Por Marielsa Klatter Braga
Formar leitores não é tarefa fácil. É preciso que família e escola trabalhem em conjunto. O interesse pela leitura deve ser estimulado desde a infância, na família, pois é a primeira instituição, seguida pela escola.
É preciso que a leitura também seja adequada à idade, envolvente para que desperte a magia, a curiosidade e o prazer por ler. Jogar os livros obrigatórios em uma mesa de sala de aula não é a melhor forma, ao contrário, a má vontade e a obrigatoriedade não geram prazer.
O hábito da leitura é um processo longo quando não criado na infância, e o que se vê em muitas escolas públicas é o descaso em relação à formação de leitores. Cabe aos pais e professores criar esse hábito, buscar os meios e as formas, ao invés da omissão, para despertar o interesse da criança e do adolescente. Segundo José Breves Filho “uma boa leitura restaura a dimensão humana e atua como um organizador da mente, nutrindo o espírito e aguçando a sensibilidade“. É dado mais valor à gramática do que ao pensamento do aluno.
O professor tem que ser um desafiador. Ensinar o aluno não só a ler, mas a escrever suas idéias, pensamentos, como no filme “Escritores da Liberdade“. Piaget diz que é na adolescência que o ser humano tenta dominar os elementos que lhe faltam para a razão adulta. Defendo a leitura como ponto de partida para uma vida adulta normal, prazerosa, na convivência com a sociedade. Saber driblar com as diferenças, pois a leitura transforma o indivíduo e sua possibilidade de escolha é bem mais racional.
A função da literatura é formar a criança em um adulto capaz de enfrentar a vida. É na infância que a criança aprende a fazer suas escolhas, e uma boa literatura vai lhe dar sustentabilidade. Primeiro ela é ouvinte, e é perceptível o prazer que sente ao ouvir uma historinha, querendo participar. Quando aprende a ler, procura por conta própria a que lhe agrada. Na primeira fase os pais são responsáveis por este futuro leitor, e a preguiça de contar uma história pode ter resultados surpreendentes na vida adulta.
Se os pais se utilizarem da literatura, que é vasta, para o crescimento cultural e na formação de um cidadão, com certeza não estarão na adolescência de seus filhos em consultórios psiquiátricos, clínicas para drogados entre tantas outras desgraças. Um simples gesto transformador (que é o de contar uma história, mostrar o caminho da literatura e transformá-lo num leitor) pode ser crucial na formação do filho.
Descobrir o que o aluno quer ler é fundamental, pois cada leitor é único em suas experiências. É na literatura que tudo é permitido. Se você ama seu filho, faça com que ele seja um leitor. A criança é como uma esponja: dependendo do que apresentarmos a ela é que será o que vai absorver: “água suja ou água limpa”.
Fonte: Revista O Viés
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O que é literatura?
Sabemos que o reino das palavras é farto. Elas brotam de nosso pensamento de maneira natural, não temos a preocupação de elaborar o que dizemos ou até mesmo escrevemos.
As palavras, contudo, podem ultrapassar seus limites de significação. Podendo, assim, conquistar novos espaços e passar novas possibilidades de perceber a realidade.
O caminho que a literatura percorre é este. O artista sente, escolhe e manipula as palavras, as organiza para que produzam um efeito que vá além da sua significação objetiva, procurando aproximá-las do imaginário.
A obra do escritor é fruto de sua imaginação, embora seja baseado em elementos reais. Da concretização desse trabalho surge então a obra literária.
Dotado de uma percepção aguçada, o escritor capta a realidade através de seus sentimentos. Explora as possibilidades linguísticas e as manipula no nível semântico, fonético e sintático.
A literatura é uma manifestação artística. E difere das demais pela maneira como se expressa, sua matéria-prima é a palavra, a linguagem. O texto literário se caracteriza pelo predomínio da função poética.
Observe, no poema Procura da poesia, como o poeta Carlos Drummond de Andrade descreve o escritor entrando no “reino das palavras”.
Fonte: Brasil Escola
As palavras, contudo, podem ultrapassar seus limites de significação. Podendo, assim, conquistar novos espaços e passar novas possibilidades de perceber a realidade.
O caminho que a literatura percorre é este. O artista sente, escolhe e manipula as palavras, as organiza para que produzam um efeito que vá além da sua significação objetiva, procurando aproximá-las do imaginário.
A obra do escritor é fruto de sua imaginação, embora seja baseado em elementos reais. Da concretização desse trabalho surge então a obra literária.
Dotado de uma percepção aguçada, o escritor capta a realidade através de seus sentimentos. Explora as possibilidades linguísticas e as manipula no nível semântico, fonético e sintático.
