sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dicas Culturais do Fim de Semana - 8 a 10 de julho

CINEMA



Cilada.com [Brasil, 2011], de José Alvarenga Jr. (Downtown/Paris). Gênero: comédia. Elenco: Bruno Mazzeo, Fernanda Paes Leme, Mauro Mendonça. Sinopse: A namorada de Bruno descobre que ele a traiu. Como vingança, ela resolve colocar no YouTube um vídeo de uma transa do casal. Duração: a definir. Classificação: 14 anos.




Corações perdidos [Welcome to the Rileys, Reino Unido/EUA, 2010], de Jake Scott (Imagem). Gênero: drama. Elenco: James Gandolfini, Kristen Stewart. Sinopse: Um homem mais velho se relaciona com uma jovem à deriva. Duração: 110 min. Rio de Janeiro e São Paulo




Daquele instante em diante [Brasil, 2011], de Rogério Velloso (Itaú Cultural). Gênero: documentário. Sinopse: Documentário musical sobre a trajetória do músico Itamar Assumpção, desde os anos da vanguarda paulista na década de 1980 até a sua morte aos 53 anos. Duração: 110 min.




Gainsbourg – O homem que amava as mulheres [Serge Gainsbourg, vie heroique, França, 2010], de Joann Sfar (Imovision). Gênero: drama. Elenco: Eric Elmosnino, Lucy Gordon, Laetitia Casta. Sinopse: Cinebiografia do ícone musical francês Serge Gainsbourg. Duração: 130 min. Classificação: 16 anos. Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.




O ursinho Pooh [Winnie the Pooh, EUA, 2011], de Stephen J. Anderson e Don Hall (Disney). Gênero: animação. Sinopse: Novo longa de animação protagonizado pelo célebre personagem criado por A. A. Milne.


Rio de Janeiro

TEATRO

Hermanoteu na Terra de Godah
9 e 10 de julho



Há 15 anos usando o humor para conquistar o público brasileiro, a Cia. de Comédia Melhores do Mundo volta ao Vivo Rio para apresentar seu mais conhecido espetáculo nos dias 09 e 10 de julho. Seguindo a linha de sátiras da grupo, Hermanoteu na Terra de Godah visita a diversidade fantástica do Livro dos livros. Entre as densas páginas do Antigo Testamento, encontramos Hermanoteu, nosso pacato protagonista, perambulando por domínios romanos entre pestes, bárbaros e deuses pagãos. Quando o homem enfrentava a ira de um deus menos complacente, Hermanoteu, irmão de Micalatéia e típico hebreu do ano zero – camarada, bom pastor e obediente –, recebe uma missão divina: guiar Seu povo à Terra de Godah.

Local: Vivo Rio
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo - Rio de Janeiro – RJ
Horário: sábado, às 21h30 | domingo, às 20h30
Preço: Os ingressos variam de R$20 a R$100
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados do responsável legal.


EXPOSIÇÃO

Coloridos Sentados, Lilás em Pé
de 8 de junho a 10 de julho

Com curadoria de Walter Firmo, a Caixa Cultural Rio de Janeiro abriga, até 10 de julho, a exposição Coloridos Sentados, Lilás em Pé, composta por 75 imagens feitas por 23 fotógrafos. Entre os fotógrafos estão Ana Paula Linhares, Pedro Lopes, Marcia Oliveira e Walter Firmo.

O evento é dividido em dois temas: Um Jeito Carioca, que mostra aspectos menos convencionais do povo carioca, e Vestígios, com recortes e marcas da cidade que muitas vezes podem passar desapercebidos. As imagens mostram as particularidades de cada fotógrafo, que buscaram despertar um olhar diferenciado sobre o lugar em que vivem.

Local: Centro Cultural Caixa Cultural - Espaço Livraria
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 - Centro – Rio de Janeiro - RJ
Horário: de terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21
Preço: Entrada Franca
Classificação: Livre

quinta-feira, 7 de julho de 2011

[Entrevista] Alexandre Keese

Ele é conhecido no mundo fotográfico especialmente pelas manipulações de imagens feitas com o Adobe Photoshop. Além disso, é apresentador do PhotoPro TV: Podcast sobre Photoshop e organizador do Photoshop Conference.

Alexandre Keese (@alekeese) acredita que todo fotógrafo deve conhecer o Photoshop – até mesmo para melhorar a produtividade e o fluxo de trabalho – mas que devemos tomar cuidado para a edição não ficar tão evidente, porque o “melhor elogio” vem quando o conceito da imagem é passado e o aplicativo fica em segundo plano.

Confira abaixo a entrevista que o site Fotografia DG fez com essa referência da fotografia.

1 – Como e quando começou o seu interesse por manipulação de imagem?

Já faz muito tempo… Eu tinha 15 anos quando meu pai comprou nosso primeiro Macintosh da Apple, naquela época, ter um computador era algo raro e o custo era alto, mas, como ele trabalhava com artes gráficas, fazia parte da evolução do negócio. E com 15 anos você pode imaginar o quanto, para mim, era interessante ver e poder mexer no computador, que para minha felicidade tinha um Photoshop e foi o programa que mais chamou minha atenção. Por isso, comecei me divertindo e depois acabei evoluindo e criando uma verdadeira paixão pelo aplicativo.

