segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O desafio de contar boas histórias

Por Marcelo Douek*

Todos sabemos que contar histórias é mais antigo do que andar para frente. Falar que as pessoas fazem isso desde os tempos das cavernas também é chover no molhado. O problema é quando as pessoas falam de storytelling com um certo descompromisso, se aproveitando do termo para surfar a onda ao invés de explorar a riqueza do conceito.

Concordo que, com o advento da tecnologia e o acesso à informação, simplificar a mensagem se torna importante para que o consumidor a absorva. Porém, associar essa “simplificação” a contar uma história, como se fosse uma coisa fácil, diminui a importância do storytelling no papel da construção das marcas.

Criar uma história verdadeira, relevante e emocionante não é nada simples. Roteiristas de renome não passam meses e meses reescrevendo suas histórias até chegarem no formato ideal por preciosismo. Costumo fazer um paralelo entre o storytelling e a tecnologia. O iphone é uma das inovações tecnológicas mais importantes dos últimos tempos em termos de produto. Sua usabilidade friendly e simples não quer dizer que o produto seja simples. Já imaginou quão complexo é o sistema que permitiu que a gente olhasse para o produto e o julgasse “simples”?

Com as boas histórias acontece a mesma coisa. Aquelas mais brilhantes, que tocam as pessoas e são grandes sucessos de público não são as histórias simples, mas as que nos parecem simples. Por trás da tela (seja ela qual for), as histórias são complexas, com personagens e universos, tramas e sub-tramas, conflitos e tensões que levam muito tempo para serem desenhadas.

Portanto, quando um diretor de marketing ou um profissional de agência chega à conclusão que a marca “x” deve contar uma boa história, ele precisa entender que o desafio por trás disso está em transformar uma rede complexa de dados (histórico, posicionamento, mercado, impacto da concorrência etc) em histórias que se parecem simples aos olhos de quem as assiste, mas que escondem um processo tortuoso e complexo. Como diria Daniel Pink, contar histórias é uma das aptidões do cérebro futuro. Eu completo dizendo que entender os mecanismos por trás dessa ferramenta não é tarefa para os simplistas. Boa semana e boas histórias!

*Marcelo Douek é Sócio–diretor da LUKSO Story & Strategy.

Fonte: Mundo do Marketing

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dicas Culturais do Fim de Semana - 14 a 16 de outubro

CINEMA



Os três mosqueteiros [The Three Musketeers 3D, EUA, 2011], de Paul W.S. Anderson (PlayArte). Gênero: ação Elenco: Mila Jovovich, Orlando Bloom, Christoph Waltz, Logan Lerman. Sinopse: Nova adaptação da obra de Alexandre Dumas, com exibição em 3D. Duração: 110 min.




A criança da meia-noite [The Moon Child, França, 2011], de Delphine Gleize. (Imovision). Gênero: drama. Elenco: Vincent Lindon, Emmanuelle Devos. Sinopse: Romain é uma “Criança da Meia Noite”, afetado desde o nascimento por uma rara deficiência genética que o torna incapaz de se expor à luz do dia. Classificação: 12 anos.




Não tenha medo do escuro [Don’t Be Afraid of the Dark, EUA, 2010], de Troy Nixey (Vinny Filmes). Gênero: horror. Elenco: Katie Holmes, Guy Pearce, Bailee Madison, Alan Dale. Sinopse: Jovem se muda para a casa do pai e descobre criaturas em seu novo lar. Abertura nos EUA: US$ 8,6 milhões (em 26/08/2011). Dif. (segundo fim de semana): -39,7%. Acumulado nos EUA: US$ 23,4 milhões. Duração: 99 min. Classificação: 12 anos.




Qual é o seu número? [What´s Your Number?, EUA, 2011], de Mark Mylod (Fox). Gênero: comédia. Elenco: Anna Faris, Chris Evans, Ari Graynor, Blythe Danner. Sinopse: Mulher parte em uma jornada através do seu passado sexual para encontrar o homem perfeito. Abertura nos EUA: US$ 5,4 milhões (em 30/09/2011). Dif. (fim de semana): -42,3%. Acumulado nos EUA: 10,3 milhões. Duração: 106 min.




