sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Dicas Culturais do Fim de Semana - 31 de agosto a 2 de setembro
CINEMA
Um homem qualquer [Brasil, 2009], de Caio Vecchio (Pipa). Gênero: drama. Elenco: Eriberto Leão, Carlos Vereza, Nanda Costa, Pedro Neschiling. Sinopse: Desempregado e vivendo no limite, Jonas, junto com seu amigo Tico, começa a considerar a possibilidade de participar de um sequestro. Duração: 90 min. Classificação: 16 anos.
Intocáveis [Intouchables, França, 2011], de Olivier Nakache e Eric Toledano (California). Gênero: comédia. Elenco: François Cluzet, Omar Sy. Sinopse: Aristocrata rico, que fica paraplégico em acidente, contrata jovem problemático como assistente. Abertura nos EUA: US$ 103,5 mil (em 25/05/2012). Dif. (segundo fim de semana): +211%. Acumulado nos EUA: US$ 7,4 milhões. Duração: 112 min. Classificação: 14 anos.
Os mercenários 2 [The Expendables 2, EUA, 2012], de Simon West (Imagem). Genero: ação. Elenco: Sylvestre Stallone, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Jason Statham. Sinopse: Segundo longa da franquia Os mercenários. Duração: 100 min. Classificação: 16 anos.
Procura-se um amigo para o fim do mundo [Seeking a Friend for the End of the World, EUA, 2012], de Lorene Scafaria (Paris). Gênero: comédia. Elenco: Steve Carell, Keira Knightley, Adam Brody. Sinopse: Depois de ser abandonado pela mulher, homem decide ir em busca de sua paixão da época de escola. Abertura nos EUA: US$ 3,8 milhões (em 22/06/2012). Dif. (segundo fim de semana): -71%. Acumulado nos EUA: US$ 6,6 milhões. Duração: 101 min. Classificação: 16 anos.
A rebelião [L’ordre et la morale, França, 2011], de Mathieu Kassovitz (Imovision). Gênero: ação. Elenco: Mathieu Kassovitz, Sylvie Testud, Jean-Philippe Puymartin. Sinopse: Em uma colônia francesa dissidentes atacam uma delegacia e fazem reféns. Duração: 136 min. Classificação: 14 anos.
Rio de Janeiro
SHOW
Marisa Monte
de 23 de agosto a 2 de setembro
Ao longo de 25 anos de carreira, a cantora presenteou seu público com seis espetáculos que resultaram em turnês de grande sucesso. Desde a primeira temporada do show MM (1987) até a recente Universo Particular Tour (2006-08), plateias de todo o mundo têm acompanhado, a cada performance, a materialização ao vivo da esmerada sonoridade que a cantora elabora em seus trabalhos de estúdio — sua discografia contabiliza oito títulos, três Grammy latinos e mais de nove milhões de cópias vendidas. Agora, após o lançamento do álbum O Que Você Quer Saber de Verdade (2011), distribuído no Brasil e em mais 27 países, Marisa reencontra seu público com a turnê Verdade Uma Ilusão. Nela, apresenta um novo repertório, uma nova banda e traz como grande trunfo uma afinada relação entre sons e imagens. No novo show, Marisa vai além da mera transposição das canções do disco para o palco e reinventa, definitivamente, a sua relação com a plateia, apostando na fina sintonia de sua música com intervenções plásticas de grande impacto visual.
Local: Vivo Rio
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo - Rio de Janeiro – RJ
Horário: Sexta e Sábado às 22h | Domingo às 19h
Preço: Os ingressos variam de R$50 a R$320
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados do responsável legal.
TEATRO
O Casamento
até 2 de setembro de 2012
Trata-se de uma adaptação inédita do romance homônimo de Nelson Rodrigues contando à história de Dr. Sabino, um rico empresário, que descobre na véspera do casamento da filha adorada (Glorinha) que seu futuro genro é homossexual.
Local: Teatro Carlos Gomes
Endereço: Praça Tiradentes, 19 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Horário: qui a dom às 19:30
Duração: 100 min.
Preço: R$ 20
Classificação: 16 anos
EXPOSIÇÃO
Gil 70
De 31 de agosto a 28 de outubro de 2012
Concebida pelo poeta e designer gráfico André Vallias, com a colaboração do pesquisador Frederico Coelho, a mostra celebra os 70 anos de Gilberto Gil com 21 trabalhos, de 25 artistas (entre eles Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Antonio Dias, Raul Mourão e Luiz Zerbini), inspirados em canções do compositor ou dedicados a ele. Entre as obras, há pintura, grafite, vídeo, fotografia, escultura e instalação interativa.
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro - RJ
Horário: de terça a domingo, das 12h às 19h
Preço: Entrada Franca
Classificação: Livre
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Como o QR Code pode revolucionar a educação?