2 – Por que é importante para o fotógrafo saber lidar com o Photoshop?

Eu acredito que o Photoshop é uma ferramenta super importante para qualquer fotógrafo, pois com ele é possível que o profissional faça os ajustes finos, fusões e assim torne sua imagem mais atraente. Acho também que se o profissional conhecer o Photoshop, vai conseguir mais produtividade em seu fluxo de trabalho, pois, ao conhecer o processo de edição de imagens, pode capturar as imagens de forma correta e assim facilitar seu trabalho.

3- Quais as vantagens e desvantagens do uso do Photoshop em relação ao Lightroom?

Cada um dos programas tem um propósito. O Lightroom é um super banco de dados e ao mesmo tempo permite ajustes avançados e distribuição de conteúdo com poucos cliques. Alia também uma grande produtividade para quem trabalha com muitas imagens em seu dia a dia. Agora, se o profissional precisa desenvolver uma fusão, como encontramos com frequência na publicidade, o Photoshop é quem assume o trabalho e faz dele seu diferencial.
Agora, imagine se o profissional, seja da fotografia ou tratamento de imagens, une o poder de fogo dos dois aplicativos, conseguimos algo sem igual, permitindo que qualquer limite criativo seja alcançado.
No meu dia a dia, eu uso os dois aplicativos, pois, como adoro fotografar, uso o Lightroom para gerenciar minhas imagens, e depois o Photoshop para o tratamento e fusão, criando sem limites e, claro, me divertindo durante todo o tempo!

4 – Como surgiu a parceria com o fotógrafo Brasilio Wille ?

O Basilio é uma pessoa muito especial, um fotógrafo super talentoso e um grande mestre que tem compartilhado comigo seu conhecimento e a quem considero um grande amigo. Digo sempre para ele que é uma amizade valiosa como poucas que vou encontrar em minha vida, alguém com quem tenha tanta sinergia e respeito.
Eu conheci o Brasilio durante uma palestra em Curitiba. Ambos éramos palestrantes e trocamos cartões, depois eu voltei para Curitiba e começamos a conversar e até hoje não passa uma semana sem um contato. Com isso, veio a parceria, ministrando treinamentos juntos. Fizemos nosso primeiro DVD sobre fotografia conceitual e pode ter certeza que muito mais está por vir!

5 - Como a internet com seus blogs e redes sociais ajuda ou atrapalha no ensino do Photoshop e da manipulação digital?

A Internet é uma poderosa ferramenta, permitindo reduzir barreiras e aproximar as pessoas. Só consigo ver vantagens em seu uso, ou pelo menos na forma como eu a uso. Ferramentas como Twitter e Facebook também ajudam a divulgar o trabalho e descobrir tendências sobre tratamento, edição e fusão de imagens. Mas eu uso a internet como ponto de partida para descobrir e começar algo, depois me aprofundo com livros, DVDs, participando de eventos, cursos etc.

6 – Quais as suas referências, em quem você se inspira?

O Brasilio, como já disse, é uma grande inspiração na parte de fotografia, assim como o Cacalo, que tem um trabalho maravilhoso e é uma pessoa super especial por quem tenho muito carinho; o Thales Trigo, um mestre que domina a fotografia como poucos; Clicio Barroso na parte do Lightroom; Daud Pacha, o fotógrafo carioca que faz fotos sociais lindas!
Na parte do Photoshop, existem grandes autores, como por exemplo o Jack Davis, com quem tenho uma grande amizade, Ben Willmore e Scott Kelby também são pessoas que agregam demais e a quem tive o prazer de conhecer e conversar pessoalmente algumas vezes. Na parte de edição de imagens, também tenho meus ídolos, sejam empresas ou pessoas, como o Márcio Negherbon, da Meca, o time da Seagulls Fly, Daniel Xavier, Fujocka, sem contar diversos profissionais talentosos que conheci durante o Photoshop Conference ou treinamentos que ministro por todo o país.

7 - Quantos livros e DVDs já escreveu sobre Photoshop e Manipulação de imagem?

Eu tenho um livro chamado Adobe Photoshop Tratamento & Edição Profissional de Imagens, que hoje está em sua terceira edição e foca em 10 capítulos o processo de tratamento, explicando como analisar uma imagem, qual ferramenta escolher e como montar um fluxo profissional. De minha autoria tenho também dois DVDs, um falando sobre Canais, Máscaras e Seleções, que são fundamentos essenciais do Photoshop e necessários para qualquer usuário, e outro chamado 100% Photoshop CS5, que apresenta diversas dicas usando as novidades presente na mais recente versão do aplicativo. Por último, tenho o DVD Fotografia e Photoshop, a Arte da Imagem Conceitual feito em parceria com o Brasilio, que ficou show!

8 – Quais leituras você indica – nacionais e internacionais – sobre o Photoshop e manipulações de imagem?