Winter, o golfinho [Dolphin Tale, Austrália, 2011], de Charles Martin Smith (Warner). Gênero: infantil. Elenco: Morgan Freeman, Ashley Judd, Kris Kristofferson. Sinopse: Um jovem golfinho perde sua cauda em uma armadilha e conta com um garoto para salva-lo e tentar persuadir um médico a criar uma prótese para que volte a nadar. Com exibição em 3D. Abertura nos EUA: US$ 19,1 milhões (em 23/09/2011). Dif. (segundo fim de semana): -27,4%. Acumulado nos EUA: US$ 49 milhões. Duração: 113 min. Classificação: livre.


Rio de Janeiro

SHOW

Alcione - Duas Faces
15 de outubro



No repertório de Duas Faces – Ao Vivo na Mangueira, músicas que marcaram a trajetória da artista e outras que nunca foram consideradas radiofônicas. Canções, no entanto, que seu público, fidelíssimo, adora e conhece "de cor e salteado", como a própria faixa título. Dentre as regravações, Meu Ébano, com participação de MV Bill (que fez um rap especial para a ocasião), Basta de clamares inocência, Tem dendê/Figa Guiné, Entidade, Na mesma proporção, Poder da criação, Cajueiro velho, Jamaica a Sâo Luis, entre outras. Mulher - bombeiro (Nei Lopes) e Beco sem saída (Telma Tavares/Roque Ferreira) foram duas das poucas inéditas que a interprete apresentou no roteiro musical.

Local: Vivo Rio
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo - Rio de Janeiro – RJ
Horário: 22h
Preço: Os ingressos variam de R$30 a R$140
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados do responsável legal.


TEATRO

Desconcertados
até 28 de outubro



“É um stand-up que não é stand-up”, sintetiza o humorista Marcos Castro, tentando definir o que ele, Henrique Fedorowicz e Leonardo Reis aprontarão nas sextas-feiras de outubro, às 21h. A farra atende pelo nome de Desconcertados e será realizada no Teatro Henriqueta Brieba, na Tijuca. “A intenção é misturar a comédia de cara limpa com alguns esquetes. O elo entre eles é um talk show. Queremos levar para o palco fatos do dia a dia de uma forma bem humorada e com direito à musica. Em fevereiro, montamos o projeto pela primeira vez. Como a receptividade foi muito boa, repetiremos a dose, mas, desta vez, exploraremos mais a interatividade com o público”, explica Fedorowicz.



Local: Teatro Teatro Henriqueta Brieba
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 451 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Horário: sextas às 21h
Duração: 70 min
Preço: R$40, com meia para filipeta, estudantes, idosos e anões.
Classificação: 14 anos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A história de Steve Jobs

Líder, gestor e inventor incomparável. Steve Jobs era, acima de tudo, um herói.

Com seus conflitos e crises, sempre muito públicos, o fundador da Apple construiu não só uma carreia, mas também uma trajetória de vida e, os ditos Apple Maníacos não compravam apenas o produto de alta tecnologia e criatividade: ao adquirir um produto Apple os consumidores podiam ter um pedaço da mente e genialidade do líder que Jobs se tornou.

Todos acompanharam a caminhada de Jobs. A fundação da empresa, sua demissão, e sua luta contra o Câncer, fizeram com que os espectadores vibrassem com as vitórias e vissem a marca criada por ele como um ícone da vida e trajetória da pessoa que, com seu brilhantismo e discursos inspiradores, tocavam milhares de pessoas, que eventualmente viraram consumidores. Foi uma geração de indivíduos geração que “cresceu” com ele.

O falecimento foi como o “final feliz” da história do herói que, como todos vimos, aos poucos foi ficando cada dia mais doente, e teve até que abdicar da presidência da Apple. Pode se dizer que, ao vermos a jornada de um homem que ousou pensar diferente e ser mais do que um gestor, ousando ser um líder e ícone do seu tempo, que a história e proposição da marca Apple se tornou muito mais valiosa, já que carrega uma parte da vida e história desse homem inspirador que foi Steve Jobs.



Fonte: Storybeats