quarta-feira, 10 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Grafite

Por Sílvio Anaz

Fachada decorada com grafite, em Olinda, Pernambuco
Com seus sprays, estênceis e idéias, os grafiteiros podem ser o terror ou a alegria da paisagem urbana. Desde que se constituiu como arte jovem nos anos 60, a forma contemporânea do grafite tem alimentado polêmicas. Ele, que nasceu clandestino e perseguido, conquistou espaços, aceitação e reconhecimento artístico ao longo das décadas. A ponto de em 2007 quatro jovens artistas brasileiros receberem a tarefa de grafitar os muros externos do castelo de Kelburn, uma histórica construção do século 13, em Ayrshire, na Escócia. Além disso, no mesmo ano, em um leilão na Sotheby’s, em Nova Iorque, um quadro do ex-grafiteiro Jean-Michel Basquiat atingiu o valor de US$14,6 milhões. Fatos como esses provam a consagração da arte do grafite, mas não a tiram da condição de marginal e ilegal na maior parte das situações.

O grafite dos dias atuais nasceu como arte de rua e de protesto no final dos anos 60, chegou às galerias de arte na década de 80 e tornou-se um patrimônio valioso no novo milênio. Mas muito antes disso, ele já era uma das expressões artísticas da humanidade. Ele fez parte da arte rupestre dos tempos das cavernas e das expressões populares no Império Romano. Já a versão de grafite atual é uma das heranças estética e ideológica da Pop Arte e começou a surgir no fim da década de 60 e começo da de 70 nas ruas da Filadélfia e de Nova Iorque. Muros públicos, fachadas de edifícios e trens do metrô viraram espaço de disputa entre adolescentes que queriam deixar suas marcas nas cidades ou expressar sua insatisfação com a sociedade a sua volta. O que começou como simples assinaturas, consideradas pichações e vistas como ato de vandalismo, evoluiu para pinturas gigantescas, algumas vezes incentivadas pelo poder público, que tornam a paisagem urbana colorida.

Produto da cultura jovem, a arte do grafite associou-se à música, principalmente ao hip-hop. Por conta disso, várias capas de discos acabaram sendo criadas por grafiteiros e muitos dos grafites urbanos foram inspirados nas canções do gênero.

Nas últimas décadas, ele consolidou-se como uma parte importante da cultura pop e, principalmente, após o reconhecimento do talento e da qualidade dos grafites feitos por Jean-Michel Basquiat, vários outros grafiteiros ganharam espaço em galerias de arte e exposições no mundo inteiro. Mas há ainda muita polêmica. Em importantes centros urbanos, várias medidas legais foram adotadas para se combater a ação de grafiteiros, consideradas como vandalismo. Também, tintas anti-pichação e outros sistemas de proteção têm sido inventados para inibir essa prática. Sinais de que a arte do grafite está ainda longe de ser uma unanimidade.

Fonte: Como Tudo Funciona

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dicas Culturais do Fim de Semana - 5 a 7 de outubro

CINEMA



Até que a sorte nos separe [Brasil, 2012], de Roberto Santucci (Downtown/Paris/RioFilme). Gênero: comédia. Elenco: Leandro Hassum, Danielle Winitz, Ailton Graça, Kiko Mascarenhas. Sinopse: Tino, um pai de família de classe media, vê sua vida e, especialmente, seu casamento, completamente transformados após ganhar na loteria e perder toda a fortuna. Duração: 100 min. Classificação: 12 anos.




Busca implacável 2 [Taken 2, França, 2012], de Olivier Magaton (Fox). Gênero: ação. Elenco: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen. Sinopse: Um agente da CIA aposentado volta à ativa durante viagem a Istambul depois que sua família é ameaçada. Duração: 91 min.




Hotel Transilvânia [Hotel Transylvania, EUA, 2011], de Genndy Tartakovsky (Sony). Gênero: animação. Vozes: Andy Samberg, Adam Sandler, Selena Gomez. Sinopse: Jonathan, um jovem viajante, descobre em plena Transilvânia um hotel de luxo povoado pelos maiores monstros da ficção, administrado pelo próprio Drácula, e acaba se apaixonando pela filha adolescente do vampiro. Com exibição em 3D. Abertura nos EUA: US$ 42,5 milhões (em 28/09/2012). Duração: 91 min. Classificação: livre.




Rota irlandesa [Route Irish, Reino Unido/França/Bélgica/Itália, 2010], de Ken Loach (Vinny Filmes). Gênero: drama. Elenco: Mark Womack, John Bishop, Geoff Bell, Stephen Lord. Sinopse: Funcionário de empresa privada de segurança no Iraque não aceita a explicação oficial sobre a morte de seu amigo. Então resolve descobrir por conta própria a verdade por trás da história. Duração: 109 min. Classificação: 14 anos.




Selvagens [Savages, EUA, 2012], de Oliver Stone (Universal). Gênero: drama. Elenco: Blake Lively, Taylor Kitsch, John Travolta, Aaron Johnson. Sinopse: Dois plantadores de maconha enfrentam uma quadrilha mexicana de tráfico de drogas que sequestrou a namorada que eles dividem. Abertura nos EUA: US$ 16 milhões (em 6/07/2012). Dif. (segundo fim de semana): +63,8%. Acumulado nos EUA: US$ 46 milhões. Duração: 130 min.


Rio de Janeiro

SHOW

Evanescence
6 de outubro de 2012



A banda americana de gothic metal formada em 1995 pela vocalista e pianista Amy Lee está de volta ao país, agora com a turnê de seu último álbum, homônimo. Lançado em 2011, o trabalho debutou em primeiro lugar na Billboard 200 e vendeu mais de meio milhão de cópias em apenas um mês. Entre as novas músicas, destaque para “What you want”, “My heart is broken” e “Lost in paradise”. O repertório conta ainda com clássicos dos outros quatro álbuns da banda.

Local: Arena Multiuso
Endereço: Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3.401 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Horário: 20h30
Preço: Os ingressos variam de R$140 a R$360
Classificação: 16 anos.


TEATRO

TPM Katrina
de 5 a 29 de outubro de 2012



Casal enfrenta o auge da TMP da mulher. Sem que o marido consiga abrir a boca, o espetáculo trata de situações cotidianas da tensão conjugal.

Local: Teatro Vanucci
Endereço: R. Marquês de São Vicente 52 3.Piso Shopping da Gávea - Gávea - Rio de Janeiro - RJ
Horário: sexta e sábado às 23h30
Duração: 70 min
Preço: R$60 e R$30 (meia)
Classificação: 12 anos


EXPOSIÇÃO

Teresa Berlinck
até 27 de outubro de 2012



Na exposição “Livro aberto”, Teresa apresenta desenhos, esculturas e instalações inspirados em Goya e Hokusai, além de cenas do filme “Iracema, uma transa amazônica”, de Jorge Bodanzky.

Local: Coleção de arte
Endereço: Praia do Flamengo, 278 – Térreo – Flamengo - Rio de Janeiro - RJ
Horário: Segunda a Sábado, das 10h às 18h
Preço: Gratuito
Classificação: Livre