sexta-feira, 22 de março de 2013

Dicas Culturais do Fim de Semana - 22 a 24 de março

CINEMA



Os Croods [The Croods, EUA, 2013], de Chris Sanders (Fox). Gênero: animação. Vozes: Emma Stone, Nicolas Cage. Sinopse: Homem das cavernas precisa atravessar uma paisagem pré-histórica para encontrar um novo lar para a sua família. Com exibição em 3D. Duração: 98 min. Classificação: livre.




Fora do figurino – As medidas do jeitinho brasileiro [Brasil, 2011], de Paulo Pélico (Raiz Filmes). Gênero: documentário. Sinopse: A população brasileira não sabe as medidas do seu corpo. A indústria brasileira de roupa adota medidas internacionais que não são adequadas ao padrão nacional, o que gera um grande prejuízo econômico e de saúde pública. Duração: 73 min. Classificação: 10 anos.




Parker [EUA, 2012], de Taylor Hackford (Paris). Gênero: suspense. Elenco: Jason Statham, Jennifer Lopez, Nick Nolte, Michael Chiklis. Sinopse: Parker é um ladrão com código de honra, que nunca rouba de quem não tem dinheiro. Abertura nos EUA: US$ 7 milhões (em 25/01/2013). Dif. (segundo fim de semana): -52,9%. Acumulado nos EUA: US$ 17 milhões. Duração: 118 min. Classificação: 14 anos.




Vai que dá certo [Brasil, 2012], de Maurício Farias (Imagem). Gênero: comédia. Elenco: Lucio Mauro Filho, Danton Melo, Bruno Mazzeo, Fábio Porchat. Sinopse: Cinco amigos de adolescência se reencontram e percebem que não alcançaram o sucesso planejado. Decide, então, assaltar uma transportadora de valores. Duração: 100 min. Classificação: 12 anos.



Rio de Janeiro

SHOW

Caetano Veloso
até 24 de março de 2013



A turnê do CD “Abraçaço”, lançado em 2012, estreia no Circo Voador com ingressos esgotados. O trabalho encerra a trilogia de Caetano com a Banda Cê, inciada com o CD “Cê” (2006) e aprimorada com “Zii e zie” (2009). O novo trabalho tem canções como a faixa-título, “A bossa nova é foda” e “Funk melódico”. No show, o artista também vai resgatar sucessos antigos ao lado de Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias (baixo) e Marcelo Callado (bateria). A pista é comandada pelos DJs Lencinho (dias 21 e 24/3), Tuta, da festa Vinil é Arte (22/4) e Janot (23/4).

A renda da apresentação desta quinta-feira será doada para a Sociedade Viva Cazuza.

Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, S/N - Lapa - Rio de Janeiro - RJ
Horário: Sexta e Sábado às 23h | Domingo às 21h
Preço: R$120 (inteira) R$60 (meia)
Classificação: 18 anos.


TEATRO

Céu sobre chuva ou botequim
até 5 de maio de 2013



Personagens que buscam abrigo para uma grande tempestade vão parar em um bar onde acabam enchendo a cara e revelando seus dramas pessoais. É a primeira vez que o espetáculo, montado uma única vez, em 1973, ganha uma nova adaptação.

Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro - RJ
Horário: de quinta a domingo às 19h
Duração: 90 min.
Preço: R$20
Classificação: 18 anos


EXPOSIÇÃO

Cantos cuentos colombianos
de 23 de março até 8 de setembro de 2013



Uma casa, não apenas um museu. “Um lugar acolhedor”, caracteriza (em bom português) o suíço Hans-Michael Herzog, curador da exposição “Cantos cuentos colombianos”, que inaugura a Casa Daros.

No casarão de 11 mil metros quadrados, em Botafogo, a mostra está distribuída em 11 salas, com 75 obras de dez importantes artistas colombianos. María Fernanda Cardoso e Juan Manuel Echavarría, por exemplo, fazem sua estreia no Brasil. Outros nomes, como Doris Salcedo (a mais badalada do grupo), Fernando Arias, José Alejandro Restrepo e Miguel Ángel Rojas, que já passaram por mostras e bienais por aqui, apresentam instalações, vídeos, fotografias, objetos, performances e obras acústicas. A presença de questões sociais e políticas para falar da vida em seu país é o ponto de encontro desses artistas.

— O conjunto da obra é capaz de falar, narrar e produzir algo na cabeça do visitante. É uma exposição para ficar na memória — explica Herzog, acrescentando os temas mais comuns dentre os trabalhos: — Quase todos falam sobre morte e guerra.

