sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dicas Culturais do Fim de Semana - 25 a 27 de maio

CINEMA



Homens de preto 3 [Men in Black 3, EUA, 2011], de Barry Sonnenfeld (Sony). Gênero: ação. Elenco: Will Smith, Josh Brolin, Tommy Lee Jones. Sinopse: O agente J viaja no tempo até os anos 1960 para evitar o assassinato de seu parceiro, o agente K. Com exibição em 3D. Duração: 100 min. Classificação: 10 anos.




A delicadeza do amor [La delicatesse, França, 2011], de David Foenkinos e Stéphane Foenkinos (California). Gênero: comédia romântica. Elenco: Audrey Tautou, Audrey Fleurot, François Damiens. Sinopse: Mulher em luto pela morte do marido há três anos é cortejada por um sueco colega de trabalho. Duração: 108 min. Classificação: 10 anos.




Flores do oriente [The Flowers of War, China/Hong Kong, 2011], de Zhang Yimou (Playarte). Gênero: drama. Elenco: Christian Bale, Paul Schneider, Ni Ni, Tong Dawei. Sinopse: Ocidental encontra refúgio com um grupo de mulheres em uma igreja durante o Massacre de Nanquim, no Japão, em 1937. Ele se passa por padre na tentativa de manter as mulheres a salvo. Duração: 146 min.


Rio de Janeio

SHOW

Arnaldo Antunes
26 de maio de 2012



Em um cenário lúdico, em que um carrossel de luz flutua sobre um painel branco, Arnaldo Antunes lança o álbum “Acústico MTV” e comemora 30 anos de carreira. O cantor divide o palco do Circo Voador com Edgard Scandurra, Curumin, Marcelo Jeneci, Betão Aguiar e Chico Salem, músicos que participaram da gravação do disco e fizeram parte de outros trabalhos, como “Iê iê iê” e “Ao Vivo Lá em Casa”.
O repertório transita por temas já gravados com os Titãs, com os Tribalistas e sucessos de sua carreira solo, iniciada em 1993, como “A Nossa Casa”, “Debaixo d’Água”, Sem Você” e “Música Para Ouvir”. Arnaldo apresenta ainda algumas recriações de canções suas gravadas por outros intérpretes, como “Alma”, “De Mais Ninguém”, além de duas canções inéditas de sua autoria “Dentro de um Sonho” e “Ligado à Você”.

Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, S/N - Lapa - Rio de Janeiro - RJ
Horário: 23h30
Preço: R$80 (inteira) R$40 (meia) Comprar
Classificação: 18 anos.


TEATRO

Traição
até 27 de maio de 2012



Contada de trás para frente, a história começa com o encontro de ex-amantes dois anos depois do fim de seu relacionamento.

Local: Solar de Botafogo
Endereço: Rua General Polidoro, 180, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
Horário: sex e sáb 21:00 | dom 20:00
Duração: 75 min.
Preço: dom e sex R$ 40 | sáb R$ 50 | Comprar
Classificação: 14 anos


EXPOSIÇÃO

Simulacro
até 10 de julho de 2012



O fotógrafo Daniel Mattar mostra trabalhos feitos a partir de imagens registradas em Tóquio. Entre os temas, estão bonecas em situações que sugerem fotos de pessoas reais.

Local: Espaço Cultural Sérgio Porto
Endereço: Rua Humaitá, 163, Humaitá, Rio de Janeiro - RJ
Horário: dom, qua, qui, sex e sáb 14:00 até 22:00
Preço: Gratuito

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Inovação mais veloz impõe “reinados” mais curtos

Por João Luiz Rosa e Bruna Cortez



Como o Facebook, que protagonizou a maior oferta pública de uma empresa de tecnologia, várias companhias já pareceram insuperáveis em algum momento de sua história. Todas viram surgir rivais que as sucederam como símbolo de inovação global.

