sexta-feira, 28 de junho de 2013
Dicas Culturais do Fim de Semana - 28 a 30 de junho de 2013
CINEMA
Os amantes passageiros [Los amantes pasajeros, Espanha, 2013], de Pedro Almodóvar (Paris). Gênero: comédia. Elenco: Javier Cámara, Antonio de la Torre. Sinopse: Grupo de personagens vive uma situação de risco em um voo para a Cidade do México. O desespero diante da situação causa uma catarse generalizada, mas ela passa a ser a melhor ideia para esquecer o perigo iminente. Duração: 89 min.
Augustine [França, 2012], de Alice Winocour (Imovision). Gênero: drama. Elenco: Vicent Lindon, Stéphanie Sokolinski, Chiara Mastroianni. Sinopse: Professor deseja estudar uma doença misteriosa, a histeria, e pega a jovem Augustine como cobaia. Duração: 102 minutos. Classificação: 10 anos.
A espuma dos dias [L’ecume dês jours, França, 2013], de Michel Gondry (Pandora). Gênero: drama. Elenco: Audrey Tatou, Omar Sy, Romains Duris, Gad Elmaleh. Sinopse: Chloë sofre de uma doença incomum, causada por uma flor que cresce em seus pulmões.
A filha do meu melhor amigo [The Oranges, EUA, 2011], de Julian Farino (Europa). Gênero: comédia. Elenco: Leighton Meester, Hugh Laurie, Adam Brody, Catherine Keener. Sinopse: A amizade das famílias Ostroff e Walling é posta a prova quando a filha dos Ostroff se envolve com David, chefe da família Walling. Duração: 90 min.
Guerra Mundial Z [World War Z, EUA, 2012], de Marc Forster (Paramount). Gênero: ação. Elenco: Brad Pitt, Brian Cranston, Mireille Enos. Sinopse: Dez anos depois dos estranhos acontecimentos, um representante da ONU escreve um relato, com entrevistas de sobreviventes, sobre a guerra contra os zumbis. Com exibição em 3D.
Tabu [Brasil/Portugal/Alemanha/França, 2012], de Miguel Gomes (Espaço Filmes). Gênero: drama. Elenco: Teresa Madruga, Laura Soveral, Ana Moreira, Henrique Espírito. Sinopse: Uma idosa temperamental, uma empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o mesmo andar em um prédio em Lisboa. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado. Duração: 110 min.
Todo mundo em pânico 5 [Scary Movie 5, EUA, 2013], de Malcom D. Lee (Imagem). Gênero: Comédia. Elenco: Sarah Hyland, Ashley Tisdale, Lindsay Lohan, Charlie Sheen, Mike Tyson. Sinopse: Quinta parte da série de paródias Todo mundo em pânico. Abertura nos EUA: US$ 14,1 milhões (em 12/04/2013). Dif. (segundo fim de semana): -56,6%. Acumulado nos EUA: US$ 31,2 milhões.
Rio de Janeiro
SHOW
Baby do Brasil
29 de junho
A cantora sobe no palco da Miranda com o show “Baby sucessos”, com o qual celebra seus 60 anos de vida e, como o nome sugere, lembra alguns dos incontáveis hits de sua carreira. Dirigida por seu filho, o guitarrista Pedro Baby, que também toca com ela, a apresentação inclui canções como “Cósmica”, “Tudo azul”, “Menino do Rio” e sucessos do quarentão álbum “Acabou Chorare”, dos Novos Baianos, onde a então Baby Consuelo começou.
Local: Miranda
Endereço: Avenida Borges de Medeiros 1424, Lagoa, Rio de Janeiro - RJ
Horário: 22h
Preço: Os ingressos variam de R$80 a R$180
Classificação: 18 anos.
TEATRO
O que você mentir eu acredito
até 29 de junho de 2013
Contos de Caio Fernando Abreu servem de base à peça, com Armando Babaioff e Betina Viany no elenco, sobre as desventuras do homem contemporâneo. O espetáculo tenta refletir sobre a solidão e a incomunicabilidade em plena era da comunicação.
Local: Teatro Sesi
Endereço: Av. Graça Aranha, 1 – Centro - Rio de Janeiro - RJ
Horário: qui, sex e sáb às 19:30
Duração: 90 min.