Para quem está começando, indico o Guia Autorizado da Adobe – Adobe Photoshop CS5 – Classroom in a Book. Agora, se você já conhece Photoshop, precisa se aprofundar em conceitos, a indicação são dois livros: o meu sobre tratamento e o livro 10 fundamentos, do Clicio Barroso.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Crie sua câmera Pinhole

Pinhole é um processo alternativo de fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais. A câmera artesanal pode ser construída facilmente utilizando materiais simples e de poucos elementos. O nome inglês Pinhole ou Pin-Hole traduzido como “buraco de agulha” por ser uma câmera fotográfica que não possui lentes, tendo apenas um pequeno furo (de agulha) que funciona como lente e diafragma fixo no lugar de uma objetiva. Também conhecida como câmera estenopeica, a pinhole é basicamente um compartimento todo fechado onde não existe luz, ou seja, uma câmara escura com (normalmente um) pequeno orifício. A diferença básica da fotografia pinhole para uma convencional está na sua óptica. A imagem produzida por uma pinhole apresenta uma profundidade de campo quase infinita, ou seja, tem um foco suave em todos os planos da cena (tudo está focado).



Existem pinhole de lata, de caixa de fósforos, de sapatos e até de casca de ovo! Pode dar nome, criar formas, decorar por fora, pirar por dentro. Dependendo de como você colocar o papel fotográfico ou filme dentro, a foto pode sair reta, redonda, em forma de coração, de estrela, em tiras!'. Na verdade, nem tudo pode. Aqui vão umas regras para fotografar com a pinhole:

- Prefira fazer a exposição (tirar a foto) ao ar livre. Se for um dia de sol, a janelinha fica aberta de 30 segundos a 1 minuto. Se nublado, o tempo aumenta para de 2 a 4 minutos.

- Quanto maior a câmera, maior o tempo de exposição, porque a luz enfraquece à medida que viaja do furinho até a parede onde está o papel.

- Se o furo estiver longe do material sensível à luz, mais próxima fica a imagem (mesmo efeito daquelas lentes especiais de fotógrafos, sabe?). E, quanto mais perto o furo, mais 'coisa' entra na foto, pois o ângulo de visão é maior.

- Quanto maior o orifício, menor tem de ser o tempo de exposição à luz. Porém, menos nitidez haverá na foto: ficará tudo mais, digamos, borrado.

- Como os tempos de exposição são longos, para a foto não sair tremida, a dica é apoiarmos a câmera em uma superfície fixa.


Agora que você já sabe o que é e como utilizar, segue o passo a passo da construção de uma pinhole para você sair fotografando por aí:

Você vai precisar de:
- Caixa de sapato (ou outra que você quiser)
- Parte debaixo de embalagem de alumínio para comida
- Agulha nº 9 ou nº 10
- Lixa 320 ou 400
- Papel preto fosco tipo Color Plus
- Tesoura
- Estilete
- Papéis fotográficos preto e branco
- Papel vegetal
- Cola
- Canetinha preta
- Pano para escurecer a câmera de papel vegetal

1. Pinte as esquinas da caixa com canetinha preta. Recorte o papel preto nos tamanhos das laterais, do fundo e da tampa da caixa. Cole tudo bem rente e veja se não está vazando um branquinho em alguma parte.


2. Recorte uma pequena janela na tampa da caixa e pinte a borda toda do buraco. Dica: se fizer mais de uma janela, será como se você tivesse várias lentes em uma mesma câmera! Veja no que dá!


3. Com um pedaço do alumínio recortado um pouco maior do que o tamanho da janela, fure com a agulha um pequeno orifício. Depois, passe a lixa no lado oposto que foi feito o furo. Ainda desse lado, enfie a agulha novamente e gire uma vez para garantir que o furo fique bem redondo.


4. Com fita isolante, grude o papel com o furo na parte de fora da janela (da tampa).


5. Para a luz não escapar, encape com fita isolante a parte de cima da caixa e da tampa. Com a mesma fita, faça por fora uma cortininha na ponta da janela para que possa abrir e fechar: esse é o mecanismo de tempo de exposição à luz.


Na hora de colocar o papel em que vai sair a foto, tem de estar tudo escuro! Luz apagada, cortinas fechadas! A parte fosca do papel fica colada na parede da caixa e a parte brilhante (a mais lisinha) fica de frente para o furo. Colocado o papel, passe fita isolante ao redor da tampa, para impedir luz pelas frestas. Quando a foto acabar, ou seja, quando tiver fechado a janelinha, não abra a caixa! Aí você podem levar ao laboratório. Nem todos perto de casa fazem essa revelação, que é em preto-e-branco. Por isso, pergunte antes na loja.

Quem ensinou: O fotógrafo e professor André Spinola e Castro. Na dúvida, enviem um e-mail ao André, no andre@rever.fot.br

Aprenda também a fazer uma Pinhole com caixa de fósforo e veja os resultados!



Fontes:
Revista Crescer
Blog Espelho Secreto
Marcos Campos