sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dica Cultural: Estréias do cinema

Dieta mediterrânea [Dieta mediterranea, Espanha, 2009], de Joaquín Oristrell (Imovision). Gênero: comédia. Elenco: Olivia Molina, Paco León, Alfonso Bassave. Sinopse: A história de Sofia, a melhor cozinheira do mundo, e dos dois homens que ajudaram a transformá-la numa lenda. Duração: 100 min. Classificação: 14 anos.


Desenrola [Brasil, 2010], de Rosane Svartman (Downtown/Riofilme). Gênero: comédia. Elenco: Marcelo Novaes, Letícia Spiler, Pedro Bial, Kayky Brito. Sinopse: Priscila tem 16 anos e ainda é virgem. Quando a mãe viaja a trabalho por 20 dias, deixando a casa, pela primeira vez, só para ela, tudo pode mudar. Duração: 88 min. Classificação: 12 anos.


O mágico [L’illusioniste, França/Inglaterra, 2010], de Sylvain Chomet (PlayArte). Gênero: animação. Sinopse: Forçado a aceitar tarefas cada vez mais obscuras, como se apresentar em bares falidos e festas no jardim, um mágico conhece uma jovem fã que muda sua vida para sempre. Duração: 80 min. Classificação: 12 anos.


A morte e vida de Charlie
[Charlie St. Cloud, EUA, 2010], de Burr Steers (Universal). Gênero: drama. Elenco: Amanda Crew, Zac Efron, Kim Basinger. Sinopse: Charlie é coveiro do cemitério onde o irmão Sam, morto em um acidente de carro pelo qual ele foi responsável, está enterrado. Abertura nos EUA: US$ 12,1 milhões (em 30/7/2010). Dif. (segundo fim de semana): -62% Acumulado nos EUA: US$ 28,7 milhões Duração: 99 min. Duração: 99 min Classificação: 12 anos.


As viagens de Gulliver [Gulliver's Travels, EUA, 2010], de Rob Letterman (Fox). Gênero: comédia. Elenco: Jack Black, Emily Blunt, Jason Segel. Sinopse: Versão cômica do clássico de Jonathan Swift, em que o escritor Lemuel Gulliver sai em missão às Bermudas e acaba na ilha de Liliput, habitada por uma raça de seres minúsculos. Com exibição em 3D. Duração: 93 min. Classificação: livre.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Brasileiros criam rede social para garimpar compras em e-commerce

Por Robison dos Santos para IDG Now

Ainda em beta, Frugar permite que pessoas troquem impressões e opiniões dentro de uma base com 1,5 milhão de produtos disponíveis na web.
Uma rede social que usa produtos para conectar pessoas. Assim é o Frugar, rede social concebida no Brasil e que, em beta desde novembro, vem sendo testada por brasileiros que comentam - e leem comentários - sobre produtos antes de abrir a carteira e passar o cartão de crédito.

“É uma rede de opiniões sobre produtos, onde as pessoas podem escrever sobre o que gostaram e recomendar aos amigos”, define Paulo Lerner, CEO e um dos sócios da Kleintech, a empresa por trás do site.

“O usuário brasileiro gosta do social, de compartilhar ideias. A própria ideia do site surgiu da percepção de que as pessoas gostam de trocar experiências, e os produtos são parte significativa da experiência de vida”, acrescenta.

“Vimos que o e-commerce, no Brasil, cresce a números assustadores”, ressalta o publicitário Rodrigo Waissman, também sócio da empresa, junto com Jacob Golder e Eduardo Klein. “Pensamos: por que não podemos transformar o interesse em redes sociais em algo prático? Estamos fazendo justamente isso: trazendo o social para o shopping”, define.

No Natal, segundo a consultoria e-bit, as vendas do comércio eletrônico brasileiro chegaram a 2,2 bilhões de reais – resultado 40% maior que o de 2009. Em setembro de 2010, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio) anunciou que, nos sete primeiros meses do ano passado, as lojas de e-commerce faturaram 7,8 bilhões de reais, mais que a venda combinada de todos os shopping centers da Grande São Paulo.

O Frugar faz esse casamento entre compras e rede social por meio de coleções. No site, o usuário pode criar coleções de produtos, com base em qualquer tema que tenha em mente – livros, eletrônicos, produtos para bebê.

Essas coleções podem ser compartilhadas com amigos, pessoas escolhidas ou o público em geral – que podem contribuir com suas opiniões e novas indicações.

Outro diferencial é que o Frugar já nasce no ambiente móvel. Além da web, a rede social conta com um aplicativo para iPhone, disponível na loja virtual iTunes.

A integração com redes sociais já consolidadas também não foi esquecida. “O usuário pode se conectar ao Frugar usando sua conta do Facebook ou do Twitter”, revela Waissman. “E ele poderá publicar as ações que realizar no Frugar nas duas redes.”

Segundo os sócios, o Frugar foi concebido para operar no Brasil e nos Estados Unidos. Inicialmente, no entanto, ele está aberto apenas no Brasil. “Queremos amadurecer o produto no País,”, explica Lerner. O lançamento nos EUA está previsto para ocorrer até março.

O desenvolvimento do Frugar começou há 18 meses. Para tanto, a Kleintech afirma ter captado 2 milhões de dólares com investidores brasileiros. Desde novembro, o site funciona em beta, mas isso não impediu que cerca de 3 mil internautas descobrissem o site e fizessem cadastro.