Preço: R$ 40
Classificação: Livre
EXPOSIÇÃO
Antanas Sutkus: um olhar livre
de 25 de junho a 21 de julho de 2013
Renomado fotógrafo da antiga União Soviética, Antanas Sutkus ganha mostra com cem imagens em preto e branco, que registram pessoas simples, sua vida cotidiana e a expressão particular destas. Nascido na Lituânia, começou a fotografar construindo toda sua obra durante o regime comunista e seu trabalho contradizia a censura socialista.
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro - RJ
Horário: de terça a domingo, das 12h às 19h
Preço: Entrada Franca
Classificação: Livre
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Você tem um plano C para sua vida?
Por Andrea Giardino e Murilo Ohl para Você S.A.
Desde cedo, o ítalo-suíço Maurizio Mancioli, de 40 anos, soube que tinha duas grandes vocações: as artes plásticas e a fotografia. No entanto, optou na juventude por trilhar uma carreira mais tradicional e que garantisse uma renda mais estável.
Graduou-se em administração de empresas pela Business School de Lausanne, na Suíça, onde conheceu Heitor Penteado, seu futuro sócio na Business School São Paulo (BSP), negócio que o levou a se mudar para o Brasil.
Em paralelo à carreira de gestor, Maurizio transformou a arte em atividade permanente. Em 2001, começou a fazer exposições individuais em galerias e museus no Brasil e no exterior. Atualmente trabalhando como consultor da BSP Career, unidade de transição de carreira da escola de negócios paulista, Maurizio acredita que manter duas atividades distintas é uma coisa importante para a sua vida.
“O lado executivo me faz crescer profissionalmente e oferece estabilidade, e a arte estimula o processo criativo e o autoconhecimento”, afirma, ressaltando que com a arte aprendeu a ter um novo olhar sobre as coisas, além de desenvolver senso crítico e intuitivo.
Hoje, Maurizio já consegue obter como artista um retorno financeiro maior do que como consultor. Embora seja crescente o número de profissionais que se dedicam a atividades paralelas à carreira principal, ainda existe uma certa resistência, principalmente entre os executivos.
O professor Antônio Carvalho Neto, coordenador do programa de pós-graduação em administração da PUC Minas Gerais, vem estudando o assunto há seis anos e explica que poucos são aqueles que encontram algum tipo de prazer em coisas que não estejam relacionadas ao ambiente de trabalho.
“Pesquisamos mais de 1 400 executivos ao longo desse tempo e constatamos que apenas 10% têm outras atividades, sendo que todos fazem por obrigação”, afirma. Essa realidade começa a mudar.
Muita gente passou a despertar para os benefícios de viver outras dimensões que não só as de carreira. São pessoas que descobriram o prazer de deixar as habilidades pessoais falarem mais alto fora do escritório, o que se torna uma fonte poderosa de realização e motivação.
Não se trata de buscar uma renda secundária ou de desenvolver um trabalho que substituirá a carreira atual num futuro próximo, algo como um plano B. Trata-se de uma atividade que expande os horizontes, amplia o conhecimento, combate frustrações e energiza a pessoa. Se, de quebra, a atividade se transformar em uma segunda fonte de remuneração, mesmo que pouco significativa, ótimo. Mas estamos falando de um tipo de atividade que não tem o objetivo estrito de gerar renda.
“Esse tipo de experiência é valiosa porque abre a cabeça do profissional, que passa a ter uma visão holística”, afirma Marcus Ronsoni, consultor sênior da Produtive, firma de recolocação profissional.Buscar a multiplicidade é essencial para melhorar a capacidade de aprender, defende o headhunter Alfredo Assumpção, diretor-geral da empresa de seleção de executivos Fesa, que tem uma longa carreira como músico de blues, jazz e rock, além de se arriscar como escritor — lança em setembro seu nono livro, o primeiro de ficção.
“As pessoas precisam sair de sua casta”, afirma Alfredo, que diz que a sensação de realização é importante para o crescimento pessoal. “Ela só aparece quando não se fica restrito apenas a uma atividade.”
Quebrar a rotina e promover pequenas rupturas é crucial para quem não quer se tornar refém da prisão que a modernidade trouxe aos homens. Na visão de Mario Sergio Cortella, filósofo, consultor e professor da PUC São Paulo, a extensa jornada de trabalho faz o profissional ficar restrito ao seu próprio universo, o que leva à limitação mental e ao sofrimento.
