quarta-feira, 21 de novembro de 2012
[Resenha] Comunicação do corpo
O livro Comunicação do Corpo, trata, como está explicito no título, sobre as diversas formas de se comunicar com o corpo. Os autores afirmam que além da comunicação verbal, que é a mais conhecida, nós também nos comunicamos através do corpo. Quando se fala em comunicação corporal, vem logo à mente, expressões corporais que dizem alguma coisa, como seu estado de espírito, seu desejo, etc.
Nesse livro, Eles mostram vários exemplos de comunicação corporal, dentre elas, podemos destacar algumas, como por exemplo, a forma de movimentar o corpo, podendo dar a indicação de medo ou insinuação, como no caso, se a pessoa está sentada e balança as pernas, pode indicar nervosismo, ansiedade, ou se a pessoa fica olhando para os lados o tempo todo, pode mostrar que está nervosa, com medo ou a espera de alguém.Como podemos ver, são inúmeras, as formas de se comunicar com o corpo.
Trinta e Rector, analisam que a comunicação pode ser feita, não somente com o corpo, como um todo, e sim em partes, como pode-se observar no caso do olhar, se uma pessoa te olha de lado, pode estar querendo dizer que está desconfiada, mas também pode estar se insinuando para você, mas se te encara de frente, demonstra que está com segurança no assunto ou que esta querendo te desafiar.
Tem varias outras formas de comunicação corporal que fazemos, mas simplesmente passamos por cima, não analisamos (percebemos) como sendo uma forma de comunicação, como por exemplo, ninguém ainda parou para pensar que a respiração é uma forma de se comunicar, se você chega perto de alguém e suspira, está indicando, dependendo da ocasião, que está apaixonado, mas também pode indicar que está cansado.
O modo de sentar à mesa, na hora das refeições, é uma forma de comunicar, se teve ou não boa educação, ou a falta dela, se tem bons modos e até mesmo se é uma pessoa de
posses ou não, dependendo apenas de como ?tratar? o manuseio dos talheres.
Mas, Eles enfatizam, que toda essa ?comunicação?, vai de encontro à cultura da pessoa, cultura essa, que nos é passada de geração em geração, através de nossos pais, parentes, pessoas próxima, meio social em que vivemos, enfim toda forma de comunicação, seja verbal ou não verbal, vai mudar dependendo da região; um bom exemplo disso é, se alguém, aqui no Brasil, der um beijo na testa de outra pessoa, significa afeto, geralmente é usado entre pais e filhos, mas, se isso é feito na Arábia Saudita, já tem um significado totalmente diferente, esse gesto é usado lá, como um pedido de desculpas.
Mas é importante o que eles, analisam, que toda comunicação depende do estado de espírito da pessoa, bem como da educação que ela teve, grau de afinidade entre as pessoas envolvidas nessa comunicação, dentre outros; quando os autores analisam a parte da cinésica, afirmam que a comunicação corporal tem símbolos, assim como a verbal, mas na maioria dos casos esses, são involuntários, portanto difícil às vezes de entender, dando margem à más interpretações de alguns desses sinais.
Rector e Trinta concluem em seu livro, que existem varias formas, corporais, de se comunicar, olhar, movimentos de cabeça, as mãos, gestos, posições do corpo, movimentos do corpo, os objetos manuseados, os ruídos, o olfato, o tato, a forma de se vestir, as formas de pronunciar as palavras, as manifestações psicofisiológicas, a forma de ouvir, o beijo, o abraço, o paladar, dentre muitos outros, porém, muitos podem ser tidos como involuntários, como dito anteriormente, mas mesmo assim, não deixam de ser uma forma de comunicação.