A literatura é uma manifestação artística. E difere das demais pela maneira como se expressa, sua matéria-prima é a palavra, a linguagem. O texto literário se caracteriza pelo predomínio da função poética.
Observe, no poema Procura da poesia, como o poeta Carlos Drummond de Andrade descreve o escritor entrando no “reino das palavras”.
Procura da poesia
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem; rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície inata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um realize e consuma
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
Fonte: Brasil Escola
terça-feira, 29 de novembro de 2011
7 herdeiros de grandes negócios
Delphine Arnault, dona da Louis Vuitton
Delphine é filha de Bernard Arnault, presidente do grupo LVMH e quarto homem mais rico do mundo, segundo a Forbes, com uma fortuna avaliada em 41 bilhões de dólares. Um dos ícones do mundo do luxo, da LVMH é dona de marcas como a Louis Vuitton, Moët, Marc Jacobs e Dior, entre outros.
Delphine trabalhou na consultoria McKinsey, antes de ingressar no grupo de seu pai, em 2000. Entre seus tutores na LVMH, esteve o polêmico John Galliano, que perdeu o emprego no ano passado por declarações antissemitas. Atualmente, Delphine comanda a divisão de bolsas e sapatos da Dior.
Aditya Mittal, o futuro barão do aço
Aditya é filho de Lakshmi Mittal, dono do grupo siderúrgico Arcelor Mittal, o maior do mundo. Seu pai tem uma fortuna avaliada em 31,1 bilhões de dólares pela Forbes – o que o torna o quinto homem mais rico do mundo.
Aditya já participa dos negócios do pai. Atualmente, ele acumula várias funções: diretor financeiro e de relações com investidores do grupo, além de supervisionar algumas fusões e aquisições.
Thor Batista, o futuro oitavo homem mais rico do mundo?
Thor é o filho mais velho de Eike Batista com Luma de Oliveira. Nascido em 1991, o primogênito do bilionário, cuja fortuna é avaliada pela Forbes em 30 bilhões de dólares. Cursando Economia, Thor também começa a dar os primeiros passos no mundo dos negócios.
Além de acompanhar o pai em reuniões do Grupo EBX, o herdeiro também já tem seu primeiro negócio: a BBX (sim, lá está o X que simboliza os negócios do pai), uma empresa de entretenimento e turismo lançada em janeiro, em sociedade com Mário Bulhões Pedreira.
Ivanka Trump, vice-presidente do pai
Ivanka Trump é filha do empresário-celebridade Donald Trump. A base da fortuna da família, avaliada em 2,9 bilhões de dólares pela Forbes, é o mercado imobiliário americano, mas Trump ficou famoso mesmo com o reality show The Apprentice, em que aspirantes a executivo disputavam uma vaga em seu grupo.
Ivanka não é a única filha de Trump, que também tem dois homens: Donald Júnrior e Eric. Mas a moça é a mais envolvida nos negócios do pai, e se tornou vice-presidente de desenvolvimento e aquisições imobiliárias da Trump Organization.
Allegra Versace, outra herdeira de sobrenome poderoso
Gianni Versace, um dos mais famosos estilistas do mundo, era assumidamente gay e passou os últimos 15 anos de sua vida com o companheiro, Antonio D’Amico. Allegra, sua principal herdeira, é sua sobrinha.
Ao completar 18 anos, Allegra recebeu formalmente sua parte na herança – cerca de 700 milhões de dólares. Ela se tornou a herdeira de Versace mais atuante no grupo, responsável pelo reposicionamento recente da grife de luxo. Ao mesmo tempo, luta contra a anorexia, doença que já assumiu publicamente.
Charlene de Carvalho-Heineken
Charlene tornou-se a mulher mais rica da Holanda com a morte de seu pai, Alfred Heineken, em 2003. Atualmente, ela possui 25% da Heineken, uma das maiores cervejarias do mundo, e sua fortuna é estimada em 7 bilhões de dólares pela Forbes.
Em tempo, o Carvalho do sobrenome vem de seu marido, o banqueiro de investimentos Michel de Carvalho, com quem Charlene tem cinco filhos.
Sam Branson vai herdar a loucura do pai?
Ainda não está claro como Sam Branson está se preparando para assumir a Virgin, o grupo fundado por seu pai e que, hoje, atua em áreas como música, livros, aviação, telefonia celular e combustíveis.
Por enquanto, o herdeiro é visto mais circulando com celebridades de Hollywood e modelos, e curtindo a vida na ilha particular da família – nada mais natural para quem pode herdar 4,2 bilhões de dólares, a fortuna estimada de Richard Branson, segundo a Forbes.
Fonte: Exame
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