quinta-feira, 12 de julho de 2012
[Sociedade] O medo da mudança
Os valores sociais de nossa sociedade, se manifestam em guerras inacabáveis, corrupção, leis agressivas, superstições irrelevantes, destruição do meio ambiente e uma classe dominante opressora e socialmente indiferente.
O que nos parece tão comum hoje, como comunicação e transporte teria sido algo inimaginável no passado. Do mesmo modo, o futuro terá tecnologias, realizações e estruturas sociais que sequer imaginamos no presente.
Fomos da alquimia para a química, do Universo geocêntrico para o heliocêntrico, esse desenvolvimento não parece ter fim, e saber disso é o que nos alinha e nos leva no caminho contínuo do crescimento e do progresso. Não existe conhecimento empírico estático. O que existe é a percepção do caráter emergente de todos os sistemas que devemos reconhecer. Isso quer dizer que devemos estar abertos a novas informações o tempo todo. Mesmo que isso ameace nosso sistema atual de crenças, e portanto, nossas identidades.
Infelizmente, a sociedade de hoje falhou em reconhecer isso, e as instituições estabelecidas continuam paralisando o crescimento, preservando estruturas sociais desatualizadas. Ao mesmo tempo a população sofre com o medo da mudança, pois seu condicionamento envolve uma identidade estática, e mudar as crenças de alguém geralmente acaba em insulto e tensão, pois estar errado é incondicionalmente associado ao fracasso.
Quando na verdade, constatar que se está errado é algo a se celebrar, afinal, isso leva alguém a um novo nível de entendimento, de maior consciência.
Fonte: YouTube
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Cultura Popular: Círio de Nazaré
Em outubro, o Estado do Pará se mobiliza para a realização dos festejos de Nossa Senhora de Nazaré, que têm seu auge no segundo domingo do mês, quando a principal procissão do Círio arrasta pelas ruas de Belém milhões de paraenses e visitantes de outras regiões do país e do mundo.
Há mais de 200 anos, a festa que homenageia Nossa Senhora de Nazaré se realiza na capital paraense, incorporando, a cada edição, mais fiéis e participantes em geral.
Tradição que se atualiza em um conjunto de rituais e expressões tão diversas quanto as formas de devoção à santa: as duas principais procissões – círio e trasladação –, mas também aquelas realizadas em barcos e motos, na capital e em cidades e ilhas próximas; os pagadores de promessas que puxam a corda atrelada à berlinda da santa; os brinquedos de miriti; o almoço do círio; o arraial; a festa das Filhas da Chiquita; o arrastão do pavulagem.
O miriti (Mauritia flexuosa L.), também conhecido como buriti-do-brejo, é uma palmeira nativa de áreas alagadiças, pertencente à mesma família do buriti (Mauritia vinifera M.). Ambas são facilmente encontradas no Norte brasileiro, onde recebem os mais variados usos, destacando-se por sua importância como matéria-prima de diversos produtos culinários – mingaus, doces e vinhos – e artesanais – cestos, redes, abanos e paneiros, entre outros.
A primeira etapa da confecção dos brinquedos consiste no corte de pedaços da polpa do miriti. Por ser matéria macia e porosa, muitas vezes referida como isopor natural, pouca resistência oferece às facas afiadas dos artesãos, que nela podem talhar as mais diversas formas. Feito “de olho”, geralmente sem auxílio de moldes e riscos, o corte exige bastante atenção e bom domínio da faca.
Fonte: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
terça-feira, 10 de julho de 2012
[Entrevista] “A cultura indígena é bem diversificada”
Por Míriam Trento
O antropólogo e professor Doutor da UFMT, Paulo Isaac, contou durante a entrevista sobre a escolha pela profissão e de como chegou em Rondonópolis. Paulo desde que veio para cidade passou a estudar os índios que vivem na região e devido a isso criou um grande vínculo com os indígenas.
Paulo foi tão bem aceito pelos índios que hoje faz parte do grupo e foi batizado com dois nomes indígenas. Durante todos esses anos de convívio, Paulo, também juntou um grande número de artefatos das mais diversas culturas indígena de Mato Grosso. Parte de seus arquivos e objetos ficam expostos na biblioteca da UFMT Campus de Rondonópolis.
Fonte: Agora MT
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