Cortella lembra que a expressão “bitolado” tem origem no significado literal da palavra “bitola”, a largura padrão que separa os trilhos em uma linha de trem. “A pessoa vai com segurança no trilho, mas é incapaz de sair dele”, diz Cortella. “Se de um lado a bitola garante a estabilidade, de outro provoca uma limitação brutal.”
Segunda carreira
Há cerca de dez anos, o gaúcho Marcelo Montenegro Jobim, de 43 anos, descobriu sua paixão por vinhos. Enquanto exercia a função de executivo de negócios da operadora Brasil Telecom (incorporada à Oi), nutria nas horas vagas seu interesse pela bebida, curiosidade que foi aumentando após participar de algumas degustações.
Um dia, matriculou-se num curso de sommelier na Universidade de Caxias do Sul. Continuou se aprofundando e passou a promover degustações para grupos de amigos. “Fazia algo de que gostava muito e ainda ampliava meu networking”, diz Marcelo.
Ao mesmo tempo, extraía o máximo de experiências que se refletiam no trabalho. “Com a segunda atividade, passei a enxergar as questões de maneira mais ampla, avaliando variáveis até então descartadas ou ignoradas”, afirma.
Num determinado momento, quando a venda da Brasil Telecom para a Oi começou a se concretizar, Marcelo passou a ver na enologia uma alternativa de carreira. Ele ficou na empresa alguns anos após a fusão até ser demitido em março do ano passado.
Juntou uma reserva de dinheiro e está finalizando os trâmites legais para abrir uma firma de representação de vinhos na cidade de Porto Alegre. “Não fiquei angustiado porque de certa forma a atividade extra me preparou para essa transição”, diz Marcelo. Para Karin Parodi, diretora da consultoria Career Center, de São Paulo, vivenciar novas possibilidades é saudável, sobretudo por acrescentar elementos externos à rotina.
Uma das vantagens, diz ela, é construir uma rede de relacionamentos rica ao mesclar interesses distintos que fogem da esfera dos negócios, como esporte, cultura ou música. “Atividades que dão prazer estimulam outras competências”, diz Karin. “Elas podem até se tornar uma segunda carreira no futuro, uma espécie de plano B”, diz.
Novo olhar
Outra função da atividade paralela é suprir a vida de um conhecimento e de satisfação que a carreira nem sempre proporciona. Há quem encontre isso no trabalho voluntário. Desde a juventude, quando colaborava com creches, o paulistano Dimas Moura, de 53 anos, gerente de marketing da Unisys para a América Latina, se identifica com projetos sociais voltados para os jovens. O voluntariado foi tomando um escopo cada vez maior em sua vida.
Quando trabalhou na HP, Dimas ingressou num programa mundial de mentoring social da empresa. Foi aos Estados Unidos conhecer o projeto de orientação a jovens de baixa renda. Ao voltar, montou um comitê no Brasil e passou a dar palestras sobre empreendedorismo em comunidades mais carentes, atividade que ainda realiza.
Nessas oportunidades, o gerente ensina maneiras de transformar atividades informais em renda e em outras ocasiões faz trabalho de coaching com jovens carentes.
“Com o trabalho social aprendi a ouvir mais antes de tomar qualquer decisão, além de ter melhorado minha habilidade de comunicação”, ressalta. Aspectos que resultaram no plano futuro de aposentadoria de Dimas. “Já defini que, ao concluir a carreira executiva, usarei metade do tempo para me dedicar ao coaching profissional e o restante para orientação de carreira gratuita a jovens das classes C e D”, revela o executivo.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
7 regras para administrar a Geração Y
Por Bárbara Ladeia para Exame
Há mais de 20 anos, o Brasil não via uma juventude tão questionadora – ou, no mínimo, barulhenta. Concordando ou não com as manifestações e protestos, não dá para negar que há algo de diferente no comportamento dessa turma - seja na política ou no cotidiano profissional.
Quem está no mundo corporativo observando o comportamento desses jovens no dia a dia do trabalho já percebeu as diferenças há algum tempo. Autoridade e legitimidade, com eles, só se for conquistada. O chefe está com os dias contados – quem manda é o líder. E se eles não se sentirem honrados pelo seu esforço, saem em direção a outra empresa sem olhar para trás.
