sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dicas Culturais do Fim de Semana - 14 a 16 de outubro

CINEMA



Os três mosqueteiros [The Three Musketeers 3D, EUA, 2011], de Paul W.S. Anderson (PlayArte). Gênero: ação Elenco: Mila Jovovich, Orlando Bloom, Christoph Waltz, Logan Lerman. Sinopse: Nova adaptação da obra de Alexandre Dumas, com exibição em 3D. Duração: 110 min.




A criança da meia-noite [The Moon Child, França, 2011], de Delphine Gleize. (Imovision). Gênero: drama. Elenco: Vincent Lindon, Emmanuelle Devos. Sinopse: Romain é uma “Criança da Meia Noite”, afetado desde o nascimento por uma rara deficiência genética que o torna incapaz de se expor à luz do dia. Classificação: 12 anos.




Não tenha medo do escuro [Don’t Be Afraid of the Dark, EUA, 2010], de Troy Nixey (Vinny Filmes). Gênero: horror. Elenco: Katie Holmes, Guy Pearce, Bailee Madison, Alan Dale. Sinopse: Jovem se muda para a casa do pai e descobre criaturas em seu novo lar. Abertura nos EUA: US$ 8,6 milhões (em 26/08/2011). Dif. (segundo fim de semana): -39,7%. Acumulado nos EUA: US$ 23,4 milhões. Duração: 99 min. Classificação: 12 anos.




Qual é o seu número? [What´s Your Number?, EUA, 2011], de Mark Mylod (Fox). Gênero: comédia. Elenco: Anna Faris, Chris Evans, Ari Graynor, Blythe Danner. Sinopse: Mulher parte em uma jornada através do seu passado sexual para encontrar o homem perfeito. Abertura nos EUA: US$ 5,4 milhões (em 30/09/2011). Dif. (fim de semana): -42,3%. Acumulado nos EUA: 10,3 milhões. Duração: 106 min.




Winter, o golfinho [Dolphin Tale, Austrália, 2011], de Charles Martin Smith (Warner). Gênero: infantil. Elenco: Morgan Freeman, Ashley Judd, Kris Kristofferson. Sinopse: Um jovem golfinho perde sua cauda em uma armadilha e conta com um garoto para salva-lo e tentar persuadir um médico a criar uma prótese para que volte a nadar. Com exibição em 3D. Abertura nos EUA: US$ 19,1 milhões (em 23/09/2011). Dif. (segundo fim de semana): -27,4%. Acumulado nos EUA: US$ 49 milhões. Duração: 113 min. Classificação: livre.


Rio de Janeiro

SHOW

Alcione - Duas Faces
15 de outubro



No repertório de Duas Faces – Ao Vivo na Mangueira, músicas que marcaram a trajetória da artista e outras que nunca foram consideradas radiofônicas. Canções, no entanto, que seu público, fidelíssimo, adora e conhece "de cor e salteado", como a própria faixa título. Dentre as regravações, Meu Ébano, com participação de MV Bill (que fez um rap especial para a ocasião), Basta de clamares inocência, Tem dendê/Figa Guiné, Entidade, Na mesma proporção, Poder da criação, Cajueiro velho, Jamaica a Sâo Luis, entre outras. Mulher - bombeiro (Nei Lopes) e Beco sem saída (Telma Tavares/Roque Ferreira) foram duas das poucas inéditas que a interprete apresentou no roteiro musical.

Local: Vivo Rio
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo - Rio de Janeiro – RJ
Horário: 22h
Preço: Os ingressos variam de R$30 a R$140
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados do responsável legal.