Para ambos, o corpo consegue na maioria das vezes, ser mais expressivo até mesmo do que a palavra, e também, que todos podem se comunicar seja dando a informação ou recebendo-a é que podemos de certa forma entender os outros, até mesmo sem falar, propriamente, tudo se dá través da comunicação, e agora ja sabemos que a comunicação não é somente falada ou escrita, A comunicação na analize dos escritores, é o principio da vida
Fonte: Net Saber
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Dicas Culturais do Feriadão - 14 a 20 de novembro
CINEMA
A saga Crepúsculo: Amanhecer – O final [The Twilight Saga: Breaking Down – The Final, EUA, 2012], de Bill Condon (Paris). Gênero: romance. Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Dakota Fanning. Sinopse: Depois do nascimento de Renesmee, os Cullens juntam outros clãs de vampiros para proteger a criança contra as alegações que os colocam contra os Volturi. Duração: 117 min. Classificação: 12 anos.
E agora, aonde vamos? [Et maintenant on va où?, França, 2011], de Nadine Labaki (Vinny). Gênero: comédia. Elenco: Nadine Labaki, Claude Baz Moussawbaa, Leyla Hakim, Yvonne Maalouf. Sinopse: Um grupo de mulheres libanesas tenta diminuir a tensão religiosa entre cristãos e mulçumanos no vilarejo em que vivem. Duração: 110 min. Classificação: 14 anos.
Era uma vez eu, Verônica [Brasil, 2012], de Marcelo Gomes (Imovision). Gênero: drama. Elenco: Hermilia Guedes, João Miguel, W.J Solha. Sinopse: Verônica, uma residente de medicina, passa por um momento de incertezas. Ela questiona suas escolhas profissionais, relações íntimas e sua capacidade de lidar com a vida. Duração: 90 min. Classificação: 16 anos.
5x pacificação [Brasil, 2012], de Cadu Barcellos, Luciano Vidigal, Rodrigo Felha e Wagner Novais (H2O/RioFilme). Gênero: documentário. Sinopse: Um raio-x das favelas cariocas depois da implantação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). Duração: 96 min. Classificação: 10 anos.
Rio de Janeiro
SHOW
Arlindo Cruz e Rogê
14 de novembro de 2012
A dupla de sambistas comemora a parceria na confecção de seus novos trabalhos. A noite começa com o show de Rogê, que divulga seu quarto álbum, “Brenguelé”, produzido por Kassin e que tem duas músicas escritas com Arnaldo, a faixa-título e “Na veia”. Na sequência, Arlindo apresenta o repertório de seu novo DVD, “Batuques do meu lugar”, que conta com a participação de Rogê na gravação das faixas “Quero” e “Suingue”, e na composição de outras quatro músicas: “Batuques do meu lugar”, “Quero balançar”, “Pelo litoral” e “Suingue de samba”. No intervalos, o DJ Fukô comanda a pista da lona.
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, S/N - Lapa - Rio de Janeiro - RJ
Horário: 23h
Preço: R$60 (inteira) R$30 (meia)
Classificação: 18 anos.
TEATRO
Nós sempre teremos Paris
até 21 de novembro de 2012
Com o nome retirado de uma das mais célebres frases do cinema mundial – a cena final de Casablanca – e ambientada num café no Boulevard Montparnasse, a peça é uma comédia romântica embalada pelo repertório francês mais amoroso do século XX.
Acompanhados por 3 músicos tocando ao vivo, os atores cantam canções francesas que contam a história de encontros e desencontros de um casal. No repertório, músicas como "La Mer", de Charles Trénet e "La vie en rose", de Edith Piaf.
Local: Teatro das Artes
Endereço: R. Marquês de São Vicente 52 – 2º andar - Gávea - Rio de Janeiro - RJ
Horário: Terça às 21h | Quarta às 19h
Duração: 70 min.
Preço: R$ 60
Classificação: Livre
EXPOSIÇÃO
O globo da morte de tudo
até 17 de fevereiro de 2012
Nuno Ramos e Eduardo Climachauska exibem uma instalação homônima que ocupa 200 m², no térreo da galeria. Já no segundo piso, Nuno Ramos mostra cinco desenhos inéditos da série “Schreber”, em tinta a óleo, folhas de ouro e prata, carvão e tecido sobre papel.