Os produtos disponíveis para escolha no Frugar vêm de uma base de 1,5 milhão de itens, obtidos das bases de dados de cerca de 20 grandes lojas de comércio eletrônico.

Vem daí, aliás, uma das fontes de receita do site. Um clique no produto leva a uma ou mais lojas virtuais que o oferecem. “Nós somos remunerados pelos cliques”, diz Waissman.

Por enquanto, os usuários não podem cadastrar novos produtos além dos que já são oferecidos pelo site. “Mas estamos trabalhando nisso”, afirma o CEO.

Segundo os sócios, a renda será completada com links patrocinados e venda de publicidade.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Como a segurança online impacta a rentabilidade do comércio eletrônico

Por Mauricio Kigiela para B2B Magazine

Não é de hoje que ouvimos dizer que a internet é um meio promissor para a realização de negócios. Ano após ano, são divulgadas informações – sempre animadoras – sobre o crescimento do comércio eletrônico. Em 2009 as vendas pela internet cresceram 30 % só no Brasil, totalizando R$ 10,6 bilhões. Foram mais de 4 milhões de pessoas que fizeram a primeira compra pela internet.
Nos Estados Unidos - país mais maduro em negócios via internet - a cifra é astronômica, o faturamento em 2009 foi de USD 155 bilhões. Nós só estamos engatinhando por aqui.
Historicamente, nos Estados Unidos, as pessoas compram a distância; o primeiro catálogo impresso foi lançado há mais de 250 anos. Quando surgiu a internet, as empresas apenas migraram seus catálogos de papel para o eletrônico e a adaptação à Internet foi praticamente imediata. No Brasil, a história é diferente:
Somos mais de 70 milhões de usuários de internet. Destes, cerca de 40 milhões acessam suas contas bancárias pela rede mundial: digitam o código da agência, o número da conta e sua senha, para acessar dados confidenciais e importantes para sua vida. Mas apenas 17 milhões de pessoas já realizaram ao menos uma compra pela internet.
A pergunta que eu faço é: o que motiva mais de 23 milhões de pessoas a terem coragem de checar seus extratos e pagar contas via internet, e a não realizarem compras?
Diariamente nós vemos na TV, no jornal e ouvimos de amigos que algum cartão de crédito foi clonado, que alguma conta corrente foi invadida por hackers e o dinheiro foi todo roubado ou que uma quadrilha realizou fraudes milionárias, tudo pela internet. Afinal, 83% dos sites possuem algum problema de segurança que possa comprometer os dados armazenados.
Para completar, a ansiedade de usar o produto imediatamente, a preocupação de não receber o produto comprado, a insatisfação de pagar pelo frete, a incerteza de ter comprado o produto correto e a insegurança de que hackers roubem suas informações pessoais e os dados de cartão de crédito, são decisivos para consumidores mais cautelosos não realizarem compras pela internet.
Por outro lado, a internet é um ambiente muito favorável às compras, pois você pode fazê-la sem vendedores ficarem empurrando produtos, sem pegar trânsito ou pagar estacionamento, e a qualquer hora e em qualquer dia da semana, afinal a internet nunca fecha. Mas o processo de decisão de realizar a primeira compra via internet não é tão simples assim.
Desta forma, o usuário inicia o uso da internet comparando preços, buscando informações sobre produtos, mas não compra pela internet. Acaba realizando a compra em lojas físicas, na rua ou no shopping, muitas vezes com a informação obtida na internet impressa em papel para garantir que está comprando o mesmo produto, pelo mesmo preço.
Com o tempo, estes consumidores mais cautelosos, acabam recebendo referências de experiências positivas de amigos e colegas de trabalho que usam a internet para realizar compras.
E é aí que os lojistas virtuais precisam estar atentos: mesmo que aquele consumidor esteja inclinado a fazer sua primeira compra online, qualquer item que o faça sentir inseguro é motivo para que ele cometa o drop down, ato de abandonar o carrinho de compras com produtos, antes de realizar o pagamento. Ou seja, venda perdida.

O consumidor precisa de uma justificativa para realizar a primeira compra na internet
É por isso que os comparadores de preços informam, além do preço – é claro – dados sobre a loja virtual, como: opiniões de outros consumidores, rating ou classificação do seu atendimento, e certificações sobre a existência de uma empresa idônea por trás de uma loja virtual.
Mas isso não é suficiente. Cerca de 35% dos abandonos de carrinho de compras são ocasionados pelo receio de digitar os dados de cartão de crédito, pois hackers poderão cloná-lo e causar prejuízos ao consumidor.

Os sites de busca e comparadores de preços, na sua maioria, não mostram se os sites são blindados contra hackers, para ajudar os consumidores a escolher onde comprar
Por isso, as lojas precisam promover sua segurança, exibindo selos de proteção contra hackers, demonstrar de forma clara sua política de trocas e devoluções e, principalmente, como o consumidor poderá contatar a loja em caso de problemas. Afinal, a loja é virtual, mas a compra é real.
Conforme pesquisas, 70% dos internautas compram somente se a loja apresentar selos de segurança. Isso significa que a taxa de conversão (percentual entre a quantidade de visitantes e a quantidade de pedidos do website) pode ser positivamente afetada se o consumidor se sentir seguro durante a navegação. Segurança e credibilidade são pontos primordiais para que um site de e-commerce tenha sucesso.