terça-feira, 13 de março de 2012

A imigração espanhola

Por Passeiweb

A pobreza e o desemprego no campo foram os responsáveis pela imigração espanhola no Brasil que iniciou-se na década de 1880. Na realidade, a presença espanhola em terras brasileiras acontece desde o início da colonização do Brasil. Porém, só se pode falar de uma efetiva imigração de espanhóis para o Brasil a partir do final do século XIX.

O Brasil como novo destino

Em finais do século XIX, com o desenvolvimento da tecnologia naval, milhares de pessoas saíram da Europa em busca de melhores condições de vida nas Américas.

No caso da Espanha, a imensa maioria rumava para suas colônias ou ex-colônias, pelos laços históricos e culturais que mantinham e, por esse fato, os destinos preferidos dos imigrantes espanhóis eram a Argentina, o Uruguai e Cuba. Todavia, alguns desses países hispânicos passaram a enfrentar problemas financeiros e deixaram de ser um destino atrativo para os espanhóis. Ao mesmo tempo, o Brasil estava atraindo imigrantes, afim de abraçar as colheitas de café que se expandiam largamente pelo País. A riqueza gerada pelo café acabou por seduzir milhares de espanhóis, que partiram para o Brasil à procura de uma nova vida.

Na década de 1880, chegaram os primeiros espanhóis no Brasil, sendo 75% com destino às fazendas de café em São Paulo. No final do século XIX, a grande maioria era de galegos, que se abrigaram nos principais centros urbanos brasileiros, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Imigraram em grande número para o Brasil até 1950, período em que entraram cerca de 700.000 espanhóis no país e eram principalmente oriundos da Galícia e Andaluzia.

Os recém-chegados disputavam desde as ofertas de emprego menos qualificado, até os espaços de moradia disponíveis junto aos segmentos mais pobres da população local, sobretudo mestiços e negros que também tomaram o rumo das cidades, após a Abolição da Escravatura.

No início do século 20 muitos espanhóis se dedicaram ao trabalho na indústria em São Paulo, onde grande parte dos operários eram espanhóis.

Os galegos na cidade e os andaluzes no campo

Os primeiros espanhóis chegaram ao Brasil na década de 1880. Até o final do século XIX, a grande maioria era de galegos, que se fixaram principalmente em centros urbanos brasileiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Devido à grande semelhança entre galegos e portugueses, aqueles eram muitas vezes confundidos com estes.

No começo do século XX passaram a predominar os andaluzes. Com a decadência da imigração italiana no Brasil, os espanhóis foram atraídos aos milhares para o Brasil afim de substituir a mão-de-obra italiana no café. Outros grupos importantes foram os catalães, bascos e valencianos.

Formou-se rapidamente uma comunidade espanhola de operários, trabalhando nas nascentes indústrias brasileiras. Cerca de 78% dos espanhóis ficaram concentrados no estado de São Paulo. Estima-se que, entre 1880 e 1960, mais de 750 mil espanhóis imigraram para o Brasil. Apenas os portugueses e italianos chegaram em maior número.

Com a tomada do poder pelo ditador Francisco Franco, a imigração diminuiu. Porém, a Guerra Civil Espanhola formaria um novo fluxo de imigrantes que fugiram para o Brasil. O crescimento da economia espanhola após a guerra fez número de imigrantes caiu e passou a ser pouco significativa.

Os espanhóis concentraram-se sobretudo no estado de São Paulo, que atraiu cerca de 70% dos imigrantes hispânicos e ficou marcada principalmente pela divisão dos espanhóis: os Galegos se fixaram nas cidades, enquanto os Andaluzes se dedicaram à colheita de café em São Paulo, como já visto. Os maus-tratos contra espanhóis nas fazendas de café e o trabalho semi-escravo fez com que a Espanha passasse a restringir a ida de seus cidadãos para o Brasil. A imigração espanhola foi grande até a década de 1930. Estima-se que até então tenham entrado no Brasil mais de 700 mil Espanhóis, ficando atrás apenas dos Italianos e Portugueses. Com a tomada do poder pelo ditador Francisco Franco, a imigração diminuiu. Porém, a Guerra Civil Espanhola formaria um novo fluxo de imigrantes que fugiram para o Brasil. Com o crescimento da economia espanhola após a guerra, o número de imigrantes caiu e passou a ser pouco significativa.