Para ilustrar, “Musa paradisíaca”, de Restrepo, ocupa uma sala inteira com cachos de bananas pendurados no teto e espelhos no chão, onde são projetadas imagens de massacres em bananais. Também é impactante a série de fotos “David”, de Rojas, que revela um soldado mutilado e “imita” a escultura de Michelangelo. As obras pertencem à coleção Daros Latinamerica, que está sediada, desde 2000, em Zurique.

Dão ainda mais charme à Casa Daros o restaurante Mira!, dos mesmos donos de Miam Miam e Oui Oui, uma biblioteca e uma lojinha com livros e itens de design. (Carolina Ribeiro)

Local: Casa Daros
Endereço: Rua General Severiano, 159 – Botafogo - Rio de Janeiro - RJ
Horário: quarta a sábado das 12h às 20h | domingo das 12h às 18h
Preço: Entrada Franca
Classificação: Livre

quinta-feira, 21 de março de 2013

Documentário Histórico Religioso do Oriente Médio

Um pouco sobre a história das três religiões monoteístas presentes no Oriente Médio.
Vídeos em espanhol.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7

quarta-feira, 20 de março de 2013

Do Oriente Médio ao Extremo Oriente

Por Marcelo Ninio

“Você deixa o Oriente Médio, mas o Oriente Médio não deixa você”, me disse um amigo na faixa de Gaza, com um sorriso sarcástico, ao saber que eu estava de partida, depois de três anos e pouco como correspondente da Folha na região. O sarcasmo, envolto na fumaça espessa do narguilé, estava na ambivalência da frase, mistura de benção e maldição. Na guerra e em outras situações extremas, revela-se o pior e o melhor do ser humano.

Quando cheguei, no fim de 2009, se alguém dissesse que o mundo árabe seria sacudido por uma onda de revoluções, e que elas levariam ao fim de ditaduras que pareciam petrificadas no poder para sempre, provavelmente seria taxado de louco. Já foi o tempo em que profetas faziam sucesso por essas bandas. A Primavera Árabe pegou a todos de surpresa, a começar por sua origem, a Tunísia, até então um país mais conhecido pelas praias e o cuscus, o prato nacional, que pela relevância politica.

Os ventos da revolução logo chegariam ao Egito, este sim, reconhecidamente o país mais importante do mundo árabe, lançador de tendências em todas as áreas, berço cultural e ideológico. Depois, a Líbia de Muamar Gaddafi e a Síria, de Bashar Assad, onde as revoluções se transformaram em sangrentas guerras civis. Uma vez que o medo foi superado, não havia mais volta. Me espremi no meio da multidão na praça Tahrir, epicentro dos protestos do Egito, comi poeira no deserto líbio acompanhando o avanço errático dos rebeldes, fui à linha de frente da guerra síria em Aleppo, uma joia do Oriente Médio destroçada pela violência, tomei café com a família do ambulante cujo suicídio deflagrou a revolução na Tunísia.

Desde o início, já fermentava a tensão entre o ideal de liberdade e democracia, que desencadeou os protestos, e ambição de radicais de aproveitar a chance para instalar Estados islâmicos. Apesar dos retrocessos ocorridos no Egito e na Tunísia, do caos da Líbia e da carnificina diária na Síria, é prematuro classificar a Primavera Árabe de fracasso. O êxito dos movimentos populares que derrubaram ditaduras sanguinárias é inegável. A instabilidade permanecerá por muito tempo, mas o processo está só no começo. Mantenho-me otimista, apesar de tudo, de que essa tensão acabará acabará criando sociedades mais justas, livres e igualitárias do que as que havia antes das revoluções.

Da minha base, em Jerusalém, acompanhei as revoluções espocarem em volta, enquanto israelenses e palestinos permaneciam num beco sem saída, distantes de uma solução para o conflito. Infelizmente, não há nenhum motivo para achar que isso está prestes a mudar.

Despeço-me do Oriente Médio para encarar um desafio gigantesco: a China. Em breve faço minha estréia como correspondente da Folha em Pequim, uma mudança drástica de ares, um mergulho num outro tipo de revolução. “Coloquem seus filhos para aprender mandarim”, disse o ex-presidente do Banco Mundial James Wolfensohn, numa conferência em Jerusalém há alguns anos, ao ser solicitado a dar um conselho para as próximas décadas. A frase me marcou. Agora, terei a chance de viver e relatar, em primeira mão, esse futuro “Made in China”.

Fonte: Folha de São Paulo