terça-feira, 13 de abril de 2010

O primeiro livro que experimenta a convergência de mídias



Em plena época de convergência digital, muito se fala sobre o encontro de mídias em uma única plataforma: a internet. Como vimos no post de ontem, algumas emissoras já estão empenhadas nisso, mas passaria pela sua cabeça fazer convergência com livros literários? Pois é isso que se propõe Grau 26, o primeiro romance digital interativo.

Grau 26 é um audacioso livro que pretende mudar os moldes tradicionais da narrativa literária. Nele, o leitor é convidado a ir além das páginas e experimentar uma imersão completa no universo criado por Anthony E. Zuiker com Duane Swierczynski, através de recursos digitais interativos que tornam a história uma experiência única.

"O romance fala sobre um psicopata que foi incluído dentro de um novo grau de perversidade. Quem trabalha com a lei sabe que os homicidas são classificados em 25 graus, de oportunistas premeditados a torturadores metódicos. Mas acontece que há mais de duas décadas um serial killer apelidado de Squeegel obrigou a polícia americana a classificá-lo em uma categoria: o grau 26.

Ele nunca deixou um vestígio para trás. Não tem uma assinatura, um método, nada. Mata qualquer pessoa que passar pela sua frente – menos bebês. Veste uma roupa de látex que cobre o corpo todo, apenas com aberturas nos olhos e um zíper na boca. Somente um perito criminal conseguiu chegar perto de Squeegel: Steve Dark. Os outros morreram ou ficaram loucos. Após ter toda a sua família adotiva morta pelo psicopata, Dark larga o caso e a profissão. Anos depois é “obrigado” a voltar a caçar o serial killer, que agora é quem o persegue."

Mas o que faz desse romance tão especial? A sacada está na forma como a história tende a convergir as mídias. Durante a leitura há momentos em que a história é interrompida e te convida a acessar o site http://www.grau26.com.br/, com um código de acesso você assiste a um vídeo que mostra o que vai acontecer.

O próprio site funciona como uma rede social para os leitores do livro trocarem informações entre si, para ter acesso é preciso se cadastrar.
"Ao fazer uma conta, os primeiros amigos que aparecem são, justamente, os autores. Os vídeos têm entre dois e três minutos, trazem legendas em português e lembram um seriado online."

A ideia é bastante interessante, mas exite alguns poréns. Muitos podem achar que os vídeos acabam limitando muito a imaginação do leitor, já que vemos os personagens de carne e osso, assim como as adaptações de livros para o cinema. E também, se você ainda não é um adepto de leitores digitais como o Kindle ou o Ipad, por exemplo, pode achar inconveniente interromper sua leitura para recorrer ao computador.

É importante deixar claro que essas inovações todas não são responsáveis por prender a atenção do público, se não houver uma boa história, nada adianta tanta tecnologia.

Enfim, Grau 26 vale como uma experiência para vermos se este é mesmo o futuro da literatura ou se as histórias literárias ainda não estão prontas para a convergência das mídias. Experimente você também, em breve teremos um exemplar na Biblioteca ESPM Rio.

Grau 26 – A Origem

Anthony E. Zuiker com Duane Swierczynski
Editora: Record
Publicação: 2009






Fontes: Vírgula

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Utilizar várias mídias não é mais uma opção

Quem aqui não se pega fazendo mil coisas ao mesmo tempo? Hoje em dia fica difícil se dedicar a apenas uma coisa por vez. Estamos na era da tecnologia, onde as coisas se transformam numa velocidade absurda, então estar em todos os lugares a todo o momento não é mais uma questão de opção.


Assim como os 5 sentidos se completam, as mídias também precisam estar integradas. Não dá mais para querer atingir seu púbico somente através de uma plataforma. Algumas empresas, principalmente emissoras de TV, já perceberam isso e começaram a fazer um trabalho bem interessante nesse sentido (Veja o caso da ESPN no blog do Fernando Morgado).

Com essa mobilidade fica ainda mais fácil aumentar o seu nível de alcance e a participação direta do seu público com a web 2.0, o retorno é quase que imediato.

"Persuadir o consumidor a participar de todas as fases da comunicação, sem obter informações necessárias sobre ele, não resulta na consolidação da campanha. É necessário unir as informações obtidas com as estratégias de cross media, para que seja possível “tangibilizar” o resultado da campanha, ocasionando o crescimento sustentável da corporação."

"A publicidade na mídia digital aumenta o alcance das publicidades off-line quando há interação entre elas. Aumenta, sobretudo, a consolidação do branding, impactos das campanhas, eficiência na comunicação, e resultados mensuráveis e aproveitados para uma futura campanha com prospects."


Fonte: Trentin Cross Media

Para saber mais:
Cross media: uma nova forma de promoção em marketing

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Propaganda misteriosa faz rede de supermercados se comparar a grandes marcas de automóveis



A cantora Stephany, que estourou na internet com o vídeo da música “Eu sou Stefhany”, foi a protagonista da campanha criada pela mineira DIFERi Comunicação para "uma grande empresa" anunciante.

A agência criou o hotsite www.stefhanytrocoudecarro.com.br, onde o internauta deveria responder à pergunta "Stephany trocou de carro. De que grande empresa ela é garota-propaganda?". A pergunta provavelmente fez menção ao fato de em um de seus clipes a cantora aparecer dirigindo um Cross Fox.

No Youtube, milhares de pessoas queriam saber por qual marca ela havia trocado seu Cross Fox novinho. O assunto foi parar no Pânico na TV e na TV UOL. Era só uma propaganda da rede Smart de supermercados, dizendo que Stephany desceu do Fox e pegou o carrinho de compras do supermercado.

O sucesso do case criado para a rede Smart de Supermercados que classifica como estratégia de comunicação de impacto. “Stefhany trocou de carro” foi um projeto de meros R$ 45 mil reais de investimento e retorno incalculável para o cliente, assegura Tiago Ribeiro, consultor da agência.

“Decidimos experimentar o mundo virtual porque hoje não há dúvidas que a internet se tornou uma mídia de massa. No Brasil já são cerca de 62 milhões de internautas e este número não para de crescer. Além das mídias convencionais - televisão, rádio e impresso - apostamos na estratégia do marketing viral, que tem um público que é forte influenciador de compras”, explica Marcelo Cavalcanti, gerente de marketing da Rede Smart.

Considerado um dos cases de maior repercussão da Internet em 2009 “Stephany trocou de carro” ganhou mídia espontânea e potencializou a pequena verba do cliente, conta Mário Virva, diretor de Criação e Planejamento da agência. A campanha ficou 40 dias no ar atingindo mais de 500 mil pessoas.

Fontes: CCSP; Agência de Propaganda; Diferi