Os espanhóis introduziram a criação de gado, que rapidamente tornou-se a economia predominante no Rio Grande do Sul. A população se concentrava nos pampas, tendo havido uma fusão de costumes espanhóis, portugueses e indígenas, que deram origem ao tipo regional gaúcho. Embora o gaúcho fosse mais português que espanhol, a influência cultural vinda dos países vizinhos tornaram os gaúchos dos pampas bastante hispanizados, a ponto de falarem um dialeto que misturava elementos espanhóis e portugueses.


segunda-feira, 12 de março de 2012

A influência da cultura americana no Brasil

Por Cultura Mix

O Brasil é um país relativamente novo frente àqueles do antigo continente, foi colonizado por escravos, índios e pessoas interessadas a fazer vida nova por aqui. Toda a influência cultural, de idioma, costumes, foi trazida de fora; posteriormente e pouco a pouco fomos construindo nossa identidade verdadeiramente nacional, tanto na literatura, moda, ideias e ideais.


No século XVIII, as maiores manifestações culturais eram vindas da França e assim permaneceu até começo do século XIX, a Bèlle Époque tropical se instalou de vez no país. Os franceses ditavam a moda, a música, tudo que era relacionado a eles era chique e imprescindível.

Mas a hegemonia da influência francesa não perdurou, a partir da década de 50 os Estados Unidos da América passaram a dominar o mundo, com a vitória na Segunda Guerra Mundial e também com o prestígio e glamour do cinema hollywoodiano, tudo culminou para fortalecer o poder americano no mundo e claro, no Brasil.

Os primeiros sintomas desse poderio foram no idioma, várias expressões americanas passaram a ser usadas no Brasil e permanecem até hoje, como hot-dog, cheeseburger, notebook, pendrive, sem contar as inúmeras fábricas de produtos que se instalaram no país e mudaram totalmente os hábitos alimentares do povo brasileiro.


As indústrias de automóveis, com seus modelos excepcionais, cheios de velocidade, os diferentes sabores de refrigerantes e os fast-food, todos viram no povo tupiniquim uma grande chance de ampliar seus negócios e manipular o comércio.

Além da mudança nos costumes alimentares, outras foram introduzidas no decorrer dos anos, principalmente as musicais, influenciadas pelo Rock americano e seus ídolos como Elvis Presley e James Jean que foram espelhos para toda a geração dos anos 60. Inclusive, esse ritmo musical influenciou nossa famosa Bossa Nova.

Os brasileiros assumiram também a moda americana, despojada e confortável, passaram a usar as minissaias, tênis e a mais que famosas calças jeans. O jeans tornou-se peça de uso fundamental de todos; antes eram destinados aos jovens rebeldes e depois vestiam desde as crianças de colo até os idosos, por serem baratos e tremendamente adaptáveis a qualquer situação.

Logo veio a liberação sexual, com a onda do Paz e Amor, os anticoncepcionais, a liberdade feminina, tudo que chegou ao Brasil passou antes pelos Estados Unidos, até parte de nossa constituição foi baseada na deles.


Sem esquecer que o dólar americano era uma das moedas mais fortes do mundo até bem pouco tempo, e nossa economia estava totalmente nas mãos dos EUA e dependíamos deles para tudo. Eles ditavam o que deveríamos ou não comprar, vender e negociar.
Mas o tempo de liberdade chegou e o Brasil finalmente conseguiu construir, impor e até exportar sua cultura, produtos, serviços, costumes e descobertas, conquistando seu espaço dentre as grandes potências mundiais.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Dicas culturais do fim de semana - 9 a 11 de março

CINEMA

W.E. - O romance do século

Sinopse: Em 1936, o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, se apaixonou pela americana divorciada Wallis Winthrop. Décadas depois, em 1998, uma mulher casada vive um caso de amor com um segurança russo. Elenco: Abbie Cornish, James D´Arcy, Andrea Riseborough, Oscar Isaac, Annabelle Wallis. Direção: Madonna. Gênero: Drama. Classificação etária: 14 Anos. Duração: 120 min.

