quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Daslu vai ao outlet e à internet

Por Agência Estado


Sob nova direção, a marca Daslu, sinônimo de varejo de alto luxo, começa a se popularizar, mas não quer perder o glamour. Há mais ou menos uns 3 meses, a empresa estreou no comércio eletrônico, vendendo produtos de marca própria.

A empresa também começa a vender seus produtos dentro de lojas multimarcas. A primeira investida será em Cuiabá (MT), mas já há planos para revendas multimarcas no Distrito Federal e em Belo Horizonte (MG).

"A Daslu não se popularizou, mas quer ser mais acessível. A intenção é abrir o mercado de luxo, sem perder a essência da marca", afirma a diretora de Marketing da Daslu, Patrícia Cavalcanti. Segundo ela, esse plano arrojado faz parte da nova gestão da companhia, que ainda se encontra em processo de recuperação judicial.

Em fevereiro último, a empresa foi a adquirida pelo fundo de investimento Laep, do empresário Marcus Elias, por R$ 65 milhões. Com o comércio eletrônico e as duas novas lojas, a expectativa da companhia é dobrar o faturamento, diz Patrícia, sem revelar cifras. Hoje, a Daslu tem duas lojas em funcionamento. Eliana Tranchesi, antiga proprietária e filha da fundadora da empresa, continua na operação da Daslu, à frente da área de criação e estilo da marca. O projeto do varejo virtual de luxo começou a ser desenhado em janeiro deste ano, conta o diretor de e-commerce da Daslu, Luiz Pavão. "O site da Daslu é o primeiro e-commerce de luxo", afirma o executivo.

A decisão dos novos proprietários de apostar no comércio eletrônico ocorreu a partir de uma constatação simples: muitos clientes vinham de outras regiões do País para fazer compras na Daslu. Antes de colocar o site no ar, a empresa vendia seus produtos por meio de uma revista. "Os clientes ligavam, compravam o produto por telefone e a gente mandava entregar", diz Pavão. Esses clientes respondiam por 10% dos volumes vendidos e 3% do faturamento da empresa. "Descobrimos que a Daslu é uma marca de luxo forte nacionalmente e centramos esforços em como chegar a esses clientes que vivem fora de São Paulo", diz o executivo. Com o site, ele acredita que o comércio eletrônico responda por 10% da receita da empresa até dezembro.

Fonte: O Estado de São Paulo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dicas Culturais do Feriadão - 11 a 15 de novembro

CINEMA



11-11-11 [EUA, 2011], de Darren Lynn Bousman (Nossa). Gênero: horror. Elenco: Michael Landes, Wendy Glenn, Timothy Gibbs. Sinopse: Às 11 horas e 11 minutos, do dia 11, do mês 11 uma entidade de outro mundo entrará na terra pelo portão 11 do céu. Duração: a definir. Classificação: 12 anos.




Os 3 [Brasil, 2011], de Nando Olival (Warner). Gênero: drama. Elenco: Victor Mendes, Gabriel Godoy, Juliana Schalch. Sinopse: A história de Camila, Rafael e Cazé, três amigos que se conhecem na Universidade e que a partir daí iniciam uma intensa relação a três. Duração: 107 min. Classificação: 14 anos.




Amanhã nunca mais [Brasil, 2011], de Tadeu Jungle (Fox). Gênero: comédia. Elenco: Lázaro Ramos, Maria Luisa Mendonça, Milhem Cortaz. Sinopse: Uma noite extraordinária na vida de um homem de classe média em São Paulo. Duração: a definir. Classificação: 12 anos.




O guarda [The Guard, EUA, 2011], de John Michael McDonagh (Sony). Gênero: comédia. Elenco: Brendan Gleeson, Don Cheadle, Liam Cunningham. Sinopse: Um policial irlandês nada ortodoxo e um nervoso agente do FBI se juntam para investigar uma rede internacional de contrabando de drogas. Abertura nos EUA: US$ 76 mil (em 29/07/2011). Dif. (segundo fim de semana): +150%. Acumulado nos EUA: US$ 4,1 milhões. Duração: 99 min. Classificação: 14 anos. Rio de Janeiro




Late Bloomers – O amor não tem fim [Late Bloomers, Inglaterra, 2011], de Julie Gravas (Serendip Filmes/Art Films). Gênero: drama. Elenco: Isabella Rossellini, William Hurt. Sinopse: Casados há 30 anos Maria e Adam percebem que estão envelhecendo e passam cada um de sua maneira a enfrentar essa nova realidade. Duração: a definir. Classificação: 12 anos.