Em tempos de mão-de-obra escassa, muitas empresas não se dão ao luxo de perder os jovens talentos. Márcia Luz, psicóloga, autora do livro “Agora é pra Valer” (DVS Editora), dá sete sugestões para reter - e um bom motivo para demitir os famosos e temidos profissionais da Geração Y da sua equipe.
1 Não diga que ele está errado
Não adianta falar para jovem que ele está errado, tampouco mostrar todos os livros e experiências lidas e relidas para provar que uma ideia ou um projeto tem potencial para não dar certo. A orientação aqui é lançar mão das técnicas de coaching e ir conduzindo o raciocínio dos liderados.
“Faça perguntas fortes, que possam colocar a proposta dele em xeque, conforme ele for respondendo, ele verá que sua ideia pode estar mal fundamentada e procurará se informar e preparar melhor”, diz Márcia. “Provocando a reflexão através das perguntas, ele vai montando um plano de ação em mente.”
E se ele responder a todas as perguntas que pudessem conduzi-lo à desistência? “Dê uma chance. Pode ser que ele tenha descoberto, sim, uma saída para algo que não vinha funcionando como previsto”, afirma Márcia.
2 Busque decisões em equipe
Cabe à liderança conduzir e tomar todas as decisões. No entanto, os métodos poderão ser debatidos com o time, incluindo os mais jovens. “O líder levanta o problema e aponta o objetivo. Abrir a possibilidade debate sobre os caminhos para chegar ao alvo é um bom meio de valorizá-los”, diz Márcia, que acredita que decisões, quando tomadas em conjunto, ajudam a valorizar o potencial criativo dos mais novos e faz com que eles se sintam ouvidos.
3 Seja coerente
Esqueça os discursos pró-forma. Os mais novos cobrarão atitudes alinhadas com o que você afirma acreditar – por isso, não adianta dizer que não concorda com a decisão do altíssimo escalão, mas que cumprirá essas ordens porque “é melhor assim”. “O perfil da chefia vai ter de mudar, pois eles cobram coerência, não aceitam desrespeito nem decisões unilaterais”, diz Márcia.
4 Seja claro nos planos de carreira
Não é uma questão apenas de transparência. Eles querem saber exatamente o que você espera deles, para que consigam galgar postos (e salários) maiores. “Explique exatamente quais as possibilidades de desenvolvimento dentro da empresa e quais as competências e habilidades que ele precisará ter e conhecer para chegar em novos postos”, afirma.
5 Reduza a ansiedade
Se perceber que sua equipe de juniores muito afoita e ansiosa pelos próximos passos, Márcia sugere calma e um discurso conciliador. Somada à um feedback, uma boa conversa é infalível. “Eles precisam ouvir sempre que todo processo tem um tempo de maturação”, diz.
6 Ofereça (e peça) feedbacks
Regra de ouro para lidar com a turma mais jovem: não abra mão de dar o bom e velho feedback. “Eles querem saber onde estão errando e onde estão acertando”, diz Márcia. Eles usarão esse conhecimento a favor do próprio desempenho e, consequentemente, a favor da empresa.
7 Evite a frustração
Mais uma regra magna para a gestão de pessoas concentrada em jovens – crie mecanismos para observar o amadurecimento desses profissionais. Márcia menciona programas de estágio e de trainee. “Com essas ferramentas você consegue ter os mais novos dentro de casa pelo tempo suficiente para conhece-los e ver se eles têm, de fato, aderência com o perfil da empresa.”
O contraponto
No entanto, não tenha medo de demitir um jovem e estar perdendo a grande oportunidade de ter um Mark Zuckerberg dentro da sua equipe. “Uma empresa não precisa se apegar e achar que tem de aguentar até as últimas consquência”, defende Márcia.
Para saber se vale a pena dispensar, observe se há postura proativa – aí ofuscada pela ansiedade e pela falta de direcionamento. Márcia afirma que, se houver essa postura, bastará fornecer mais feedbacks para que a rebeldia seja canalizada em eficiência.
No entanto, se a postura é reativa, não vale o esforço. “Se você percebe que é um jovem que reclama de tudo, com uma postura sempre reativa, você terá uma maçã podre na equipe”, diz. “Demitir é a melhor opção para que a pessoa se encontre em uma empresa com seu perfil e não prejudique o time.”
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