TEATRO

Desconcertados
até 28 de outubro



“É um stand-up que não é stand-up”, sintetiza o humorista Marcos Castro, tentando definir o que ele, Henrique Fedorowicz e Leonardo Reis aprontarão nas sextas-feiras de outubro, às 21h. A farra atende pelo nome de Desconcertados e será realizada no Teatro Henriqueta Brieba, na Tijuca. “A intenção é misturar a comédia de cara limpa com alguns esquetes. O elo entre eles é um talk show. Queremos levar para o palco fatos do dia a dia de uma forma bem humorada e com direito à musica. Em fevereiro, montamos o projeto pela primeira vez. Como a receptividade foi muito boa, repetiremos a dose, mas, desta vez, exploraremos mais a interatividade com o público”, explica Fedorowicz.



Local: Teatro Teatro Henriqueta Brieba
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 451 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Horário: sextas às 21h
Duração: 70 min
Preço: R$40, com meia para filipeta, estudantes, idosos e anões.
Classificação: 14 anos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A história de Steve Jobs

Líder, gestor e inventor incomparável. Steve Jobs era, acima de tudo, um herói.

Com seus conflitos e crises, sempre muito públicos, o fundador da Apple construiu não só uma carreia, mas também uma trajetória de vida e, os ditos Apple Maníacos não compravam apenas o produto de alta tecnologia e criatividade: ao adquirir um produto Apple os consumidores podiam ter um pedaço da mente e genialidade do líder que Jobs se tornou.

Todos acompanharam a caminhada de Jobs. A fundação da empresa, sua demissão, e sua luta contra o Câncer, fizeram com que os espectadores vibrassem com as vitórias e vissem a marca criada por ele como um ícone da vida e trajetória da pessoa que, com seu brilhantismo e discursos inspiradores, tocavam milhares de pessoas, que eventualmente viraram consumidores. Foi uma geração de indivíduos geração que “cresceu” com ele.

O falecimento foi como o “final feliz” da história do herói que, como todos vimos, aos poucos foi ficando cada dia mais doente, e teve até que abdicar da presidência da Apple. Pode se dizer que, ao vermos a jornada de um homem que ousou pensar diferente e ser mais do que um gestor, ousando ser um líder e ícone do seu tempo, que a história e proposição da marca Apple se tornou muito mais valiosa, já que carrega uma parte da vida e história desse homem inspirador que foi Steve Jobs.



Fonte: Storybeats

terça-feira, 11 de outubro de 2011

[Entrevista] O poder da narrativa transmídia com Jeff Gomez

Fundador da Starlight Runner e pioneiro da transmídia, Jeff Gomez, conversou com a revista Istoé DINHEIRO sobre a necessidade de inovar para capturar o olhar dos consumidores.

“Os tempos mudaram e as empresas sabem que é preciso inovar para capturar o olhar dos consumidores para seus produtos e marcas”, diz Jeff Gomez, fundador da Starlight Runner, que tem, entre seus clientes, gigantes como Disney, Coca-Cola, Microsoft, Fox e Mattel. O que atraiu todas essas empresas foi a capacidade de Gomez de criar histórias que possam ser desdobradas em diferentes mídias, a começar pela internet. E, assim, fortalecer suas marcas, angariar fãs e vender mais. Gomez é um pioneiro na criação de projetos de narrativa transmídia, em que uma história principal se desdobra em diferentes mídias, de um quadrinho a uma série online, de um filme a um game, ou vice-versa, se expandindo e ganhando, assim, novos contornos e intensidade.

Confira a entrevista:

DINHEIRO: Como o senhor define transmídia?

GOMEZ: Transmídia é um termo que não gosto de usar de forma isolada. Porque há uma certa ambiguidade sobre o que ele significa e poderia ser o mesmo que multi-plataforma ou crossmedia. Quando você o usa de forma isolada, há esse problema. Entretanto, narrativa transmídia é o termo que me sinto mais confortável em usar, porque você estabelece a noção de que está comunicando mensagens, conceitos, histórias de forma que cada plataforma diferente de mídia possa contribuir com algo novo para uma narrativa principal. Além disso, ela convida o público a participar de alguma forma ou em algum momento. Então, uma boa narrativa transmídia é aquela que se espalha por diferentes mídias, sendo que uma delas é a principal em que a maioria das pessoas vai acompanhar e se divertir, sem a necessidade de seguir o todo, mas quem o fizer terá uma experiência mais intensa.


