sexta-feira, 8 de março de 2013

Dicas Culturais do Fim de Semana - 8 a 10 de março

CINEMA



Amigos inseparáveis [Stand Up Guys, EUA, 2012], de Fisher Stevens (Paris). Gênero: comédia. Sinopse: Dois velhos golpistas tentam juntar seus antigos comparsas para um último encontro. Elenco: Al Pacino, Christopher Walken, Alan Arkin, Julianna Margulies. Abertura nos EUA: US$ 1,4 milhão (em 1/02/2013). Duração: 95 min. Classificação: 14 anos.




Amor é tudo o que você precisa [Den skaldede frisør, Dinamarca/Suécia/Itália/França/Alemanha, 2012], de Susanne Bier (H2O Films/ArtFilms/Serendip). Gênero: comédia romântica. Elenco: Pierce Brosnan, Trine Dyrholm, Kim Bodnia, Paprika Steen. Sinopse: Uma cabeleireira, que perdeu os cabelos por causa de um câncer, descobre que o marido está tendo um caso. Ao viajar para Itália para assistir o casamento da filha, conhece um viúvo que ainda culpa o mundo pela morte de sua esposa. Duração: 116 min. Classificação: 12 anos.




Killer Joe – Matador de aluguel [Killer Joe, EUA, 2011], de William Friedkin (California). Gênero: policial. Elenco: Mathew McConaughey, Emile Hirsch, Gina Gershon, Thomas Haden Church. Sinopse: Traficante de drogas resolve contratar um matador de aluguel para assasinar a própria mãe. Duração: 102 min. Classificação: 18 anos.




Oz, mágico e poderoso [Oz, The Great and Powerful, EUA, 2013], de Sam Raimi (Disney). Gênero: fantasia. Elenco: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams. Sinopse: Prelúdio de O mágico de Oz, contado do ponto de vista do mágico e explicando como ele chegou em Oz. Com exibição em 3D. Duração: 130 min. Classificação: livre.




A parte dos anjos [The Angel’s Share, Reino Unido/França/Bélgica/Itália, 2012], de Ken Loach (Imovision). Gênero: comédia. Elenco: Paul Brannigan, Josh Henshaw, Gary Maitland, William Ruane. Sinopse: Com o nascimento de seu filho, Robbie decide mudar de vida e nunca mais cometer crimes. Entretanto, ele e os amigos não conseguem emprego por causa de seus passados criminosos. Uma bebida e uma grande ideia vão mudar suas vidas. Duração: 101 minutos. Classificação: 14 anos.




O quarteto [Quartet, Reino Unido, 2012], de Dustin Hoffman (Diamond Brasil). Gênero: comédia. Elenco: Maggie Smith, Tom Courtenay, Bill Connolly, Pauline Collins. Sinopse: Em uma mansão que abriga cantores de ópera aposentados, uma excêntrica diva, recém-chegada, volta a brilhar com seus antigos parceiros. Abertura nos EUA: US$ 47,1 mil (em 11/01/2013). Dif. (segundo fim de semana): +546%. Acumulado nos EUA: US$ 11,1 milhão. Duração: 98 min. Classificação: 12 anos.


Rio de Janeiro

SHOW

Maria Rita
8 e 9 de março



A Miranda celebra seu primeiro aniversário recebendo a filha de Elis Regina, que apresenta um show exclusivo, em formato piano e voz, com grandes sucessos. A artista é acompanhada pelo músico Thiago Costa. No repertório, estão “Agora só falta você” (Rita Lee/Luiz Sérgio), “Encontros e despedidas” (Milton Nascimento/Fernando Brant) e “Águas de março” (Tom Jobim), entre outras.

Local: Miranda
Endereço: Avenida Borges de Medeiros 1424, Lagoa, Rio de Janeiro - RJ
Horário: 22h
Preço: R$ 100.00 (setor Sustenido); R$ 220.00 (setor e bar Notável, com jantar incluído); R$ 250.00 (setor Um Tom Acima, com jantar incluído); Grátis (valores válidos com cadastro no site)
Classificação: 18 anos.


