Anos 50-60
As duas primeiras décadas da televisão no Brasil apresentaram e consolidaram o formato "seriado" para o público. Nesse período, chegaram à telinha dezenas de séries de ação, suspense, aventura e humor, incluindo as produções nacionais que se aventuraram nessa área dominada pelos americanos. Mas é interessante notar que diversas delas, mesmo sendo apresentadas ao público muitos anos depois de sua estreia no mercado americano, acabaram abrindo espaço dentro da programação das emissoras, como a Tupi, a Record, a Excelsior e a Globo, e ganhando sua merecida audiência. Algumas delas tornaram-se clássicos e continuam sua trajetória até hoje com o DVD. Era complicado definir qual o gênero predileto do público, já que um drama poderia, por exemplo, se passar dentro de uma base aérea da Segunda Guerra, entre uma família de criadores de gado ou numa organização secreta do governo.
Anos 70
A entrada em operação do sistema de transmissão em cores foi um dos grandes avanços na televisão brasileira. Enquanto nos países mais desenvolvidos as cores já faziam parte do cotidiano do público havia mais de dez anos, somente em 1972 o Brasil resolveu ter um padrão de cores próprio. O famoso PAL-M, adotado da tecnologia alemã, criou uma reserva de mercado inócua, que levou o país a ficar isolado tecnologicamente do resto do mundo durante décadas. Aliás, as cores só começaram a ficar populares quando o prelo dos televisores passou a ficar mais acessível ao público em geral, por volta do final dessa década. E, com isso, um universo novo começo a surgir na telinha, não só com séries que exploravam as cores em todos os sentidos, mas também com a oportunidade de a dramaturgia brasileira aproveitar essa nova tecnologia, criando suas primeiras séries dentro do novo padrão de cores. Os anos 70 marcam também o fim dos seriados de longa duração na programação das TVs brasileiras.
Anos 80
A grande definição sobre os anos 80 é que esta foi a década em que ninguém tinha ideia do que fazer, principalmente após o fim da era da discoteca. Na televisão brasileira, mesmo com o considerável aumento da produção de séries nacionais pela Rede Globo, a já consagrada emissora mantinha estrategicamente diversos seriados americanos em sua grade de programação, criando uma sessão dentro do horário nobre dedicada às sitcoms e aos programas mais voltados para o público adulto. A década é marcada por uma grande quantidade de seriados policiais, seja de duplas de investidores, detetives particulares seja do cara durão que resolve tudo à bala. Também tivemos a segunda invasão dos seriados de super-heróis japoneses, que consolidou um assíduo e exigente público para esse tipo de programa.
Anos 90
A consolidação da TV paga no Brasil, durante os anos 90, resolveu um dilema dos fãs de séries internacionais, já que, a partir da segunda metade da década, vários canais começaram a exibir uma variedade soberba de seriados, e muitos se transformaram em objeto de culto. As comédias americanas começaram a falar mais abertamente sobre sexo nos anos 90, colocando seus personagens em situações embaraçosas, mas que sempre rendiam uma boa risada. Por outro lado, a televisão aberta restringiu ainda mais a exibição de séries estrangeiras, emboras algumas ainda resistissem bravamente.
Anos 00
O novo milênio chegou e o público brasileiro, talvez cansado de ver cair a qualidade da programação geral da TV aberta, resolveu experimentar mais o sabor das séries estrangeiras exibidas pelos canais da TV paga. Seriados cheios de adrenalina como 24 horas, intrigantes como Lost, divertidos como Desperate Housewives, ousados como A Sete Palmos e Dexter, e surpreendentes como Heroes. Muitos deles se tornaram febre também no Brasil, conquistando fãs, recebendo espaço na mídia como nunca antes e provocando downloads na internet para assistir aos episódios antes de chegarem na telinha.
Fonte: PEREIRA, Paulo Gustavo. Almanaque dos seriados. São Paulo: Ediouro, 2008.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
A TV e a internet
Até pouco tempo atrás, os televisores estavam destinados a serem varridos pela internet , mas, para satisfação dos fabricantes, é justamente a internet e o sucesso das imagens 3D que permitirão à TV continuar ocupando um lugar de destaque em nossos lares. Continuaremos assistimos TV, mas de outra forma, opinam agora os analistas.
No mercado americano, já existem inúmeras empresas que oferecem equipamentos para acessar a internet na televisão, o que permite assistir confortavelmente em uma tela grande aos conteúdos que a maioria das redes, como Netflix e Hulu, oferecem legalmente na rede. Alguns dos atuais televisores permitem o acesso à internet, mas as opções de sites disponíveis são muito limitadas. O Google quer garantir que todos os seus serviços e páginas são acessíveis. “O Google quer estar em todos os lugares onde há internet para lá colocar seus anúncios”, afirma uma pessoa próxima ao projeto.
A plataforma, que não foi confirmada ainda por nenhuma das empresas participantes, se basearia nos chips Atom fabricados pela Intel e incluiria a colaboração da Logitech, uma empresa especializada na fabricação de controles remotos, alguns deles com teclado. Mas, se não conseguirem que todos nós acabemos acessando Orkut, Facebook e Youtube nas telas de nossos televisores, os gigantes da indústria eletrônica têm outra importante carta na manga: o sucesso das imagens em 3D.
Todos os grandes fabricantes – Sony, Panasonic, Samsung, LG – já vendem aparelhos 3D no mercado ou planejam disponibilizá-los antes do meio do ano, para chegar a tempo da Copa do Mundo que, pela primeira vez na história, será transmitida também em três dimensões.
Fonte: Info Maníaco
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A publicidade e a TV Digital
A TV aberta brasileira sempre teve uma forte influência sobre seus telespectadores ditando modas, costumes e opiniões, além de ser a melhor vitrine da publicidade nacional. Imagine ela 10 vezes mais definida, maior que um outdoor (11m), muito mais canais, compras pela TV em tempo real, convergência de seu sinal em outras mídias como celular e que a interatividade da TV te proporcionasse pausar, adiantar, pular comerciais ou opinar sobre o que você assiste.
Os ganhos de qualidade na imagem e som, por si só, já proporcionarão aos criadores e diretores de filmes publicitários um amplo campo de desenvolvimento para novas abordagens de comunicação. A vocação de qualidade dos publicitários só tem a ganhar com uma plataforma técnica tão diferenciada quanto a TV digital em alta definição.
Importante frisar que o modelo atual de comunicação publicitária via TV nada perde com a digitalização do sinal. Os comerciais de 30 segundos, os patrocínios e outros formatos já bem conhecidos por anunciantes, agências e consumidores seguem perfeitamente válidos e ainda mais valorizados pela maior qualidade das imagens e som. Comerciais em resolução convencional serão aceitos para exibição pela TV ainda durante muitos anos.
Fonte: TV Globo Digital; O Futuro da Propaganda
Os ganhos de qualidade na imagem e som, por si só, já proporcionarão aos criadores e diretores de filmes publicitários um amplo campo de desenvolvimento para novas abordagens de comunicação. A vocação de qualidade dos publicitários só tem a ganhar com uma plataforma técnica tão diferenciada quanto a TV digital em alta definição.
Importante frisar que o modelo atual de comunicação publicitária via TV nada perde com a digitalização do sinal. Os comerciais de 30 segundos, os patrocínios e outros formatos já bem conhecidos por anunciantes, agências e consumidores seguem perfeitamente válidos e ainda mais valorizados pela maior qualidade das imagens e som. Comerciais em resolução convencional serão aceitos para exibição pela TV ainda durante muitos anos.
Fonte: TV Globo Digital; O Futuro da Propaganda
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