segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

4 tipos de líderes que fazem os funcionários abraçar a causa

Por Marcela Ayres para Exame

Fazer com que pessoas diferentes, com aspirações e salários também distintos acreditem no propósito da sua empresa parece uma tarefa difícil? Talvez você não esteja assumindo o papel de líder como deveria. Na visão de Mehrad Baghai e James Quigley, autores do livo "O poder da união - como ações individuais geram uma força coletiva", engajar os colaboradores de maneira afinada é crucial para a empresa crescer. E isso se torna um tanto mais fácil quando a estratégia da companhia se alinha com o estilo de gestão adotado entre as quatro paredes.

Partindo do pressuposto que para cada modelo de negócio há um tipo de liderança que funciona melhor, Baghai e Quigley identificaram oito perfis que incentivam com sucesso a colaboração eficaz. Para isso, levaram em conta uma pesquisa de dois anos conduzida pela consultoria global Deloitte, que atua em cerca de 150 países.

Os quatro principais perfis refletem as características que diferenciam o modo como o negócio é tocado em empresas como a Apple e o Cirque du Soleil. Vejam quais são eles a seguir:

1. Proprietário (com locatários) - e a divisão da torta da Apple

Funciona para quem controla ativos cujo valor aumenta com a demanda, tem concorrentes fracos e possui um modelo de negócios que precisa agregar usuários em escala crescente

Um ano depois do lançamento do iPhone, a Apple abriu as portas do seu famoso varejo virtual, a App Store. No primeiro mês de operações, a "loja" gerou 1 milhão de dólares em vendas virtuais. Para Mehrad Baghai e James Quigley, boa parte do sucesso da iniciativa pode ser creditada ao modelo que a companhia adotou, permitindo que 70% da receita ficasse com os desenvolvedores dos programas. Em contrapartida, a companhia exige que eles se submetam às suas regras, como a utilização exclusiva de ferramentas de programação da empresa.

Ao fomentar esse mercado, a Apple viu a oferta de produtos crescer exponencialmente, tornando-se uma plataforma com múltiplos conteúdos - uma clara vantagem competitiva na busca por clientes sedentos por turbinar as funções de seus aparelhos celulares.

No livro, Baghai e Quigley reforçam que nesse tipo de modelo de negócio "os proprietários usam seu poder e vantagem estrutural - seu controle sobre benefícios escassos - para organizar o comportamento dos locatários em benefício mútuo". Assim, geram o maior valor para eles mesmos, ditando como os demais devem se portar.



2. Organizador de comunidades (com voluntários) - e a ascensão do Linux

Funciona para quem tem um uma causa de apelo popular e quer realizar economias de escala com um grande número de pessoas

Em 1991, o engenheiro de software finlandês Linus Torvalds desenvolveu um sistema operacional inacabado e o colocou na rede para que recebesse contribuições. Como rodava em computadores com memórias limitadas, o Linux ganhou funcionalidades pelas mãos de muita gente, começando por estudantes e programadores entusiastas.

Torvalds manteve o código-fonte aberto depois de licenciá-lo, o que acabou convencendo grandes empresas a adotar o Linux. Companhias do porte da HP, Oracle, Nokia e Dell fizeram parte do grupo. "Nenhuma dessas empresas faz caridade: é a força e a robustez do software que as obriga a melhorar o núcleo do Linux para beneficiar seus negócios", escreveram os especialistas em gestão Baghai e Quigley.

Segundo os autores, esse seria um claro caso em que o poder para determinar a direção do negócio vem de baixo para cima, a partir dos voluntários. Mas eles reforçam que o modelo só vai para frente quando a causa (desenvolvimento do software livre) tem uma conexão lógica com a ideia de interesse pessoal dos voluntários (contribuir para a maturidade de um projeto "livre").



3. Regente (com orquestra) - e a precisão da Medco

Funciona para quem quer um trabalho feito com precisão e consistência e tem tempo para treinar intensivamente os funcionários

Depois de ser desmembrada da Merck & Co. em 2003, a Medco surgiu como uma empresa de serviços de farmácia e assistência médica, atuando como intermediária na negociação de descontos em medicamentos prescritos. Sua plataforma automatizada e com uma série de farmacêuticos especializados faz com que os profissionais monitorem o avanço do tratamento e garantam que os protocolos na entrega e gerenciamento de exames e remédios sejam seguidos.