Pronto para recomeçar [Everything Must Go, EUA, 2010], de Dan Rush (PlayArte). Gênero: comédia. Elenco: Rebecca Hall, Will Ferrell. Sinopse: Um homem perde o emprego e é expulso de casa por sua esposa, passando os próximos dias tentando vender o que resta de seus bens. Abertura nos EUA: US$ 770 mil (em 13/05/2011). Dif. (segundo fim de semana): -31%. Acumulado nos EUA: US$ 2 milhões. Duração: 96 min. Classificação: 12 anos.




Reféns [Trespass, EUA, 2011], de Joel Schumacher (Imagem). Gênero: suspense. Elenco: Nicolas Cage, Nicole Kidman, Cam Gigandet. Sinopse: Sequestrados, marido e mulher descobrem uma trama de traição e enganos. Duração: a definir. Classificação: 14 anos.




Reidy – A construção da utopia [Brasil, 2010], de Ana Maria Magalhães (Espaço Filmes). Gênero: documentário. Elenco: Paulo Mendes da Rocha, Lucio Costa, Carmem Portinho, Roland Castro. Sinopse: A obra do arquiteto Affonso Eduardo Reidy no Rio de Janeiro. O MAM e o Aterro, com os quais realizou a sua utopia urbana, permanecem marcos da cidade até hoje. Duração: 77 min. Classificação: livre.




Se não nós, quem? [If Not Us, Who?, Alemanha, 2011], de Andres Veiel (Imovision). Gênero: drama. Elenco: Augusto Diehl, Lena Lauzemis. Sinopse: Vesper é filho de Will Vesper, escritor nazista. Apesar dos seus esforços pacifistas, teve sempre de lidar com o julgamento dos outros em função do seu pai.



Rio de Janeiro

SHOW

Toquinho - Voz e violão
11 de novembro



A trajetória musical de Toquinho se caracteriza pela generosa oportunidade que oferece aos novos valores. Na parceria com Vinicius, na maioria dos shows, sempre houve a presença de uma cantora dando ao espetáculo a “indispensável graça feminina”. E a escolhida da vez, neste show de voz e violão, será Veronica Ferriani, uma grata revelação da música brasileira. Os dois fazem única apresentação no Vivo Rio dia 11 de novembro.

Local: Vivo Rio
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo - Rio de Janeiro – RJ
Horário: 22h
Preço: Os ingressos variam de R$35 a R$150
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados do responsável legal.


Viva Jorge - Com Jorge Ben Jor, Samba de Santa Clara e DJ´s Convidados
14 de novembro



O Samba de Santa Clara realizará uma apresentação nova, única, sem incluir qualquer música de Jorge Ben Jor neste dia, já que temos o melhor dos melhores para esta tarefa.

Nos intervalos, diversos DJs convidados e já confirmados, Juliano Junot e Bernardo Malta. Ao longo do tempo anunciaremos os demais.

Para brindar este maravilhoso momento, teremos um cocktail OPEN BAR para todos até 23h30.


Local: Vivo Rio
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo - Rio de Janeiro – RJ
Horário: 22h
Preço: Os ingressos variam de R$60 a R$130
Classificação: 18 anos.


TEATRO

Festival Panorama Internacional
de 11 a 20 de novembro


O festival internacional de dança, que neste ano comemora a 20ª edição, é realizado anualmente em vários espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro, tendo como proposta desenvolver a dança contemporânea, mapeando trabalhos nacionais e internacionais relevantes.

Programação:

* 11 a 13 de novembro – Aaleef – Taoufiq Izeddiou – Compagnie Choréographique Marocaine (Marrocos)
Neste espetáculo solo, o bailarino Taoufiq lIzeddiou anuncia sua busca por autoconhecimento. Com ele em cena, o tradicional músico ganês Maâlem Adil Amimi e o artista sonoro Guy Raynaud compõem uma atmosfera propícia a uma viagem pela memória.
Duração: 60 min.

* 18 a 20 de novembro – Marcel Gbeffa & Valérie Fanodougbo – Companhia Multicorps (Benin / Senegal)
Em 2008, os coreógrafos franco-beninenses Valérie Fanodougbo e Marcel Gbeffa se reuniram com o objetivo de criar uma companhia afrocontemporânea. Assim surgiu a Multicorps. Baseados em Cotonou (Benin), experimentaram dois anos de colaboração em espetáculos e manifestações diversas. Atualmente seu trabalho se baseia em improvisação e expressão corporal, com influência da dança tradicional do Benin e de outros países da África.
Duração: 50 min.

