quarta-feira, 15 de setembro de 2010

As marcas dos partidos


Em períodos eleitorais passamos a notar com mais frequência o gigantesco trabalho de marca e comunicação desenvolvido pelos partidos políticos. As siglas e símbolos de PT, PSDB, PMDB, PV, PSTU e tantas outras, ganham evidência e nos fazem refletir sobre seus conteúdos e comportamentos.

É válido notar que as cores e tipografias refletem fielmente a ideologia de cada partido, mostrando que no universo do design nada é aleatório, sem propósito. A marca de cada um vem carregada de conceitos e valores que são transmitidos aos eleitores de forma a angariar cada vez mais adeptos.

Em especial com as transformações ocorridas nos últimos tempos em relação à lei eleitoral - que cerceou e muito o uso de ferramentas de marketing promocional - as marcas tornaram-se o principal elo de comunicação entre partidos e eleitores. Elas são o chamariz do público para a exposição mais ampla de suas idéias - hoje disponíveis maciçamente na internet e nas chamadas mídias sociais.

Talvez o ponto mais interessante a ser notado no comportamento das marcas políticas é a maneira explícita em que são apresentadas e defendidas suas ideologias. Basta acompanhar um debate informal entre militantes para notar a veemência com que as ideias são defendidas. Não é para menos que em alguns momentos percebemos ânimos exaltados e discussões acaloradas.

Esse comportamento se deve à maneira como as marcas se comportam, mostrando de forma bastante objetiva o que as pessoas ganhariam ao serem partidárias dos mesmos ideais. Em outras palavras, o partido ou candidato que se elege é aquele que expôs as propostas, identificou os problemas e apontou soluções mais próximas da realidade das pessoas.

Estes ensinamentos podem muito bem ser aplicados ao universo das marcas privadas. Identificar um nicho, um público, e dialogar com ele de modo claro e enfático parece a melhor maneira de desenvolver e oferecer exatamente o que ele precisa. Enxergar suas reais necessidades e propor algo dentro das suas expectativas é o que todas as marcas devem buscar.

Assim como os políticos, as marcas também devem ser carregadas de promessas. Elas significam que haverá um benefício em troca da confiança de ter sido escolhida. É a vantagem obtida pelo consumidor que optou pela marca X e não pela Y no ato da compra.

Entretanto, promessas devem ser cumpridas. Se ao depositar a confiança, o consumidor ou eleitor notar que não foi atendido à contento, sua principal resposta será a de não optar mais por um candidato ou produto/serviço que não honrou com sua palavra. Neste contexto, só prometa o que tem certeza que poderá cumprir.

Em contrapartida, se este ciclo de confiança não for zelado, o benefício principal será a fidelização e, principalmente a propagação de suas benfeitorias. Algo que, infelizmente tem sido cada vez mais raro na política.

Fonte: Jornal do Commercio

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Google vai mostrar apuração das eleições em tempo real

Este ano, os resultados da corrida eleitoral estarão mais próximos da população. Por meio de uma parceria entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Google, o eleitor poderá companhar a apuração dos votos através do Google Earth assim que começar a contagem.

A ferramenta mostrará a quantidade de votos para presidente, governador e senador, e ficará disponível em um link que o TSE vai disponibilizar no dia 3 de outubro. O eleitor poderá consultar o movimento das disputas locais nas 26 capitais e no Distrito Federal.

Ao clicar em um estado, a ferramenta levará a um ponto turístico da capital e mostrará dados dos dois candidatos mais votados para governador e senador. Para acompanhar a disputa federal, basta clicar no link correspondente a Brasília, através do qual será mostrada a porcentagem de votos até aquele momento.

As informações são da Agência Brasil

Fonte: AdNews

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Campanha on-line amplia debate, dizem cientistas políticos

Nas eleições deste ano, os mais de 21 mil candidatos terão a chance de usar vários recursos da internet para ampliar o alcance das suas campanhas. Vistos com desconfiança por uns e como uma aposta vencedora por outros, blogs, e-mails, sites e redes sociais poderão aumentar a participação do eleitorado no debate político.

A reforma da legislação eleitoral, aprovada no ano passado (Lei 12.034/09), ampliou as possibilidades de uso da internet nas campanhas. Antes, os candidatos só podiam utilizar as próprias páginas e as dos partidos para veicular material de campanha. Agora, além da autorização para utilizar os diversos meios de interação da rede, os candidatos podem até mesmo receber doações on-line de eleitores (pessoas físicas) por meio de cartão de crédito.

Um exemplo do aumento da demanda popular por mais participação no debate político é a aprovação do Projeto Ficha Limpa, que surgiu de iniciativa popular amparada por cerca de 1,3 milhão de assinaturas. "A internet já está influenciando a organização das campanhas e os próprios formadores de opinião", afirma o mestre em ciência política Francisco Brandão, que desenvolve tese de doutorado sobre o assunto. Ele diz que, além de estimular a interação entre candidatos e eleitores, as ferramentas da web podem servir para alimentar os debates e a própria propaganda eleitoral tradicionalmente realizada no rádio e na televisão.

Para a cientista política e professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) Maria do Socorro Braga, embora a internet permita mais informações e em tempo real, muitas vezes a credibilidade pode ser posta em xeque. Recentemente, segundo pesquisa divulgada pelo Ibope, houve um aumento significativo do número de pessoas conectadas à internet no Brasil, mas a credibilidade da rede como instrumento de informação ainda é menor do que a de outras fontes.

Apesar de projetar cenários promissores para o uso da internet nas campanhas, Francisco Brandão avalia que ainda é cedo para falar sobre a chance real de as campanhas on-line serem responsáveis por uma alteração no resultado final das urnas. "Por mais que os candidatos consigam sucesso em suas campanhas na internet, eles terão inevitavelmente que transpor esse sucesso para a televisão e para o rádio, sabidamente veículos de comunicação de massa, para que consigam influenciar de maneira decisiva o eleitorado", diz.

O cientista político e ex-professor da Universidade de Brasília (UnB) Octaciano Nogueira é ainda mais cético quanto ao poder de influência direta da internet no resultado final das eleições. "Quando se observa os números de audiência do rádio e da TV no Brasil, que são as maiores mídias, se tem uma visão mais acertada de como o brasileiro se informa. Isso sem falar no fato de que menos de 3% dos brasileiros lê jornal", afirma Nogueira.

Apesar das dúvidas sobre a influência da internet no voto do eleitorado, Brandão afirma que a rede vai trazer novidades ao debate. "Quando uma pessoa está na internet, inevitavelmente esbarra na campanha e em informações de cunho político. Por isso, esse veículo aparece como uma aposta boa para dar ânimo e estimular a participação em uma campanha que parece monótona", sustenta. As informações são da Agência Câmara.

Fonte: TI inside