Uma das obras mais famosas de Shakespeare ganha uma nova versão no século 21, "Romeu & Julieta" chegará às mensagens do Twitter e o site de compartilhamento de vídeo YouTube.
O grupo teatral Royal Shakespeare Company lançou nesta segunda-feira uma remontagem interativa de Romeu e Julieta, com as falas clássicas da obra-prima do poeta e dramaturgo substituídas por mensagens no Twitter.
Utilizando tweets de no máximo 140 caracteres, os atores britânicos conversam entre si para a "plateia" do Twitter. O "diálogo" dos atores será transmitido em celulares e computadores.
Julieta, interpretada por uma atriz de 19 anos, Charlotte Wakefield, é uma adolescente que nunca teve um namorado, mas encontra consolo nos chats da internet.
Em um dos tweets, Julieta anexa um link para um vídeo do YouTube que fez em seu quarto, focando no porta-retrato com a foto de sua mãe.
No caminho para a escola, ela publicou um tweet bem informal: "ok, agora meu pai está me ligando do carro! Preciso sair! Gostaria de twittar na escola, mas... não posso. (Prometo voltar depois. Julieta dá tchau, fui!!)".
Um tweet típico de seu irmão, Tybalt, que arrisca ser expulso da escola por mau comportamento, é: "vou me atrasar para a aula porque tenho que tomar café da manhã. Não tô nem aí!".
Os atores precisam improvisar e preparar relatos modernos que ocorreriam na Inglaterra atual, não na Verona da história original.
Os próprios atores estão escrevendo os tweets, tomando inspiração no histórico de seus personagens e em um diário que foi dado a eles.
A produção durará cinco semanas e permitirá que os personagens interajam não somente entre eles mas também com membros do "público".
O diretor artístico do RSC, Michael Boyd, afirmou que o objetivo da companhia teatral famosa no mundo todo sempre foi "colocar atores e plateia juntos". "Estamos ansiosos para ver como as pessoas vão reagir a esse novo jeito de atuar", completou.
Gostou dessa experiência? Você pode acompanhar a história através do site Such Tweet Sorrow e também seguir o perfil dos personagens no Twitter: @julietcap16, @LaurenceFriar, @Tybalt_Cap, @Jess_nurse, @mercuteio
Fontes: AFP; Divirta-se
quarta-feira, 14 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
O primeiro livro que experimenta a convergência de mídias
Em plena época de convergência digital, muito se fala sobre o encontro de mídias em uma única plataforma: a internet. Como vimos no post de ontem, algumas emissoras já estão empenhadas nisso, mas passaria pela sua cabeça fazer convergência com livros literários? Pois é isso que se propõe Grau 26, o primeiro romance digital interativo.
Grau 26 é um audacioso livro que pretende mudar os moldes tradicionais da narrativa literária. Nele, o leitor é convidado a ir além das páginas e experimentar uma imersão completa no universo criado por Anthony E. Zuiker com Duane Swierczynski, através de recursos digitais interativos que tornam a história uma experiência única.
"O romance fala sobre um psicopata que foi incluído dentro de um novo grau de perversidade. Quem trabalha com a lei sabe que os homicidas são classificados em 25 graus, de oportunistas premeditados a torturadores metódicos. Mas acontece que há mais de duas décadas um serial killer apelidado de Squeegel obrigou a polícia americana a classificá-lo em uma categoria: o grau 26.
Ele nunca deixou um vestígio para trás. Não tem uma assinatura, um método, nada. Mata qualquer pessoa que passar pela sua frente – menos bebês. Veste uma roupa de látex que cobre o corpo todo, apenas com aberturas nos olhos e um zíper na boca. Somente um perito criminal conseguiu chegar perto de Squeegel: Steve Dark. Os outros morreram ou ficaram loucos. Após ter toda a sua família adotiva morta pelo psicopata, Dark larga o caso e a profissão. Anos depois é “obrigado” a voltar a caçar o serial killer, que agora é quem o persegue."
Mas o que faz desse romance tão especial? A sacada está na forma como a história tende a convergir as mídias. Durante a leitura há momentos em que a história é interrompida e te convida a acessar o site http://www.grau26.com.br/, com um código de acesso você assiste a um vídeo que mostra o que vai acontecer.
O próprio site funciona como uma rede social para os leitores do livro trocarem informações entre si, para ter acesso é preciso se cadastrar.
"Ao fazer uma conta, os primeiros amigos que aparecem são, justamente, os autores. Os vídeos têm entre dois e três minutos, trazem legendas em português e lembram um seriado online."
A ideia é bastante interessante, mas exite alguns poréns. Muitos podem achar que os vídeos acabam limitando muito a imaginação do leitor, já que vemos os personagens de carne e osso, assim como as adaptações de livros para o cinema. E também, se você ainda não é um adepto de leitores digitais como o Kindle ou o Ipad, por exemplo, pode achar inconveniente interromper sua leitura para recorrer ao computador.
É importante deixar claro que essas inovações todas não são responsáveis por prender a atenção do público, se não houver uma boa história, nada adianta tanta tecnologia.
Enfim, Grau 26 vale como uma experiência para vermos se este é mesmo o futuro da literatura ou se as histórias literárias ainda não estão prontas para a convergência das mídias. Experimente você também, em breve teremos um exemplar na Biblioteca ESPM Rio.
Grau 26 – A Origem
Anthony E. Zuiker com Duane Swierczynski
Editora: Record
Publicação: 2009
Fontes: Vírgula
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Utilizar várias mídias não é mais uma opção
Quem aqui não se pega fazendo mil coisas ao mesmo tempo? Hoje em dia fica difícil se dedicar a apenas uma coisa por vez. Estamos na era da tecnologia, onde as coisas se transformam numa velocidade absurda, então estar em todos os lugares a todo o momento não é mais uma questão de opção.
Assim como os 5 sentidos se completam, as mídias também precisam estar integradas. Não dá mais para querer atingir seu púbico somente através de uma plataforma. Algumas empresas, principalmente emissoras de TV, já perceberam isso e começaram a fazer um trabalho bem interessante nesse sentido (Veja o caso da ESPN no blog do Fernando Morgado).
Com essa mobilidade fica ainda mais fácil aumentar o seu nível de alcance e a participação direta do seu público com a web 2.0, o retorno é quase que imediato.
Fonte: Trentin Cross Media
Para saber mais:
Cross media: uma nova forma de promoção em marketing
Assim como os 5 sentidos se completam, as mídias também precisam estar integradas. Não dá mais para querer atingir seu púbico somente através de uma plataforma. Algumas empresas, principalmente emissoras de TV, já perceberam isso e começaram a fazer um trabalho bem interessante nesse sentido (Veja o caso da ESPN no blog do Fernando Morgado).
Com essa mobilidade fica ainda mais fácil aumentar o seu nível de alcance e a participação direta do seu público com a web 2.0, o retorno é quase que imediato.
"Persuadir o consumidor a participar de todas as fases da comunicação, sem obter informações necessárias sobre ele, não resulta na consolidação da campanha. É necessário unir as informações obtidas com as estratégias de cross media, para que seja possível “tangibilizar” o resultado da campanha, ocasionando o crescimento sustentável da corporação."
"A publicidade na mídia digital aumenta o alcance das publicidades off-line quando há interação entre elas. Aumenta, sobretudo, a consolidação do branding, impactos das campanhas, eficiência na comunicação, e resultados mensuráveis e aproveitados para uma futura campanha com prospects."
Fonte: Trentin Cross Media
Para saber mais:
Cross media: uma nova forma de promoção em marketing
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