sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Rio Info 2010, Integrando Mídias, Coisas, Pessoas e Serviços
O tradicional encontro anual de tecnologia e negócios será realizado no Hotel Windsor, na Barra, nos dias 31 de agosto e primeiro e dois de setembro. Para o coordenador geral do Rio Info 2010, Benito Paret, o desafio é promover um evento maior e melhor do que o do ano passado.
Com cenário bem diferente da crise econômica mundial de 2009, a expectativa é a melhor possível. Este ano, o Rio Info vai aprofundar as questões sobre a geração de oportunidades de negócios, tanto com rodadas nacionais e internacionais, quanto com o Salão da Inovação e os encontros de negócios temáticos envolvendo a indústria do petróleo e os grandes eventos esportivos.
Sobre o Seminário de Tecnologia, a ideia é aprofundar a discussão da questão da integração e da convergência digital, nos seus diferentes aspectos. O tema central já foi definido: “Integrando mídias, pessoas, coisas e serviços”. A principal novidade será o reforço do debate, com opiniões contraditórias e forte participação do público, como promete Luiz Carlos de Sá Carvalho, coordenador do Seminário de Tecnologia do Rio Info 2010. “Também teremos oficinas focadas em web 2.0, integração, ciência Web e outros temas quentes”, revela.
O público poderá acompanhar as principais notícias e informações por intermédio do site ou pelo twitter oficial do evento, o @rioinfo.
A mesa “Integração de Pessoas” acontece dia 01 de setembro, a partir das 9h30m durante o Rio Info 2010. O debate visa discutir diferentes questões relacionadas às redes sociais tais como: redes sociais e empresas; redes e a publicidade; redes e a mídia convencional; sustentabilidade econômica das redes; privacidade versus marginalidade; a comunicação múltipla, simultânea e superficial; sobrecarga informacional versus qualidade de vida; e a "geração Y" - fato ou "hype"?
Esta mesa será coordenada por Carlos Nepomuceno, presidente do Instituto de Inteligência Coletiva (ICO); e contará com a participação do especialista internacional Michael Nicklas, muito conhecido entre os empreendedores brasileiros de internet justamente por investir em várias iniciativas no país como Amanaiê, Startupi, Compra3, Simple Mob e Piingo. Estudou dois anos na Universidade de Coimbra e atualmente vive em Nova Iorque (EUA), onde também é sócio da Social Smart e da Thirst, bem como conselheiro global do Social Media Week, um dos principais eventos do mundo sobre mídias sociais. Tem ajudado empresas como Viacom, Univision, IBM, Nielsen e Disney a desenvolver iniciativas estratégicas de tecnologia.
Também participam do debate Sérgio Amadeu, sociólogo e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, ativista do movimento de software livre; Henrique Luiz Cukierman, especialista em redes sociotécnicas; Daniel S. Heise, fundador da Internest e presidente do Grupo Direct; e Gil Giardelli, CEO da Permission, VP da Adrenax Venture Capital e coordenador do curso de inovação digital da ESPM.
A mesa faz parte da programação do Seminário de Tecnologia, que oferecerá uma visão variada, aprofundada e questionadora em debates com participações de executivos, empresários, especialistas do mercado e da academia, pensadores, jornalistas e executivos de empresas usuárias de TI. Serão avaliadas oportunidades, riscos, demandas e possibilidades que a integração e a convergência digital podem trazer para profissionais, empresas e sociedade em geral.
Rio Info 2010
Tema: Integrando Mídias, Coisas, Pessoas e Serviços
Quando: de 31 de agosto a 02 de setembro
Local: Hotel Windsor, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Fonte: Rio Info; AdNews
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Tumblr cresce entre o Twitter e o Facebook
Postado por Jenna Wortham, The New York Times
Traduzido por Terezinha Martino
Inúmeras empresas de mídia tradicionais aderiram às redes sociais, colocando notícias e atualizando-as no Facebook e no Twitter. Mas essas empresas terão tempo e recursos para trabalhar com mais um canal da internet na sua rotina diária?
É o que espera Mark Coatney, jornalista de 43 anos, que acabou de ser contratado pelo Tumblr, um serviço de blogs que conta com 6,6 milhões de usuários.
Até o mês passado, Coatney era editor-sênior da Newsweek, à frente de um projeto da revista para se inserir no Twitter e no Facebook. No ano passado, ele decidiu adicionar o Tumblr no seu repertório. "Vi o site como uma oportunidade para falar com nosso público de uma maneira nova", diz Coatney, acrescentando que "no Twitter, o principal feedback vem principalmente do "retweeting" (encaminhamento de uma mensagem para outras pessoas). "No Tumblr o tom é muito mais de conversa."