Um conto Chinês

Sinopse: Roberto é um veterano da Guerra das Malvinas que vive recluso em sua casa há vinte anos e coleciona manias. Jun é um chinês que apareceu na vida de Roberto depois de ser roubado e arremessado de um taxi em Buenos Aires. Roberto não fala chinês e Jun não fala espanhol. Apesar das diferenças e dificuldades Roberto e Jun descobrirão o real motivo deste encontro inusitado. Elenco:  Ricardo Darín, Muriel Santa Ana, Huang Sheng Huang. Direção: Sebastián Borensztein. Gênero: Comédia. Classificação etária: 12 Anos. Duração: 93 min.

SHOW

Morrissey
9 de março

O cantor e compositor inglês Steven Patrick Morrissey, que ficou famoso como vocalista da banda inglesa The Smiths, traz ao Brasil - e outros países da América do Sul - a mesma turnê que lotou espaços nos Estados Unidos e no México em novembro e dezembro passados. No repertório, estão sucessos de sua carreira solo, já com oito álbuns de estúdio. O último, "Years of refusal", é de 2009.
A compositora norte-americana Kristeen Young, com seis álbuns em seu currículo, acompanha Morrissey na turnê pela América do Sul.

Local: Fundição Progresso
Endereço: Rua dos Arcos, 24 - Lapa - Rio de Janeiro - RJ
Horário: 23 h e 10 min.
Preço: R$ 180.00 (pista/arquibancada); R$ 420.00 (pista premium)
Classificação: 18 anos


Zélia Duncan
9 e 10 de março

A cantora e compositora de Niterói lança no Rio o DVD “Pelo sabor do gesto”, que gravou ao vivo no Teatro Municipal daquela cidade. No repertório, a faixa-título, “Boas razões”, “Telhados de Paris” (Nei Lisboa) e outras.

Local: Teatro Rival
Endereço: Rua Alvaro Alvim, 33 - subsolo, Centro, Rio de Janeiro - RJ
Horário: 19:30
Preço: R$ 60.00 (setor B); R$ 70.00 (setor A)
Classificação: 16 anos


TEATRO

Alice através do espelho
11 de março a 26 de abril

Com lotação restrita a 60 pessoas, Alice Através do Espelho acontece em meio a uma estrutura mutante, uma grande caixa negra que vai se transformando com o andamento das cenas. Grandes cortinas vão revelando e escondendo novos espaços numa espécie de labirinto móvel. Nesta atmosfera, a partir de um sonho Alice é transportada para um mundo imaginário, onde vai encontrar figuras saídas da imaginação de Lewis Carroll, como o Chapeleiro Maluco, a Rainha, o Gato que Ri, a Lebre no Cio, a Lagarta fumando narguilé.

Local: Fundição Progresso
Endereço:Rua dos Arcos, 24, Centro, Rio de Janeiro - RJ
Horário: Quinta, sexta e sábado 20:00 | Domingo 18:00 , 20:00
Duração: 75 min.
Preço: R$ 40,00
Classificação: 18 anos

EXPOSIÇÃO

Simplesmete Doisneau
Até 17 junho de 2012

Uma das muitas imagens que entraram para a história como retratos de Paris é conhecida como “O beijo do Hotel de Ville”. A foto foi feita em 1950 por Robert Doisneau (1912-1994), um dos maiores nomes da história da fotografia, que, em seu centenário de nascimento, ganha exposição com 152 registros e um documentário, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF).

A mostra tem atrações extras como imagens inéditas e tiragens originais. Além de ícones da fotografia de Doisneau, chama a atenção o modo como o fotógrafo retratou os moradores dos subúrbios — o que, para a curadora, Agnès de Gouvion Saint-Cyr, é o grande destaque da exposição:
As fotos vão dos anos 40 ao início dos 60. Também destacaria sequências que ele fez como aquelas de pessoas diante da Mona Lisa, no Louvre.

De Picasso a alunos em sala de aula, Doisneau, influenciado por fotógrafos como Cartier-Bresson, criou retratos que não perdem a força com o passar das décadas — incluindo os que permanecem como cartões-postais de uma das cidades mais cultuadas do mundo, como “O beijo do Hotel de Ville”.

Local: Centro Cultural Justiça Federal (CCJF)
Endereço: Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro - RJ
Horário: Terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo - 12:00 às 19:00
Preço: Entrada Franca
Classificação: Livre