Para garantir que o sistema funcione à risca, os farmacêuticos passam por um estágio que dura de três a quatro meses, em que 100% dos seus telefonemas são gravados e monitorados. Com isso, a Medco se certifica que todas as etapas formais do processo estão sendo seguidas.

O perfil de regente, na visão dos especialistas Mehrad Baghai e James Quigley, fica exatamente sobre o eixo básico: aqui não há espaço para improvisação ou "interpretação criativa da partitura musical". Por isso, o rigor só funciona quando as atividades exigem eficiência, padronização e repetição, características típicas de uma linha de montagem. Para que os funcionários se sintam motivados, é fundamental que exista uma relação muito próxima entre o cumprimento de normas e o recebimento de incentivos.



4. Produtor (com equipe de criação) - e a magia do Cirque du Soleil

Funciona para quem valoriza criatividade acima de tudo e sabe que precisa da colaboração de outros para o desenvolvimento do negócio

Depois de se apresentar por anos nas ruas, Guy Laliberté procurou o patrocínio do governo de Quebec, no Canadá, para o patrocínio de um espetáculo circense diferente, carregado de música e exibições de atletismo. O ano era 1984 e o Cirque du Soleil contava com 73 empregados e um espetáculo. Hoje, ele está presente em cinco continentes e conta com 5.000 funcionários.

O trabalho de artistas, diretores e equipe de bastidores sempre esteve presente nessa trajetória. Juntos, esses profissionais são responsáveis pelo desenvolvimento de produções únicas. Passada a fase de intensa colaboração criativa, vem a da disciplina espartana. Entre a concepção e a apresentação, cada espetáculo leva anos - e alguns milhões - para enfim chegar ao público, depois de ensaios e mais ensaios.

Neste modelo, "a liberdade para expressar opiniões e discordar é fundamental para desenvolver a ideia e encontrar a melhor solução", reforçam Baghai e Quigley, em trecho do livro. A ideia é que uma cultura aberta de colaboração consiga formar uma equipe com indivíduos independentes e extremamente habilidosos. Neste caso, a discordância é naturalmente aceita e, de certa forma, até incentivada - solução que vale a pena para empresas que dependem essencialmente de inovação.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dicas Culturais do Fim de Semana - 22 a 24 de fevereiro

CINEMA



Cirque Du Soleil – Outros mundos [Cirque Du Soleil – Worlds Away, EUA, 2012], de Andrew Adamson (Paramount). Gênero: fantasia. Elenco: Matt Gillanders, Jason Berrent, Dallas Berrent, Lutz Halbhubner. Sinopse: Jovem mulher se encanta por trapezista. Mas quando o casal cai no mundo do Cirque du Soleil, eles têm de passar por diferentes lugares através de várias tendas tentando encontrar um ao outro. Com exibição em 3D. Abertura nos EUA: US$ 2,1 milhões. Dif. (segundo fim de semana): +12,4%. Acumulado nos EUA: US$ 10,8 milhões. Duração: 94 min. Classificação: livre.




O dobro ou nada [Lay the favorite, EUA, 2012], de Stephen Frears (Paris). Gênero: comédia. Elenco: Rebecca Hall, Bruce Willis, Catherine Zeta-Jones, Vince Vaughn e Joshua Jackson. Sinopse: Mulher de trinta e poucos anos se envolve com grupo de trambiqueiros para fraudar apostas esportivas em Las Vegas. Abertura nos EUA: US$ 20,9 mil (em 7/12/2012). Duração: 94 min. Classificação: 12 anos.




Duro de matar: Um bom dia para morrer [A Good Day to Die Hard, EUA, 2013], de John Moore (Fox). Gênero: ação. Elenco: Bruce Willis, Mary Elizabeth Winstead, Jai Courtney. Sinopse: O detetive John McClane viaja para a Rússia para ajudar seu filho, Jack. Já no país ele descobre que o rapaz trabalha para a CIA e está tentando evitar uma guerra nuclear. Pai e filho então se juntam para combater as forças inimigas. Abertura nos EUA: US$ 29,3 milhões (em 14/02/2013). Duração: 96 min. Classificação: 12 anos.