O jornalista rapidamente atraiu seguidores no Tumblr com suas postagens provocadoras. Com frequência chegavam comentários, às vezes engraçados, outros um pouco duros - algo com que ele conseguia lidar bem porque "ninguém na Newsweek sabia o que eu estava fazendo", diz. A credibilidade que ele criou entre os usuários e o fato de a revista ter sido uma das primeiras grandes publicações a aderir ao serviço basearam a decisão do Tumblr de contratá-lo.
Mas, nos últimos meses, outras empresas de mídia também se interessaram pelo Tumblr, cujo uso é gratuito. Entre as que aderiram mais recentemente estão The Atlantic, Rolling Stone, BlackBook Media Corporation, National Public Radio, The Paris Review, The Huffington Post, Life Magazine e The New York Times.
Muitos desses meios de comunicação, no entanto, apenas criaram uma página para marcar posição. No seu novo emprego como "evangelista da mídia", o papel de Coatney, e também seu desafio, é ajudá-las a imaginar o que fazer depois. Ele descreve o Tumblr como "um espaço entre o Twitter e o Facebook".
O website permite aos usuários carregar imagens, vídeos, clipes de áudio e citações para suas páginas. Como no Twitter, os usuários podem seguir outros usuários, cujas postagens aparecem cronologicamente numa página central conhecida como painel. Os usuários indicam que gostaram de um item clicando num coração vermelho ao lado, ou fazendo um "reblogging" dele.
Uma das diferenças entre o Tumblr e o Twitter é que o novo site social não mostra quantos seguidores um usuário possui, diz David Karp, 24 anos, fundador e diretor executivo. "Não é tão importante quem o está seguindo. Não se trata de ter 10 mil seguidores. Tem a ver menos com a audiência e mais com a comunicação com uma comunidade." Além do que, diz ele, o site foi desenhado tendo a expressão criativa em mente. "As pessoas estão criando identidades e personalidades que o design do Facebook e do Twitter não permitem que você faça", diz Karp.
Para o Tumblr, que recentemente levantou US$ 5 milhões de financiamento da Spark Capital e Union Square Ventures, o interesse dos meios de comunicação é como um marca de distinção do site.
Fonte: Estadão
Traduzido por Terezinha Martino
Inúmeras empresas de mídia tradicionais aderiram às redes sociais, colocando notícias e atualizando-as no Facebook e no Twitter. Mas essas empresas terão tempo e recursos para trabalhar com mais um canal da internet na sua rotina diária?
É o que espera Mark Coatney, jornalista de 43 anos, que acabou de ser contratado pelo Tumblr, um serviço de blogs que conta com 6,6 milhões de usuários.
Até o mês passado, Coatney era editor-sênior da Newsweek, à frente de um projeto da revista para se inserir no Twitter e no Facebook. No ano passado, ele decidiu adicionar o Tumblr no seu repertório. "Vi o site como uma oportunidade para falar com nosso público de uma maneira nova", diz Coatney, acrescentando que "no Twitter, o principal feedback vem principalmente do "retweeting" (encaminhamento de uma mensagem para outras pessoas). "No Tumblr o tom é muito mais de conversa."
O jornalista rapidamente atraiu seguidores no Tumblr com suas postagens provocadoras. Com frequência chegavam comentários, às vezes engraçados, outros um pouco duros - algo com que ele conseguia lidar bem porque "ninguém na Newsweek sabia o que eu estava fazendo", diz. A credibilidade que ele criou entre os usuários e o fato de a revista ter sido uma das primeiras grandes publicações a aderir ao serviço basearam a decisão do Tumblr de contratá-lo.
Mas, nos últimos meses, outras empresas de mídia também se interessaram pelo Tumblr, cujo uso é gratuito. Entre as que aderiram mais recentemente estão The Atlantic, Rolling Stone, BlackBook Media Corporation, National Public Radio, The Paris Review, The Huffington Post, Life Magazine e The New York Times.
Muitos desses meios de comunicação, no entanto, apenas criaram uma página para marcar posição. No seu novo emprego como "evangelista da mídia", o papel de Coatney, e também seu desafio, é ajudá-las a imaginar o que fazer depois. Ele descreve o Tumblr como "um espaço entre o Twitter e o Facebook".
