vagas seu interesse pela bebida, curiosidade que foi aumentando após participar de algumas degustações.
Um dia, matriculou-se num curso de sommelier na Universidade de Caxias do Sul. Continuou se aprofundando e passou a promover degustações para grupos de amigos. “Fazia algo de que gostava muito e ainda ampliava meu networking”, diz Marcelo.
Ao mesmo tempo, extraía o máximo de experiências que se refletiam no trabalho. “Com a segunda atividade, passei a enxergar as questões de maneira mais ampla, avaliando variáveis até então descartadas ou ignoradas”, afirma.
Num determinado momento, quando a venda da Brasil Telecom para a Oi começou a se concretizar, Marcelo passou a ver na enologia uma alternativa de carreira. Ele ficou na empresa alguns anos após a fusão até ser demitido em março do ano passado.
Juntou uma reserva de dinheiro e está finalizando os trâmites legais para abrir uma firma de representação de vinhos na cidade de Porto Alegre. “Não fiquei angustiado porque de certa forma a atividade extra me preparou para essa transição”, diz Marcelo. Para Karin Parodi, diretora da consultoria Career Center, de São Paulo, vivenciar novas possibilidades é saudável, sobretudo por acrescentar elementos externos à rotina.
Uma das vantagens, diz ela, é construir uma rede de relacionamentos rica ao mesclar interesses distintos que fogem da esfera dos negócios, como esporte, cultura ou música. “Atividades que dão prazer estimulam outras competências”, diz Karin. “Elas podem até se tornar uma segunda carreira no futuro, uma espécie de plano B”, diz.
Novo olhar
Outra função da atividade paralela é suprir a vida de um conhecimento e de satisfação que a carreira nem sempre proporciona. Há quem encontre isso no trabalho voluntário. Desde a juventude, quando colaborava com creches, o paulistano Dimas Moura, de 53 anos, gerente de marketing da Unisys para a América Latina, se identifica com projetos sociais voltados para os jovens. O voluntariado foi tomando um escopo cada vez maior em sua vida.
Quando trabalhou na HP, Dimas ingressou num programa mundial de mentoring social da empresa. Foi aos Estados Unidos conhecer o projeto de orientação a jovens de baixa renda. Ao voltar, montou um comitê no Brasil e passou a dar palestras sobre empreendedorismo em comunidades mais carentes, atividade que ainda realiza.
Nessas oportunidades, o gerente ensina maneiras de transformar atividades informais em renda e em outras ocasiões faz trabalho de coaching com jovens carentes.
“Com o trabalho social aprendi a ouvir mais antes de tomar qualquer decisão, além de ter melhorado minha habilidade de comunicação”, ressalta. Aspectos que resultaram no plano futuro de aposentadoria de Dimas. “Já defini que, ao concluir a carreira executiva, usarei metade do tempo para me dedicar ao coaching profissional e o restante para orientação de carreira gratuita a jovens das classes C e D”, revela o executivo.
Assinar:
Postagens (Atom)











