quarta-feira, 8 de junho de 2011

O perfil do aluno de EAD


Os cursos de ensino a distância são voltados para aqueles que estão fora das áreas concentradas de escolas e universidades, além de ajudar aqueles outros que estão em um centro urbano, mas que não dispõem de tempo, meio de transporte, que moram longe ou que não têm uma rotina fixa. Os cursos levam em conta o público a que se direciona, levantando dados sobre idade, perfil cultural e socioeconômico. A partir destas informações são produzidas metodologias pedagógicas e pensados os recursos didáticos que serão úteis como mídias e softwares. Tudo isso é realizado por uma equipe de pedagogos, comunicadores e especialistas em informática.

A internet facilitou muito na divulgação, reconhecimento e metodologia de ensino dos cursos. Hoje, a maioria deles usa a internet como principal instrumento de trabalho. Por tratar com tecnologia, os professores têm que ser preparados de forma a ensinar satisfatoriamente os alunos na condição em que se encontram: longe. Os cursos são vários, existem até aqueles que ensinam professores a darem aulas a distância em cursos a distância.

Os alunos que se prestam a encarar um estudo “virtual” devem estar certos de que podem administrar bem o tempo que tem, além de ter um perfil dinâmico, independente e disciplinado. Por mais que os cursos ofereçam suporte de professores, é preciso ter em mente que esse tipo de método exige que o aluno seja um tanto quanto autodidata.

Para estudar à distância, é preciso muita disciplina e concentração, por isso a EAD funciona melhor com pessoas mais velhas, que tem mais facilidade de estabelecer um horário e concentrar-se sem ter o professor ao lado.

A EAD não surgiu para tomar o lugar dos cursos presenciais, e sim para ser uma outra opção; claro, para pessoas que tem o perfil, pois a EAD não é fácil, como afirmam alguns desavisados, não é educação de segunda mão: é coisa séria, é preciso dedicação, e esta dedicação só depende de você mesmo, porque não há o professor o tempo todo te cobrando pra você estudar e fazer as tarefas.

Ainda tá na dúvida se você tem o perfil? Faça o teste!

Fontes:
Perfil dos alunos, por Marla Rodrigues

Sobre o perfil de um aluno EaD, por Lizena Cescon

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pense bem antes de copiar e colar

A Unesp é umas das primeiras universidades do Brasil a adquirir um software que ajuda a prevenir o plágio em trabalhos acadêmicos. A ferramenta equipara um determinado texto a uma base de dados ampla - que inclui milhões de teses e dissertações, livros, artigos, revistas científicas e sites - para identificar possíveis imitações de trabalhos já publicados.

O programa é destinado aos professores da instituição, sobretudo aos que lecionam na pós-graduação, e já está disponível em toda a Universidade. O software Turnitin, desenvolvido pela empresa americana IParadigms, não precisa ser instalado no computador. Para acessá-lo, é necessário um cadastramento com os bibliotecários das unidades, que fornecerão nome de usuário e senha.

Na prática, o professor submete um texto ao sistema de busca que verificará possíveis semelhanças com outras publicações. Os trechos parecidos ou idênticos são destacados em cores, que variam de acordo com a quantidade de palavras iguais encontradas, frequência e tamanho das citações e relevância do trecho copiado para o conjunto do trabalho.

"A iniciativa é tomada num momento em que o mundo discute questões referentes à qualidade e à ética na pesquisa", declara o professor Carlos Roberto Grandini, da Comissão de Permanente de Avaliação (CPA). Segundo ele, a ferramenta também tem um papel didático, já que permite criar salas virtuais de correção dos arquivos para ensinar os alunos a fazer corretamente uma citação.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) é uma das instituições nacionais que já negociam com o fabricante a adoção do Turnitin. A USP e a Unicamp também discutem a aquisição dessa e de outras ferramentas com o mesmo propósito.

*Publicado no Jornal da Ciência


Para ajudar você a utilizar as citações corretamente, nós da Biblioteca ESPM Rio, preparamos uma apresentação para tirar todas as suas dúvidas:

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Direitos autorais versus digitalização e preservação da memória

A importância do direito à informação ou do direito ao conhecimento é enfatizada cada vez mais por quem trabalha em prol do desenvolvimento, pela sociedade civil, por acadêmicos, pela mídia e pelos governos. Que direito é esse, trata-se realmente de um direito e como os governos procuram aplicá-lo?

Entrevista: Alexandre Pesserl, UFSC from FLi Multimídia on Vimeo.


De acordo com a lei de direito autoral vigente no Brasil, passar as músicas de um CD comprado para o próprio Ipod não é permitido. Apenas oito situações descritas em artigos do código não são consideradas ofensas ao direito de autor, como “a reprodução de pequenos trechos da obra”. Mas como definir o que é um pequeno trecho para um quadro ou uma fotografia, por exemplo? A questão colocada pelo especialista em direito autoral, o advogado Alexandre Pesserl, do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (Gedai/ UFSC), é um dos muitos argumentos usados pelos defensores de uma reforma urgente na legislação.


O livro "Liberdade de Informação: um estudo comparado" de Toby Mendel
busca fornecer um relatório acessível das leis e das práticas que dizem respeito à liberdade de informação e uma análise do que está funcionando e por que. O livro é distribuído gratuitamente pela Unesco, para baixá-lo clique no link.



Fontes:
Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais
Blog Ebooks Grátis

Saiba mais:
Digitalização de livros gera polêmica entre acesso livre e pirataria