O website permite aos usuários carregar imagens, vídeos, clipes de áudio e citações para suas páginas. Como no Twitter, os usuários podem seguir outros usuários, cujas postagens aparecem cronologicamente numa página central conhecida como painel. Os usuários indicam que gostaram de um item clicando num coração vermelho ao lado, ou fazendo um "reblogging" dele.
Uma das diferenças entre o Tumblr e o Twitter é que o novo site social não mostra quantos seguidores um usuário possui, diz David Karp, 24 anos, fundador e diretor executivo. "Não é tão importante quem o está seguindo. Não se trata de ter 10 mil seguidores. Tem a ver menos com a audiência e mais com a comunicação com uma comunidade." Além do que, diz ele, o site foi desenhado tendo a expressão criativa em mente. "As pessoas estão criando identidades e personalidades que o design do Facebook e do Twitter não permitem que você faça", diz Karp.
Para o Tumblr, que recentemente levantou US$ 5 milhões de financiamento da Spark Capital e Union Square Ventures, o interesse dos meios de comunicação é como um marca de distinção do site.
Fonte: Estadão
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Mídias sociais transformam consumidores em parceiros
Texto de Eduardo Marques para o portal Administradores
Partindo do princípio que são as pessoas (e não os seus papéis sociais) que na internet emitem opiniões, indicam, idolatram ou destroem a reputação de algo ou alguém, porque continuará a empresa a tratar o consumidor como se fosse somente um número? Afinal, hoje a sua opinião tem meios reais de proporcionar efeitos de manada em um tempo incrivelmente curto. Como na natureza, a necessidade está criando uma mudança de atitude.
A empresa que ouve, colabora, atua junto e conhece o seu consumidor tem em troca uma pessoa que aprova, indica, se apaixona e atua junto com a marca. Uma relação harmônica onde os interesses ficam claros e todos ganham.
Resistir a essas mudanças é inútil. Há pouco tempo, no final dos anos 90, gravadoras americanas travaram uma luta contra o compartilhamento de música através do Napster. Em vez de se adaptarem às mudanças, tentaram de todo modo manter a fórmula do seu negócio ao ponto de acusar os seus consumidores (aqueles que compartilhavam música) de criminosos. Hoje, rendidos, tiveram que mudar sua fórmula.
É hora de esquecer a massificação. Pessoas são diferentes e gostam de ser tratadas como tal. Com a facilidade na aquisição de dados e com os cruzamentos de informações através de técnicas de Data Mining, hoje podemos conhecer cada vez melhor o nosso público.
Conversar, tratar e oferecer ao consumidor o que ele deseja está mais fácil do que nunca. Enfim, a possibilidade de transformar consumidor em parceiro quebra um paradigma e abre uma oportunidade. O que sua empresa irá fazer? Nadar contra a maré ou aceitar o novo mundo?
Partindo do princípio que são as pessoas (e não os seus papéis sociais) que na internet emitem opiniões, indicam, idolatram ou destroem a reputação de algo ou alguém, porque continuará a empresa a tratar o consumidor como se fosse somente um número? Afinal, hoje a sua opinião tem meios reais de proporcionar efeitos de manada em um tempo incrivelmente curto. Como na natureza, a necessidade está criando uma mudança de atitude.
A empresa que ouve, colabora, atua junto e conhece o seu consumidor tem em troca uma pessoa que aprova, indica, se apaixona e atua junto com a marca. Uma relação harmônica onde os interesses ficam claros e todos ganham.
Resistir a essas mudanças é inútil. Há pouco tempo, no final dos anos 90, gravadoras americanas travaram uma luta contra o compartilhamento de música através do Napster. Em vez de se adaptarem às mudanças, tentaram de todo modo manter a fórmula do seu negócio ao ponto de acusar os seus consumidores (aqueles que compartilhavam música) de criminosos. Hoje, rendidos, tiveram que mudar sua fórmula.
É hora de esquecer a massificação. Pessoas são diferentes e gostam de ser tratadas como tal. Com a facilidade na aquisição de dados e com os cruzamentos de informações através de técnicas de Data Mining, hoje podemos conhecer cada vez melhor o nosso público.
Conversar, tratar e oferecer ao consumidor o que ele deseja está mais fácil do que nunca. Enfim, a possibilidade de transformar consumidor em parceiro quebra um paradigma e abre uma oportunidade. O que sua empresa irá fazer? Nadar contra a maré ou aceitar o novo mundo?
Assinar:
Postagens (Atom)