TEATRO

Como vencer na vida sem fazer força
De 8 de março a 16 de junho de 2013



Para ter sucesso e subir na vida, é preciso seguir três mandamentos: mentir, bajular os poderosos e puxar o tapete de quem está na frente. Esta é a linha de pensamento que norteia as ações de J. Pierrepont Finch (Gregório Duvivier), o esperto protagonista que manipula o chefão J. B. Biggley, personagem de Luiz Fernando Guimarães, na comédia musical.

Local: Oi Casa Grande
Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon – Rio de Janeiro - RJ
Horário: Quinta a sábado, 21h e domingo, 19h
Duração: 150 min.
Preço: Os ingressos variam de R$30 a R$190
Classificação: 12 anos


EXPOSIÇÃO

Museu de Arte do Rio - MAR
até 31 de março de 2013



É quase automático, ao se falar na revitalização da Zona Portuária do Rio, vir a imagem do Museu de Arte do Rio (MAR) à cabeça. Instalado em dois edifícios, com oito salas de exibição divididas em quatro andares, o museu — que abre para o público nesta terça-feira, dia 5 de março — dispõe de auditório, escola, biblioteca, uma filial do restaurante Emporium Pax, mirante, praça suspensa, café e lojinha.

Para a inauguração, quatro exposições ocupam o Palacete Dom João VI, distribuídas de cima para baixo. São elas “Rio de imagens: Uma paisagem em construção” (3º andar), “O colecionador: Arte brasileira e internacional na coleção Boghici” (2º), “Vontade construtiva na coleção Fadel” (1º) e “O abrigo e o terreno — Arte de sociedade no Brasil I” (térreo).

“Rio de imagens: Uma paisagem em construção”: Com curadoria de Rafael Cardoso e Carlos Martins, a mostra aborda a evolução da cidade, ao longo de quatro séculos, a partir de 400 peças. Nela estão quadros de Tarsila do Amaral, gravuras de Lasar Segall e aquarelas de Ismael Nery, por exemplo.

“O colecionador: Arte brasileira e internacional na coleção Boghici”: Luciano Migliaccio e Leonel Kaz assinam a curadoria da exposição com cenografia de Daniela Thomas, que contém 140 peças, entre pinturas e esculturas, da coleção particular do marchand Jean Boghici. O recorte inicia com a Missão Francesa de 1816 e se estende aos dias de hoje.

“Vontade construtiva na coleção Fadel”: Com cerca de 230 peças, a mostra exibe um conjunto da coleção Fadel, todas produzidas por artistas plásticos brasileiros dos movimentos concreto e neoconcreto, que surgiram e se desenvolveram durante as décadas de 1950 e 1960. Curadoria de Paulo Herkenhoff e Roberto Conduru.

“O abrigo e o terreno — Arte de sociedade no Brasil I”: Com obras de Antonio Dias, Bispo do Rosário, Helio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Raul Mourão, Waltercio Caldas e o coletivo Opavivará, entre outros, a mostra tem curadoria de Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff.

Local: Museu de Arte do Rio - MAR
Endereço: Praça Mauá s/no. – Centro - Rio de Janeiro - RJ
Horário: Terça a domingo das 10h às 17h
Preço: R$ 8
Classificação: Livre

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Turquia Está Deixando o Ocidente?

por Daniel Pipes para The Washington Times

As recentes medidas tomadas pelo governo turco indicam sua disposição em livrar-se do clube das democracias da OTAN em favor da gangue de estados autoritários russo e chinês.

Eis porque:

Começando em 2007, Ancara solicitou três vezes, sem sucesso, participar como Membro Visitante da Organização para a Cooperação de Xangai (ou SCO, informalmente conhecida como Xangai Cinco). Fundada em 1996 pelos governos russo e chinês, juntamente com três países da Ásia Central Soviética (com a afiliação de mais um em 2001), a SCO recebeu pouquíssima atenção no Ocidente, embora tenha espetaculares ambições sobre segurança entre outras, incluindo a possível criação de um cartel de gás. Além disso, oferece uma alternativa ao modelo Ocidental, desde a OTAN, passando pela democracia, indo até a substituição do dólar americano como moeda de reserva. Após as três rejeições, Ancara solicitou o status de "Parceiro de Diálogo" em 2011. Em junho de 2012, obteve a aprovação.