Local: Teatro II CCBB-RJ
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Horário: Sexta a domingo, às 19h
Preço: Entrada Franca | senhas distribuídas 1h antes da sessão
Classificação: Livre


EXPOSIÇÃO

Índia
de 29 de outubro a 12 de janeiro de 2012


Exposição temática, interativa e multimeios que Em 18 salas e com aproximadamente 380 peças, a exposição é um olhar sobre a história cultural deste país de 1,2 bilhão de habitantes, mais de 200 etnias, 6 religiões e 22 línguas oficiais, mostradas por meio de obras procedentes de museus, instituições culturais, colecionadores brasileiros e internacionais. A exposição começa no térreo, com uma escultura do deus Ganesh sobre um altar e uma escultura contemporânea de Ravinder Reddy, indicando a abrangência temporal do recorte, cuja obra mais antiga data de 200 a.C. e a mais recente, de 2011. No primeiro andar, são expostas as obras que contemplam os temas “Homem, Reis e Deuses”, em diversos suportes (esculturas, fotografias, instrumentos musicais, vestimentas etc.), contemplando a parte histórica. No segundo andar, localiza-se o viés da arte contemporânea com obras de artistas e coletivos de grande relevância na cena indiana, algumas delas inéditas, criadas especialmente para a exposição.

Local: CCBB-RJ
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h
Preço: Entrada Franca
Classificação: Livre

terça-feira, 8 de novembro de 2011

[Entrevista] Patrick Guedj, diretor criativo da Kenzo Perfumes

Por Soraia Yoshida para Época Negócios

O francês Patrick Guedj não faz publicidade. Ele conta histórias. As histórias parecem muito com retalhos de sonhos ou lembranças, mas quando combinadas a uma poderosa mensagem, que ele mesmo escreve, e imagens de fantasia, que ele mesmo gosta de dirigir, elas se tornam a principal ferramenta de marketing da Kenzo Perfumes. Como diretor criativo da divisão de perfumes, que faz parte do conglomerado de luxo LVMH, Guedj acompanha todas as etapas do processo do nascimento de um perfume até o momento em que chega às lojas. “A dificuldade maior, na verdade, é saber quando parar”, diz.

Ele mesmo parou tudo em sua vida por um ano. Após trabalhar por dez anos na francesa Lancôme, Guedj resolveu que precisava reaprender alguns processos elementares e resolveu dar um tempo. “Eu vinha de um mundo em que tudo é importante, você tem que fazer milhões de coisas, preencher sua vida com muita ação... E nesse ano eu aprendi a fazer as coisas com calma, como tentar sentir a vida, sabe?”. A viagem pela Ásia foi registrada em fotos que mais tarde se transformaram em um projeto pessoal – e abriram as portas para que ele aprendesse a escrever. Juntando imagens e palavras, Patrick Guedj empreendeu sua aventura pelo vídeo, que transformou em uma grande ferramenta para celebrar a nova identidade da Kenzo. “É muito fácil fazer algo totalmente novo. E é muito fácil fazer algo que siga o que foi feito no passado. Mas é muito difícil fazer algo que esteja alinhado com o passado, mas que ao mesmo tempo seja muito novo”, diz.

O processo de criação de Guedj obedece etapas lógicas, mas com muitos componentes intuitivos. A partir da ideia inicial – a “pergunta certa” – ele costura as imagens que vão surgindo de coisas que viu ou leu. Sem esquecer da emoção. “É uma questão de prazer. Enquanto eu sentir que tenho prazer em fazer o que faço, encontrar ideias nas quais eu posso sentir que sou eu mesmo, que me façam sentir vivo, eu sei que vai funcionar”.


Você sempre começa o processo de criação pensando em algo específico ou a ideia para cada campanha vem naturalmente?

Eu gosto de combinar coisas. É como um conto de fadas, um cenário que parece mesmo um sonho, muito comovente e poético, mas que ao mesmo tempo é bastante humano na maneira como é mostrado. Normalmente quando se faz algo que tem essa característica irreal, a tendência é viajar para longe da realidade. E quando se faz documentários, fica-se o mais próximo possível da realidade. O que eu tento fazer é algo que fica na fronteira entre as duas coisas, misturando emoções humanas com conto de fadas.


Quanto tempo leva em geral para desenvolver esse processo, da ideia inicial até o lançamento do produto?

Em geral, e espero que isso aconteça sempre, é rápido. Torna-se uma obsessão, não consigo pensar em mais nada que não seja isso. Assim que encontro, eu trabalho mais profundamente no conceito até que fique perfeito. O essencial é começar pela pergunta certa. Uma vez que eu tenha feito a pergunta certa, a resposta em geral vem muito rápido.


A partir da ideia, você começa a desenhar o conceito do projeto completo, fotos, texto, vídeo até chegar ao roteiro e ao storyboard (que mostra as principais cenas do filme). Você faz tudo isso sozinho?