DINHEIRO: A narrativa transmídia é uma coisa de nicho? A maior parte das pessoas terá tempo para consumir todo esse conteúdo?

GOMEZ: Esse processo está mudando e crescendo muito rápido. Há cada vez mais empresas na mídia tradicional perdendo parte da sua audiência porque as crianças, os adolescentes e mesmo os jovens adultos cada vez mais estão consumindo menos as mídias tradicionais e as trocando por internet, games e celulares. Como você traz esse público de volta é o desafio dessas empresas e, portanto, de boa parte dos anunciantes também. Os tempos mudaram e as empresas sabem que é preciso inovar para capturar o olhar dos consumidores para seus produtos e marcas.


DINHEIRO: E por que o senhor acredita que a narrativa transmídia é tão poderosa?

GOMEZ: Star Wars é um exemplo pioneiro de narrativa transmídia. E ele funciona porque, se você analisar, o conteúdo produzido hoje em dia associado à marca Star Wars é muito diferente do que foi feito antes. Tudo foi cuidadosamente coordenado e está em sintonia com os anseios do público e das possibilidades permitidas pelas novas tecnologias, uma característica de um bom projeto transmídia. E é por isso que ele continua faturando mais de US$ 1 bilhão ao ano. E há muitos outros exemplos, como Lost, Heroes, Matrix, Bruxa de Blair, Batman.


DINHEIRO: Qual foi projeto de sucesso desenvolvido pelo senhor?

GOMEZ: Em 2003, a Mattel me contratou para fazer um projeto transmídia para comemorar os 35 anos da linha de carros em miniatura HotWheels. Criamos 42 personagens, os AcceleRacers, que disputavam ferozes corridas de carro. Além de um personagem, o Doutor Tezla, que incitava uma disputa entre duas equipes de carros para encontrar uma fonte de energia que pudesse salvar o planeta. A busca se dava em um ambiente fantástico, repleto de pântanos, cavernas. As histórias que eles viviam foram um sucesso e ajudaram a elevar as vendas dos carrinhos de brinquedo em 40%. Eles continuam desenvolvendo produtos associados a esse universo até hoje, além de novos projetos transmídia. Trabalhamos em alguns outros projetos para Disney, Hasbro e Microsoft também, entre outros.


DINHEIRO: Em “Cultura da Convergência”, lançado ano passado no Brasil, o teórico Henry Jenkins criou o termo “narrativa transmídia”. No entanto, mesmo antes disso, o senhor já trabalhava em projetos desse tipo...

GOMEZ: Exatamente. Desenvolvo projetos de narrativa transmídia desde meados dos anos 90, mas não os chamava assim. É claro que tudo isso evoluiu muito nos últimos anos com as múltiplas telas, o maior acesso à internet e até mesmo o maior número de dispositivos móveis. A definição de Jenkins está em sintonia com todas essas mudanças e é o termo criado por ele que uso hoje para descrever o meu trabalho.


DINHEIRO: Historicamente, a indústria do entretenimento tem se envolvido mais com projetos de narrativa transmdia. Qualquer tipo de marca ou produto pode tirar vantagem de um projeto desse tipo?

GOMEZ: Sim, mas há aquelas situações em que a estratégia funciona melhor. A marca ou a história a ser contada precisa ser grande, icônica, para ser desdobrada em diferentes mídias. Uma empresa de sabonetes, por exemplo, precisa entender a essência do seu produto, para que possa se construir uma grande história em torno dessa essência. A partir disso, é possível criar uma série de coisas muito interessantes, não tenho dúvida. Já criamos um universo em torno de um refrigerante, no caso a Coca-Cola, com a Fábrica da Felicidade dentro das máquinas. Então, é sempre possível.


Fonte: Istoé Dinheiro