Local: Anita Schwartz Galeria de Arte
Endereço: Rua Jose Roberto Macedo Soares, 30 - Gávea - Rio de Janeiro - RJ
Horário: Segunda a Sexta, das 10h às 20h | Sábado, das 12h às 18h
Preço: Gratuito
Classificação: Livre
terça-feira, 13 de novembro de 2012
[Entrevista] com Bernard Schneuwly
Por Denise Pellegrini
Você pode não conhecê-lo pelo nome, mas o trabalho do suíço Bernard Schneuwly, professor da Universidade de Genebra, já deixou de ser novidade há algum tempo, principalmente para quem leciona Língua Portuguesa. Suas ideias sobre gêneros e tipos de discurso e linguagem oral estão nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Desde a década de 1980, o psicólogo e doutor em Ciências da Educação, pesquisa como a criança aprende a escrever. Os estudos resultaram na criação de sequências didáticas para ensino de expressão escrita e oralidade. Os conceitos presentes nesse material didático se difundem aos poucos no Brasil. Schneuwly vem colaborando com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em trabalhos na área e pesquisadores da instituição estão publicando uma coleção com sequências didáticas inspiradas no modelo suíço. A seguir, os principais trechos da entrevista que ele concedeu a NOVA ESCOLA.
O que seus estudos propõem de novo no ensino da língua?
Bernard Schneuwly: Colocamos a questão da comunicação no centro do ensino da língua materna. Esta é a mudança mais significativa: dar às crianças mais possibilidades de ler, de escrever textos, de aprender gramática e ortografia em função da comunicação.
As aulas de gramática devem ser dadas em função dos textos?
Schneuwly: É essencial ensinar as crianças a ler e a produzir textos. Quando começam a estudar elas têm de realizar essas tarefas e, de maneira geral, não se dá importância suficiente à questão. Isso não significa deixar de dar também um pouco de gramática à parte. É possível fazer isso analisando sentenças complexas extraídas dos próprios textos. Há ainda uma outra maneira, mais forte na Suíça: pedir que os estudantes escrevam sentenças que depois são usadas para análise e aprendizado.
Quanto tempo da aula deve-se dedicar à gramática?
Schneuwly: Em meu país, e eu sei que aqui acontece o mesmo, cerca de 70% ou 80% do ensino da língua corresponde a gramática e ortografia e apenas 20% ou 30% a leitura e escrita. Temos trabalhado para chegar a um equilíbrio. Além disso, acho que há gramática demais nas séries iniciais e de menos nas finais. Na Suíça, depois do ensino elementar, os estudantes aprendem apenas literatura. Mas há problemas gramaticais complexos que poderiam ser estudados por jovens de 16, 17, 18 anos.
Por que há um peso maior em ortografia e gramática?
Schneuwly: Porque é mais fácil dar aulas sobre esses dois temas. Existem livros didáticos e dicionários disponíveis. No entanto, muitos educadores não sabem o que fazer no momento de trabalhar leitura e escrita. Eles precisam de material para isso.
É o trabalho que o senhor vem desenvolvendo na Suíça?
Schneuwly: Sim. Em 1990 houve uma demanda oficial do governo para que o grupo de pesquisa do qual faço parte criasse um material que ajudasse a ensinar expressão escrita e oralidade. Ao mesmo tempo os docentes diziam, em congressos, que precisavam lecionar comunicação mas não tinham métodos. O fato de os professores terem pedido mudanças foi muito importante. Era sinal de que eles estavam prontos para adaptar-se. Mais do que se tivesse havido uma imposição.
A oralidade também é trabalhada?
Schneuwly: Sim. As crianças a desenvolvem ao fazer uma entrevista, participar de um debate ou expor um tema para uma platéia, por exemplo.
Recursos como esses conseguem mudar o trabalho do docente? Ou ele precisa de mais formação?
Schneuwly: Esse é um problema importante e sua solução deve levar um longo tempo. Há dois pontos envolvidos. Um é a formação inicial. A nova geração tem uma educação melhor e consegue trabalhar da maneira que propomos com mais facilidade. Por outro lado, há a necessidade de formar aqueles que já estão na ativa, que são numerosos. Com o material em mãos, a capacitação pode se dar na teoria e na prática.
Leia a entrevista na íntegra no site da Revista Nova Escola.
Assinar:
Postagens (Atom)



