quarta-feira, 4 de julho de 2012

Bumba Meu Boi Bumbá



Brincadeiras de boi estão entre as expressões populares mais difundidas no Brasil. De norte a sul do país encontramos festejos envolvendo a figura de um boi em representações musicais e dramáticas exuberantes, cujos nomes e períodos de realização variam de acordo com a localidade.

No Maranhão, o bumba-meu-boi é a principal atração dos festejos juninos, estando fortemente ligado ao ciclo de homenagens aos santos Antônio, João, Pedro e Marçal. Em muitos casos, é realizado como pagamento de promessas feitas a São João, que se torna padroeiro da brincadeira.

Os brincantes – em geral músicos, bailantes, cantadores, cômicos, aos quais podem se juntar outros – se organizam, cantam, dançam e representam tramas em torno de um boi – armação de madeira coberta por tecido bordado sob a qual um “miolo” faz evoluções, dando vida ao personagem.

A brincadeira se prolonga por um extenso ciclo festivo, que pode levar meses na realização de ensaios, batizado, apresentações públicas e a morte do boi. As formas de festejar são várias, associadas a regiões e tradições culturais específicas que resultam na pluralidade de estilos ou sotaques que caracteriza o bumba-meu-boi maranhense, entre os quais os mais conhecidos são os sotaques de matraca, zabumba, baixada, orquestra e costa-de-mão.



Fonte: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

terça-feira, 3 de julho de 2012

[Entrevista] Zezé di Camargo e Luciano no Roda Viva

Dupla sertaneja fala no Roda Viva sobre sua carreira na música e nos negócios.



São 21 anos de carreira, 36 milhões de discos vendidos e média de 100 shows por ano com público de cerca de 40 mil pessoas. Os números superlativos justificam a exceção que o Roda Viva abriu para receber duas pessoas no centro de sua arena: os cantores Zezé di Camargo e Luciano.

Luciano disse que apesar de ser conhecido por todo o país, não se considera uma celebridade. “Eu levo uma vida até que normal. Vou ao shopping, ao cinema, supermercado. O único lugar que eu vou disfarçado é na feira do livro.”

Os irmãos comentaram a briga que tiveram e que quase acabou com a dupla. Luciano admitiu que bebeu e falou coisas que não gostaria de ter dito. “Cantei as duas primeiras músicas pensando como eu ia explicar para o público a falta do Luciano”, disse Zezé.

“A gente paga meio caro por ser linguarudo”, disse Zezé. Ele esclarece que não tem restrições de assuntos quando se trata de sua carreira, mas dar satisfação às pessoas de sua vida pessoal o incomoda. Ele demorou a aprender a lidar com mentiras que aparecem na midia. “Qualquer casa é mansão, qualquer sítio é fazendão, qualquer carro é carrão”, disse Zezé. “E qualquer mulher é mulherão”, completou Luciano, apontando para a esposa na plateia. “No meu caso é verdade”.

Passando a palavra para o outro quando o assunto se torna delicado, ambos admitiram ser amigos de políticos e disseram não ver problemas com isso. “ O problema é usufruir de benefícios. Antes de sermos artistas, somos cidadãos, que votam”, disse Zezé. Eles declararam que não vão mais fazer shows em comícios, mas não deixariam de declarar o voto em entrevistas.

Luciano declarou ser apaixonado por rock brasileiro, porém nunca pensou em mudar de estilo e nem de cantar sozinho. Sobre as críticas que recebe por misturar o sertanejo com rock, diz: “Eu não ligo. O importante é que eu cantei com o Nando Reis. Quem falou mal, não cantou”. Acostumado a compor para a dupla, Zezé disse que tem “o privilégio de entender a alma do povo simples”.

“Para nós, o download de músicas é danoso, mas mesmo assim, comparando com o mercado, nosso público faz questão de ter o CD. Não se compra mais CD pela música. Se compra pela capa, o encarte, as fotos” disse Zezé. Perguntando sobre quanto faturam com a carreira, ele brinca: “sabe que a gente não sabe mesmo quanto a gente tem?”

Para Zezé, a prática do jabá é comum no mercado de música, negociado como espaço comercial na TV. Segundo ele, existem várias maneiras de pagar o jabá, como participar de promoções e shows de rádios. “O jabá que paga para tocar a música também acontece. O mal do jabá é quando o dinheiro fica mais importante que o gosto musical. Mas uma música que não rende pedidos não continua a ser tocada, a rádio desiste”, disse Zezé.

Vegetariano há 17 anos, Luciano cria gado e é apaixonado por cinema. Disse que tem vontade de filmar Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e que já escolheu a atriz que interpretaria Diadorim: Débora Falabella.

Zezé declara que fez uma lipoaspiração há cerca de dez anos e que já usou botox, mas por recomendação médica. “Tinha mania de franzir a testa para cantar e falar”. O botox o fez perder esse hábito e quando o efeito da injeção passou, ele voltou a movimentar normalmente o rosto – e provou isso com bom humor fazendo expressões para a câmera.

Zezé di Camargo e Luciano encerraram sua participação no Roda Viva declarando que nem a mãe deles os chama mais pelo nome de batismo e revelaram seus maiores medos: o de Luciano é morrer no anonimato, o de Zezé, deixar de fazer sucesso.

Fonte: Roda Viva

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cultura Popular

Há diversas definições para a expressão cultura popular; no entanto, todas falam de alguns elementos-chave, como manifestação cultural e produção do povo, que participa de forma ativa; resultado da interação cultural de pessoas de determinadas regiões; entre outros.

A cultura popular nasce da adaptação do homem ao ambiente onde vive e envolve diversas áreas de conhecimento, como artes, artesanato, crenças, folclore, hábitos, ideias, linguagem, moral, tradições, usos e costumes. Ela surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral.



Fonte: Info Jovem