Indomável sonhadora [Beasts of the Southern Wild, EUA, 2011], de Benh Zeitlin (Imagem). Gênero: drama. Elenco: Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Lowell Landes, Levy Easterly. Sinopse:Com seu universo em colapso a menina Hushpuppy luta para sobreviver durante a catástrofe que invadiu seu vilarejo. Criaturas pré-históricas chamadas aurochs despertaram e em meio a tudo isso ela decide ir em busca de sua mãe que desapareceu há anos. Duração: 93 min. Classificação: 10 anos.




O reino gelado [The Snow Queen, Russia, 2012], de Maxim Sveshnikov e Vladlen Barbe (Playarte). Gênero: animação. Sinopse: Desejando criar um novo mundo no qual o vento polar esfrie as almas humanas, a Rainha da Neve cobre todo o planeta de gelo e ordena a destruição de todas as artes. Com exibição em 3D. Duração: 76 min. Classificação: livre.




Segredos da tribo [Brasil, 2010], de José Padilha (Zazen/Nossa). Gênero: documentário. Sinopse: Longa documental sobre os estudos antropológicos realizados com os índios Yanomami desde os anos 60, quando foram estabelecidos os primeiros pontos de contato permanente com as tribos da região do baixo Orinoco, na Amazônia venezuelana. Duração: 95 min. Classificação: 16 anos.



Rio de Janeiro

SHOW

Samba Social Clube
23 de fevereiro



O grupo faz uma grande festa na Fundição, recebendo Arlindo Cruz, Roberta Sá, Neguinho da Beija-Flor, Xande de Pilares, Almir Guineto, Monarco, Mariene de Castro, Serjão Loroza, Diogo Nogueira e Carlinhos de Jesus, sob a batuta de Paulão 7 Cordas. O repertório combina grandes clássicos do samba e composições da nova geração. Abrindo a noite, no palco São Sebastião, o Fundo de Quintal fará um pocket show.

Local: Fundição Progresso
Endereço: Rua dos Arcos, 24 - Lapa - Rio de Janeiro - RJ
Horário: 23h
Preço: R$ 50.00 (pista, com 1kg de alimento) | R$ 70.00 (pista premium, com 1kg de alimento)
Classificação: 18 anos.



TEATRO

Isso é o que ela pensa
até 31 de março



Mulher lentamente perde a conexão com a realidade. Denise Weinberg interpreta Susan, personagem que chega a uma encruzilhada sexual, social e cultural. Ela é uma esposa contemporânea que sonha com uma família idealizada em uma revista dos anos 50: um marido carinhoso, um irmão protetor e uma filha atenciosa. Mas tudo que tem é o avesso.

Local: Teatro CCBB-RJ
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Horário: Quinta a domingo, às 19h30 Duração: 105 min. Preço: R$ 6 (inteira) | R$ 3 (meia entrada para estudantes, professores, funcionários e correntistas do Banco do Brasil e maiores de 60 anos) Classificação: 12 anos



EXPOSIÇÃO

Márcia X - Arquivo X
até 14 de abril de 2013



Com curadoria de Beatriz Lemos, a mostra apresenta um amplo panorama da produção de Márcia X, com trabalhos feitos entre 1980 e 2005, ano da morte da artista. A exposição abrange cinco instalações, 11 fotogramas, 17 desenhos em pastel e caneta, uma pintura em guache, dez objetos e esculturas, quatro vídeos, além do vestuário usado em performances e parte do arquivo documental da artista.

Local: Museu de Arte Moderna - MAM
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 - Flamengo - Rio de Janeiro - RJ
Horário: Terça a Sexta, das 12h às 18h | Sábado e Domingo, das 12h às 19h
Preço: R$ 12
Classificação: Livre

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Exemplos de Liderança

Por sé Roberto Marques para Instituto Brasileiro de Coaching

A liderança é um dos temas mais estudados na área de relações humanas e seu papel é essencial na construção de resultados para pessoas e empresas. Deste modo, de acordo com cada perfil encontraremos diferentes modelos de liderança e poderemos compreender o líder, e seus comportamentos tanto em grupo, como liderando ou sendo liderado.