A constatação parece óbvia: à medida que os ciclos de inovação ficam mais rápidos, os períodos de domínio tecnológico das grandes companhias ficam mais curtos. A IBM, cujas raízes remontam ao fim do século XIX, só teve uma sucessora à altura em meados da década de 80, quando a Microsoft emergiu, colocando no pedestal o software e o PC, em vez dos grandes computadores empresariais. A companhia de Bill Gates dominou o cenário por pelo menos 20 anos, até que o Google se firmasse como a empresa de internet por excelência. O interesse despertado agora pelo Facebook, criado em 2004, mesmo ano em que o Google foi à bolsa, mostra que há um novo pretendente ao trono. É menos de uma década de diferença.

Todas essas companhias continuam relevantes, mas a pergunta é por que o líder de uma fase tecnológica não consegue manter essa posição na etapa seguinte.

Ao se tornarem referências globais de tecnologia – e o aval de Wall Street é um sinal dessa capacidade –, as empresas passam a ter obrigações legais que causam uma inevitável distração. A preocupação, antes concentrada no laboratório, é dispersada entre diversos públicos – o acionista, o analista de mercado, a imprensa especializada... Não alcançar uma previsão de resultados pode ser tão ou mais destrutivo quanto lançar um produto que funciona mal.

Com milhares de funcionários e milhões de consumidores, as companhias acabam se fixando em produtos já provados no mercado. O Windows e o Office continuam sendo as armas principais da Microsoft, da mesma maneira que o mecanismo de busca é o carro-chefe do Google.

A despeito de equipes gigantescas e orçamentos generosos destinados à pesquisa, essa camisa de força acaba permitindo o surgimento de companhias menores e muito mais ágeis, que captam melhor as necessidades do público.

Não é à toa que Zuckerberg adiou o quanto pode a estreia do Facebook no mercado de capitais.

Parece cedo demais para perguntar, mas a julgar pela história, qual será e quando vai surgir o próximo Facebook?

A decisão da companhia de pagar US$ 1 bilhão pelo Instagram, em pleno período de silêncio pré-oferta, dá uma pista do rumo atual das coisas. O Instagram, um aplicativo de fotografia, tornou-se um fenômeno de popularidade na web. O próprio Zuckerberg negociou o acordo de compra antes de apresentá-lo pronto ao conselho de administração do Facebook.

O americano Kevin Systrom e o brasileiro Michel “Mike” Krieger, cofundadores do Instagram, podiam ter recusado a proposta, mas concordaram em vender o negócio, menos de dois anos depois de tê-lo criado. Outras criações populares como o Skype não resistiram. O serviço de comunicação é hoje controlado pela Microsoft.

Esse tipo de decisão não surpreende. Muitos empresários da novíssima geração – a maioria com 20 e poucos anos de idade – pensam em vender seus negócios a grandes grupos, em vez de amadurecê-los. Essa tendência vem de anos. Em 2004, o Valor perguntou a seis empresas que integravam o ranking das 29 companhias mais inovadoras do mundo, segundo o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), quais eram suas perspectivas. Quatro delas disseram esperar ser compradas.

Zuckerberg tomou uma direção diferente. Em 2006, recusou ofertas bilionárias tanto da Viacom (US$ 1,5 bilhão) como do Yahoo (US$ 1 bilhão) para vender a companhia. E mesmo sob a oferta pública, cuidou de assegurar a si mesmo a maioria das ações com direito a voto, o que lhe dá amplos poderes na direção da empresa.

É verdade que ao rejeitar as propostas de compra, Zuckerberg correu o risco de sumir do mapa. Não fosse essa recusa, porém, o Facebook poderia ser hoje uma divisão meio esquecida nas engrenagens de algum conglomerado de tecnologia ou mídia.

Ironicamente, o surgimento do próximo Facebook pode depender da habilidade de o Facebook real – ou outro gigante tecnológico – perceber o potencial de alguma empresa de garagem, conduzida por um nerd de moletom.

Fonte: Observatório da Imprensa