Passado um mês, o primeiro ministro turco Recep Tayyip Erdoğan referiu-se a respeito da sua conversa com o Presidente da Russia Vladimir Putin da seguinte maneira, "Vamos, aceite-nos no Xangai Cinco [como membro pleno] e nós iremos reconsiderar a União Européia". Erdoğan reiterou a intenção em 25 de janeiro, realçando o impasse nos esforços turcos em se filiar à União Européia (UE): "na qualidade de primeiro ministro de 75 milhões de pessoas", explicou, "começa-se a procurar alternativas. Por esta razão eu disse ao Sr. Putin um dia desses, "Aceite-nos no Xangai Cinco, vamos lá, e diremos adeus a UE". Por que protelar"? Adiante acrescentou que a SCO "é muito melhor, muito mais poderosa [que a UE] e compartilhamos os mesmos valores dos demais membros".

Em 31 de janeiro, o ministério das relações exteriores anunciou planos para a promoção para "Estado Observador" na SCO. Em 3 de fevereiro Erdoğan reiterou a sua afirmação anterior, dizendo "Iremos procurar alternativas", tecendo elogios ao "processo de democratização" do grupo de Xangai, ao mesmo tempo menosprezando a "islamofobia" européia. Em 4 de fevereiro, o Presidente Abdullah Gül contra-atacou, declarando que "a SCO não é uma alternativa à UE. ... A Turquia deseja adotar e implementar os critérios da UE".

Como interpretar tudo isso?

O faz de conta da SCO enfrenta obstáculos significativos: Se por um lado Ancara lidera os esforços para derrubar Bashar al-Assad, a SCO apóia com firmeza o líder sitiado da Síria. As tropas da OTAN acabaram de chegar à Turquia a fim de operarem as baterias de mísseis Patriot com o objetivo de proteger o país dos mísseis sírios fabricados na Rússia. Mais importante ainda, todos os seis membros da SCO opõem-se veementemente ao islamismo abraçado por Erdoğan. Quem sabe, por isso mesmo, Erdoğan tenha mencionado a filiação à SCO somente com o intuito de pressionar a UE ou para mostrar uma retórica simbólica aos seus partidários.

Ambas as possibilidades são válidas. Mas eu considero os seis meses de flerte com seriedade por três razões. Primeira, Erdoğan já comprovou que é direto, levando o respeitado colunista, Sedat Ergin, a chamar a declaração de 25 de janeiro sua "mais importante" proclamação de política externa até hoje.

Segunda, conforme destaca o colunista turco Kadri Gürsel, "Os critérios da UE exigem democracia, direitos humanos, direitos sindicais, direitos das minorias, igualdade entre os sexos, distribuição equitativa de renda, participação e pluralismo da Turquia. A SCO como uma união de países governados por ditadores e autocratas não poderá exigir nenhum dos critérios acima para a afiliação". Diferentemente da União Européia, os membros da Xangai não irão pressionar Erdoğan a liberalizar seu país e sim incentivar suas tendências ditatoriais que já amedrontam tantos turcos.

Terceiro, a SCO se encaixa no impulso islamista de desafiar o Ocidente e sonhar com uma alternativa. A SCO, tendo como idiomas oficiais o russo e o chinês, abriga o DNA anti-ocidental e em suas reuniões transbordam sentimentos anti-ocidentais. Por exemplo, quando o Presidente do Irã Mahmoud Ahmedinejad proferiu um discurso ao grupo em 2011, ninguém repeliu sua teoria conspiratória em relação ao 11 de setembro ter sido uma trama interna do governo dos EUA usada "como justificativa para invadir o Afeganistão e o Iraque ferindo mais de um milhão de pessoas". Vários defensores ecoam o analista egípcio Galal Nassar na esperança que em última instância a SCO "terá a oportunidade de resolver a disputa internacional a seu favor". Por outro lado, conforme observou uma autoridade japonesa, "A SCO está se tornando um bloco rival da aliança dos EUA. Ela não compartilha nossos valores".

As medidas turcas a favor da filiação ao grupo de Xangai, realça a já ambivalente filiação de Ancara à Organização do Tratado do Atlântico Norte, incisivamente simbolizada pelas inéditas manobras conjuntas turco-chinesas de 2010. Dada esta realidade, a Turquia de Erdoğan não é mais um parceiro confiável do Ocidente e sim informante em seu refúgio sagrado. Senão expulso, deveria ao menos ser suspenso da OTAN.