Por se tratar de um assunto de grande interesse, muitas pesquisas catalogaram os diferentes tipos de liderança, e mostram suas características comportamentais, que apresentaremos a seguir.

O LÍDER COACH

Para ele o bem estar emocional, psicológico e por consequência, físico, é muito importante para atingir o objetivo principal que foi determinado. O Coach é algo que transcende o papel de um líder. Ele estimula e motiva os liderados a crescerem como seres humanos, proporcionando uma aprendizagem que vai além do âmbito profissional. Um exemplo de Coach é o Marshall Goldsmith, formado em Matemática na Universidade da Califórnia. Goldsmith orienta milhares de executivos e faz com que eles sejam mais do que meros profissionais dentro de uma empresa.

Para Jack Welch, consultor de vários CEO da revista Fortune, no futuro todos os líderes serão Coaches. Quem não desenvolver essa habilidade, automaticamente será descartado pelo mercado.

O VISIONÁRIO E CRIATIVO

Este é um exemplo de líder que costuma fazer mais sucesso que os outros, pois possuem qualidades que costumam ser mais destacadas dentro do mundo empresarial. O estilo visionário engloba a criatividade e o senso de oportunidade, junto a um otimismo latente. O líder visionário é empreendedor, capaz de antecipar tendências, e está disposto a correr riscos. Essa capacidade de “prever” o que vai acontecer sempre está amparada em pesquisas de mercado e análise do comportamento das pessoas relacionadas a determinados produtos ou serviços.

Um dos líderes visionários mais marcantes e conhecidos de toda história é Steve Jobs, que junto com seu amigo Wozniak, percebeu uma grande oportunidade de desenvolver computadores com tecnologia e design diferenciados. Assim, ainda na década de 70, mais especificamente em 1976, nasce o primeiro computador pessoal e a empresa que viria a se tornar a Apple, hoje uma empresa referência mundial em tecnologia e uma das mais bem sucedidas da história neste segmento.

O DEMOCRÁTICO

É aquele que permite que todos os liderados participem das decisões importantes do grupo. O líder democrático acredita que a colaboração de ideias, críticas e sugestões é importante para aperfeiçoamento dos projetos, da equipe e da organização como um todo.

Este tipo de líder costuma ter bons resultados, pois com isso abre-se um espaço que possibilita a solução de problemas internos que podem dificultar o andamento das tarefas. Com este líder há espaço para diálogos mais abertos, comunicação efetiva, críticas construtivas, feedback constantes, pois a opinião é encarada como algo de valor, mas ele também deve ter a inteligência para encontrar o equilíbrio e não perder o controle o rumo, o foco e a objetividade.

O AUTORITÁRIO

É o exemplo de líder autocrático e que não tem abre espaço para que seus subordinados contribuam com seus conhecimentos, antes de tomar uma decisão, seja ela qual for. Ele toma para si esta responsabilidade de liderar e vê seus colaboradores como concorrentes. O líder autoritário é muito confiante em suas decisões, geralmente gosta de correr riscos e está pronto para os resultados, sejam positivos ou negativos. Seu excesso de confiança faz com que acredite ser dispensável a opinião de outras pessoas. Por outro lado, ele sempre conduz os processos com muita energia e vigor, sempre toma a frente e gosta de incentivar a equipe a alcançar os resultados que foram traçados.

O EXIGENTE

Com este líder todos os detalhes serão observados e nenhum deslize, por menor que seja, poderá passar em branco. Ele entende que para algo dar certo, “todos os buracos têm que estar tapados” e não há o menor espaço para pequenos erros. O líder exigente é muito crítico, observador e perfeccionista. Acredita que a excelência é o caminho para a obtenção do sucesso. O executivo, publicitário e apresentador Roberto Justus é considerado por muitos um líder exigente e perfeccionista.

Esses são alguns exemplos de perfis de liderança que nos servem para identificar um líder e tentar entender a importância de cada um deles no desenvolvimento dos liderados e resultados da empresa.

Apesar de todas estas diferenças, o líder é aquele que vai manter tudo dentro da ordem, ele será o guia moral, ético e profissional.