quarta-feira, 25 de julho de 2012
Festa Junina e sua História
Hoje pouca gente sabe que essas festas cristãs vêm de muito tempo atrás da nossa época. Tudo fazia parte dos rituais agrários das primeiras civilizações européias, festas essas que faziam os Celtas (povo de raça indo-européia).
O dia 24 de junho que hoje é dedicado a São João Batista, era o dia do solstício de verão (época em que o sol passa por sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador). No hemisfério norte, fenômeno astronômico que significava o momento da viagem do sol quando, depois de ir subindo dia a dia cada vez mais alto no céu, ele para e faz o caminho de volta, pois a vida daquela comunidade era regida por fenômeno astronômico.
Eles acreditavam que nesses momentos abriam-se as portas em que se comunicavam o reino da terra com o reino do céu, e assim que as almas dos mortos podiam visitar seus lares para se aquecerem junto à fogueira, e que eles se reconfortariam com as homenagens de seus velhos amigos e parentes. Eles dançavam, cantavam, comia e bebia ao redor da fogueira para todas as almas amigas que acreditavam estarem ao seu redor.
Estas festas tinham uma importância tão grande e tão forte que foi ai então que a igreja cristã dos primeiros séculos resolveu a criar um significado cristão, surgindo assim que a fogueira do dia 24 de junho seria em homenagem ao aniversario de São João Batista, o santo que batizou Jesus. João Batista nasceu no dia 24 de junho, alguns anos antes do seu primo Jesus Cristo, e morreu no dia 29 de agosto do ano 31 depois de Cristo na Palestina. Ele ocupa papel importante nas festas, pois entre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome, pois assim ficou como festas “Joaninas”.
Existe também uma lenda do surgimento da fogueira de São João, dizem que Santa Izabel quando ficou sabendo que estava grávida de João, foi contar a novidade para Nossa Senhora e contou-lhe que estava grávida, e que dentro algum tempo nasceria seu filho e que se chamaria João Batista.
Nossa Senhora ficou contente e lhe perguntou como poderia saber do seu nascimento. Então Santa Izabel falou que acenderia uma fogueira bem grande, pois assim poderia ver de longe e saberia então que João nasceu. E que também erguer um mastro com uma boneca sobre ele. E assim no dia 24 de junho Santa Izabel cumpriu o que prometeu, assim que Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira foi até la e constatou que João havia nascido.
Fonte: Cultura Nordestina
terça-feira, 24 de julho de 2012
[Entrevista] Boni fala de entretenimento, televisão e jornalismo no Roda Viva
Programa exibido em 19 de dezembro de 2011
Chegou a ser conhecido como o todo poderoso. Participou da criação das telenovelas e da famosa vinheta: ‘plim – plim’. Hoje está a frente da TV Vanguarda, retransmissora da Globo na região de São José dos Campos.
Sobre sua saída da Globo, Boni diz: “com o tempo eu fui pensando melhor e pensei que não precisava ter saído”. Ele afirma ainda que não guarda magoas da emissora e que está muito feliz na TV Vanguarda.
Ficou no conselho da TV Brasil, mas não conseguiu influenciar muita coisa. “Na primeira reunião eu percebi que estava em meio a pessoas sem nenhum conhecimento”.
Ele defende que a TV pública precisa ter cara de televisão. “Só existe uma televisão. Ou é televisão ou não é. Entendo que a TV pública deve competir com a TV comercial no sentido de que ela possa ser vista, senão, é inútil”.
Sobre a qualidade do que é veiculado na mídia: “eu vejo essa falta de qualidade de um modo geral, não apenas na televisão. A televisão é contaminada por isso ai”. Ele acredita na teoria em que a televisão transmite apenas aquilo que a sociedade de um modo geral consome. Falta liderança. “Sem liderança nada acontece”.
Boni não é adepto das redes sociais, mas acredita que o futuro da televisão está nas mãos do “pessoal todo da internet”. Mesmo assim faz críticas. “Se você entrar no facebook você vai levar um susto na baixa qualidade. Eu acho que isso se chama suicídio coletivo. Eu não uso”.
O diretor completa: “todo mundo saiu correndo com medo da internet, agora todos estão revendo isso. A TV disponibiliza o seu conteúdo de graça, não dá para fazer isso”. Boni acredita que há possibilidade de a internet ser lucrativa para a televisão.
Em meio a essa nova era e “tanta falta de qualidade”, o plano de Boni é fazer uma televisão nova.
Fonte: Roda Viva
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Cultura Digital e o Ministério da Cultura
A virada do século XX para o XXI representa uma nova era da história da humanidade: a revolução digital. As ferramentas da internet, como blogs e redes sociais, e as novas tecnologias de telefonia celular mudam não apenas os meios de comunicação, mas a própria cultura global, interligada e hipermoderna.
O conceito de cultura digital ainda está em construção e parte da ideia de que a revolução das tecnologias digitais é cultural e capaz de mudar comportamentos. A internet está democratizando o acesso à informação e aumentando a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte.
A cultura digital foi acelerada pelo Ministério da Cultura a partir dos Pontos de Cultura, a partir de 2003. O desenvolvimento de softwares livres (programas de computador com código aberto, disponível para modificação de qualquer desenvolvedor) se tornou prioridade. Foram criados os Pontões de Cultura Digital – reconhecimento de grupos e espaços de cultura que trabalhavam na inclusão e na capacitação de comunidades para o mundo digital.
Em 2009, foi criada a rede culturadigital.br, formada por mais de 800 integrantes que trocam informações, cada um com seu perfil, blog e rede social, o que deu origem aos Fóruns da Cultura Digital Brasileira, com duas edições (em 2009 e 2010), evoluído para Festival CulturaDigital.Br a partir de 2011. Nesses encontros anuais, a rede troca experiências e impressões presenciais sobre políticas públicas para a cultura digital.
Outro debate importante ocorreu no Seminário Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, em 2010. As mesas, palestras e os Grupos de Trabalho discutiram durante dias especificamente a questão das bibliotecas digitais e a necessidade de acesso livre e universal a todo o conhecimento do mundo. Hoje em dia, a partir do acervo da Cinemateca Brasileira e da Biblioteca Brasiliana Guta e José Mindlin-USP (e de muitas outras em construção no Brasil), é possível acessar, por exemplo, toda a vasta obra do poeta Vinícius de Moraes.
De acordo com o coordenador de cultura digital do MinC, José Murilo Jr., “a revolução da abertura (openness), no que se refere ao acesso aos conteúdos digitalizados na rede, trouxe um novo fôlego para processos culturais valiosos e proporciona as ferramentas básicas para este novo estágio da civilização — a cultura p2p”.
Ele se refere às redes de troca entre usuários, conhecidas por peer-to-peer (ponto a ponto). Qualquer usuário na internet hoje pode trocar arquivos por essas redes, o que traz questões muito novas à contemporaneidade, como a pirataria.
Para além das políticas públicas, é possível citar diversas iniciativas da sociedade civil e de governos estaduais que privilegiam a cultura digital, como o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Futebol e o acervo permanente do Itaú Cultural (todos em São Paulo). Nesses casos, o visitante pode lidar com obras digitais e interagir com elas, tendo outra perspectiva sobre o conteúdo apresentado. O mesmo acontece em comunidades virtuais-reais, como a Casa da Cultura Digital, a Fábrica do Futuro e diversas outras iniciativas nacionais que já extrapolam a barreira dos Estados e colocam a cultura digital como mediadora de compartilhamento e de novas experiências de vida.
Fonte: Ministério da Cultura
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