Por Jether Netto Canhada ALves
O Quick Response Code - QR CODE (Código de resposta rápida) está sempre em rodas de discussão sobre sua real praticidade e funcionalidade, mais especificamente no mercado da comunicação. Não vamos entrar neste mérito agora, e sim explicitar quatro maneiras como o QR Code pode transformar a educação formal nas próximas décadas. Partindo, é claro, do pressuposto de que o consumo de smartphones só tende a aumentar e penetrar em diferentes camadas sociais. Por isso é muito válido analisarmos com mais critério o potencial dessa tecnologia para a educação.
01) O QR Code pode funcionar como um histórico estudantil do aluno que contenha muito mais do que suas notas. Os professores podem incluir trabalhos premiados, vídeos, resultado de testes ou até mesmo outros projetos multimídia realizado pelo aluno durante o ano letivo. Isso facilitaria o compartilhamento de informações importantes entre professores de classes diferentes e até entre outras escolas.
02) Os códigos podem ser um excelente canal de comunicação entre a escola e os pais. Professores podem criar códigos próprios com links para feedback sobre o comportamento e aproveitamento do aluno em sala de aula. E até mesmo incluir exemplos de perguntas para os pais perguntarem aos filhos sobre as aulas, fortalecendo a relação pais e filhos fora da escola. E além disso, essa é uma atitude eco-friendly porque evitaria a impressão de relatórios constantes.
03) Em muitas escolas o uso do celular é proibido, mas repensando o QR Code como uma ferramenta de aprendizagem, esses aparelhos poderiam ser um grande aliado. O interesse dos alunos nas matérias que incluem o código em seus conteúdos ou tarefas pode ser aumentado, apenas pelo fato de haver interação com um aparelho eletrônico.
04) E toda esta experiência adquirida no colégio pode facilitar a transição para a faculdade. Uma universidade dos EUA, por exemplo, espalhou QR Codes pelo campus para ajudar calouros com mapas, vídeos e outros recursos. Além disso, os códigos também conectam os alunos às páginas de atualização das escolas no facebook e twitter, o que é uma jogada inteligente porque estudantes conectados estão menos dispostos a abandonar os estudos.
Assim sendo, na área educativa é uma grande aposta, já que, no momento tecnológico em que nos encontramos, a necessidade da informação deve ser imediata e, a principal função dessa tecnologia é trazer durante as aulas referências a conteúdos online que possam despertar ainda mais o interesse dos alunos.
Outra excelente vantagem desse código é proporcionar interatividade para praticamente todo tipo de material. Podendo ser inseridos em conteúdos impressos, estruturas físicas, como paredes ou banners e ainda websites, vídeos, imagens, etc. Assim, uma forma diferente de interação entre alunos, professores e conteúdos educacionais.
Fonte: Oficina da Net
terça-feira, 28 de agosto de 2012
[Entrevista] A abstinência pela tecnologia e internet
Entrevista exibida no programa Isso é Coisa da Sua Cabeça da BAND NEWS FM
Por Inês de Castro
Tá num restaurante... acessa os e-mails. Tá no meio de um encontro com a família... abre lá o celular com conexão pra a internet. Você não pode ficar sem se atualizar. Às vezes nem mesmo nós nos damos conta, mas estamos a um passo daquele vício virtual. O pior retrato parece usar os jovens como personagens, eles ficam conectados 8, 10, 12, às vezes mais horas ainda por dia, entrando em sites, passeando pelas redes sociais. Tira o computador ou o celular desses jovens, eles experimentam algo semelhante a crise de abstinência que é vivida pelos dependentes de drogas e substâncias químicas e isso é a ciência que comprova. Aquilo que veio para facilitar está se tornando uma espécie de vilão nas nossas vidas, segundo pesquisas conduzidas pelo Centro de Recuperação pra Dependências da Internet nos Estados Unidos a parcela dos viciados representa, nos vários países estudados, algo em torno de dez a quinze por cento. E para falar sobre os viciados em internet eu vou conversar hoje com a médica psiquiatra, membro da Associação Brasileira em Álcool e Outras Drogas que já foi diretora do Departamento de Dependência Química da Associação de Psiquiatria do Estado do Rio de Janeiro, Dra. Magda Vaissman.
Doutora, no momento em que estou falando sobre esse panorama, das pessoas que não conseguem largar o computador, alguns dos nossos ouvintes podem estar pensando: "ah, mas que exagero isso!”, O uso excessivo da internet configura mesmo um vício?
MAGDA VAISSMAN: Olha a gente tem visto que isso configura um vício para certas pessoa,Em que a pessoa não pode viver um minuto sem consultar, ela tá em qualquer numa situação no trânsito, dirigindo, a espera de uma consulta médica, como eu vejo, às vezes, no consultório. Em qualquer circunstância a pessoa está procurando alguma coisa na internet. Consultando e sem necessidade, quer dizer, situações em que inadvertidamente ela está procurando alguma coisa na internet onde ela deveria está mais relaxada, mais ligada em outra situação.