Em geral eu escrevo umas 15 linhas para descrever o roteiro. Para o storyboard, eu trabalho com alguém porque eu não sei desenhar, sou muito ruim nisso. Eu digo o que quero, nós falamos sobre como fazer e seguimos um caminho, até que fique muito próximo do que imagino. Nesse processo, ao mesmo tempo em que você precisa estar muito aberto, você precisa estar muito fechado. Se você sabe muito bem para onde quer ir, então pode ser extremamente aberto ao que as pessoas dizem. Eu gosto muito disso porque assim você pode melhorar o que quer fazer e continuar criando.


Eu tenho a impressão que você não é uma pessoa muito ligada em tecnologia, do tipo que se interessa pelo último gadget. Estou certa?

Certa, muito certa. Há partes da tecnologia que eu gosto, mas somente quando não é algo que te tira uma coisa essencial. Por exemplo, eu ainda faço fotos em filme, não uso câmera digital. As imagens que eu consigo alcançar com filme não se comparam às imagens digitais. Há imagens que você simplesmente não consegue reproduzir. Então quando a tecnologia deixa as coisas piores, eu prefiro não usar. Com livros é a mesma coisa. Eu não gosto de ler livros em computador ou tablets porque a maneira como você manuseia o livro, o próprio objeto, a textura e a cor do papel, são parte do prazer da leitura. E se para mim é parte do prazer, por que eu leria no computador? Mas quando estou escrevendo, é diferente. Eu costumava usar cadernos, agora tenho um computador pequeno que eu adoro. É mais rápido e tem muitos recursos que tornam o ato de escrever mais fácil e criativo – até porque antes tinha coisas que só eu conseguia entender nas anotações. Então, quando vou viajar agora eu levo o computador.


Você mencionou antes que o seu processo de criação depende sempre da pergunta certa. Isso se aplica também à sua vida?

Aí não é bem uma pergunta. É mais uma vontade de encontrar algo novo. Quando termino um projeto pessoal, como escrever um romance, alguns personagens ainda existem durante um tempo maior na minha cabeça. São como amigos que vivem na sua imaginação, com os quais gosto de interagir durante um tempo e quando eles desaparecem (porque você terminou de escrever o livro), é duro, não é fácil dar adeus. Então eu procuro por algo diferente e para mim acaba aparecendo rapidamente. Na verdade, sou bem ansioso, então o intervalo entre uma coisa e outra é pequeno.


Estamos falando de desafios, não é? E na Kenzo, qual foi até agora seu maior desafio?

O maior desafio foi ser capaz de não perder o espírito da marca, mesmo com um grande crescimento. Houve uma mudança muito grande na cultura da empresa, quando Kenzo (Takada, estilista japonês que criou a marca nos anos 1970) saiu em 1999. A marca cresceu rapidamente em um curto espaço de tempo. Precisávamos manter o espírito e evoluir, mas não mudar tudo. Para mim foi uma liberação. Quando cheguei à Kenzo, com todo seu colorido, foi muito natural e me fez muito bem. Eu senti que estava no lugar certo e que as coisas tinham de ser assim.


Como diretor criativo da divisão de perfumes, você controla também o processo de criação das fragrâncias. Como você trabalha as ideias nesse mundo olfativo? Você fala em termos de notas de coração, de fundo ou é algo mais intuitivo?

As conversas que tenho não são técnicas, são sempre sobre as sensações. Eu digo que gostaria que o perfume fosse mais nesta ou naquela direção pensando nas emoções que pode passar. Eu evito dizer "mais floral, mais cítrico" porque acho que não é uma boa maneira de trabalhar com as equipes de perfumistas. Eu acho mais interessante dizer “sabe de uma coisa, seu perfume diz isto para mim”.


E você se impõe um desafio toda vez que cria um novo perfume?

Eu não vejo dessa forma. Para mim é uma questão de prazer. Enquanto eu sentir prazer no que faço e encontrar ideias nas quais seja eu mesmo, me sentindo vivo, eu sei que vai funcionar. Quero tirar o máximo de prazer de uma ideia interessante. Em relação à Kenzo, o meu objetivo pessoal é respeitar a marca e trazer algo novo, criar surpresas, respeitando sempre o seu legado. É muito fácil fazer algo totalmente novo, é muito fácil fazer algo que siga o que foi feito no passado, mas é muito difícil fazer algo que esteja alinhado com o passado, mas que seja ao mesmo tempo muito novo. E é isso que estamos tentando fazer. Acho que tem dado muito certo e estou muito feliz com isso.