Naquela situação que ela está vivendo. Então talvez o vício possa se configurar na incapacidade que a pessoa tem de se afastar daquele aparelho que a conecta à internet e da frequência com que ela faz isso.
MAGDA VAISSMAN: Exatamente, exatamente. É como uma paciente minha que é dependente de internet, ela diz: "eu não posso ficar desligada da internet, eu tenho que ficar sabendo toda hora o que que está acontecendo no mundo. Eu não posso ficar vendo televisão o dia inteiro, então eu fico o dia inteiro ligada na internet, no meu computador ou então no meu celular, pra saber o que está acontecendo. Eu preciso saber o que tá acontecendo”.
Doutora Magda, a senhora falou sobre o centro de recompensa no cérebro, assim como o dependente de drogas o viciado em internet ele experimenta também uma espécie de euforia na hora em que ele está conectado, está usando o computador ou está na rede social, por exemplo?
MAGDA VAISSMAN: Ele tem uma sensação de prazer quando ele começa a fazer isso. Ele se sente, vamos dizer que ele sente uma compulsão, uma necessidade imperiosa de fazer essa consulta de ficar na internet. Há casos, inclusive, do sujeito nem se levantar, e ficar... Se alimentar ali diante do computador, fazer as necessidades fisiológicas em frente do computador. Há casos às vezes muito, pode chegar até a uma psicose, nessas circunstâncias.
E é possível, que o dependente de internet ele tenha o seu desempenho afetado em tarefas intelectuais que ele é obrigado a realizar no dia-a-dia caso ele fique desconectado. Vamos supor, por uma pessoa que é obrigado a se manter distante do computador ou distante do seu aparelho celular com acesso a internet, essa pessoa...
MAGDA VAISSMAN: Vai ter os mesmos sintomas de uma síndrome de abstinência, como nervosismo, ansiedade, distúrbio do sono, ele pode ter uma euforia, ou uma depressão, ele pode ter uma sensação de mal estar quando ele não consegue realizar o que ele precisa a compulsão, tem um mal estar, uma abstinência.
A senhora concorda que os pais podem exercer um papel determinante no desenvolvimento desse vício?
MAGDA VAISSMAN: Às vezes os pais são desinformados, às vezes os pais são muito ausentes, e ai, nesse sentido, a criança o jovem, acaba procurado mais a internet do que o diálogo com os pais. Então, você não pode dizer que depende muito em que família, como é que está estruturada essa família em que o jovem está inserido, o cenário onde ele está inserido, o contexto. Mas há famílias em que não há diálogos, não há presença dos pais. Muitas vezes não há um ideário religioso ou moral, num lar onde há muitas brigas, muitas dissenções, então a internet pode ser um refúgio. E também tem as questões ligadas a modernidade, uma vez que as famílias são diferentes das famílias do passado.
Doutora, o psiquiatra Daniel Spritzer do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas do Rio Grande do Sul, diz que como a internet faz parte do dia-a-dia dos adolescentes e o isolamento comportamento típico dessa fase da vida, a família raramente detecta esse problema antes que ele tenha fugido do controle. Eu queria que a senhora desse algumas dicas pra que os pais ficassem mais alertas com relação ao comportamento dos seus filhos.
MAGDA VAISSMAN: Como eu sempre digo, os pais têm que acompanhar o comportamento dos filhos e mesmos quando os filhos não querem muito diálogo, eu acho que os pais forçar um certo diálogo. É muito natural, é muito comum que o adolescente nessa fase entre doze, dezesseis, dezessete anos ele questione os pais por que faz parte da adolescência ai essa, entre aspas, rebeldias, no sentido em que ele rebelde, pra ele se identificar, quer dizer, ele criar sua identidade. Essa identidade passa pelo isolamento do seu quarto, mas mesmo que haja isso, eu acho que os pais têm que forçar, por que o adolescente ele precisa de norte, ele precisa de regras, não por que ele brigue com você é melhor você vê do que não ver.
Doutora Magda, vamos falar então, já que tocamos no facebook, vamos falar do facebook que tem rendido muitos comentários. Pessoas que gostam de mostrar só o lado bom da vida, postar as fotos mais bacanas. E sobre essas pessoas já falou: “ah no facebook todo mundo é lindo, magro rico, feliz”, não deixa de ser verdade. A gente os quer mostrar o lado bom, mas a minha observação é a seguinte: não é assim também na vida?
MAGDA VAISSMAN: Mas na vida pessoal você é diferente, um pouco diferente do face, no face é diferente. Você, quando está diante de uma pessoa, é muito diferente do que quando você está no virtual. Mas eu penso assim, que as pessoas procuram muito relacionamento primeiro através da internet. As pessoas procuram através desses sites de relacionamento amoroso, novas amigos, comunicação, isso ai está se tornando muito comum entre os jovens. Muito, muito comum, de reencontrar pessoas...
Fonte: Leia a entrevista na íntegra no blog da Magda Vaissman
Assinar:
Postagens (Atom)



