quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O que fazer com a restituição do IR?


O InfoMoney é um portal referência em assuntos financeiros. Hoje, retiramos um artigo postado em junho que nos fornece dicas do que fazer com a restituição do IR. Muito interessante. Segue resumo:

Dê preferência às dívidas e contas
Para quem estourou o limite do cheque especial, está pagando apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito ou emprestou dinheiro em uma financeira, não há dúvida de que o melhor a fazer é usar a quantia recebida para tentar reduzir o seu saldo devedor.

Esta também deve ser a escolha de quem está atrasado com outros pagamentos, mesmo que eles não incorram em juros, e exijam apenas o pagamento de multa. A razão para isso é simples: se não pagar, você pode ter seu nome protestado, e isso acaba tendo implicações no seu histórico de crédito.

Renda fixa ainda é boa opção no curto prazo
Porém, se você não tem dívidas ou contas atrasadas, invista este dinheiro o mais rápido possível. Caso contrário, corre o risco de acabar gastando tudo com compras desnecessárias, perdendo, assim, uma boa oportunidade de fazer crescer o seu pé-de-meia.

Como as alíquotas de IR são decrescentes com o prazo, é preciso pensar com calma por quanto tempo você pretende deixar o dinheiro aplicado, antes de tomar a sua decisão de investimento. De qualquer forma, você deve fazer de tudo para tentar manter o dinheiro investido por ao menos 12 meses, pois a diferença no imposto de renda de quem aplica por prazos inferiores é grande.

Disposto a correr riscos?
Quem está disposto a correr mais riscos, pois não se contenta com o retorno pago na renda fixa, pode optar por investir em ações. Neste caso, porém, opte pelos fundos de ações e não pelo investimento direto. Isso porque é preciso diversificar, o que não é possível com a compra direta de ações, já que a quantia a ser paga é muito pequena para se montar uma carteira. Investir em um único papel não é recomendável.

Para ler o artigo na íntegra clique aqui.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cartão de crédito, amigo ou vilão?


Por Carolina Rocha

São apenas alguns minutos entre a entrega do cartão para o balconista, a aprovação da compra e a assinatura que sela o contrato de compra. A facilidade de ter o crédito pré-aprovado com a simples apresentação de um pedacinho de plástico é tentadora, mas ela pode colocar seu orçamento numa situação nada agradável.

Dever para as administradoras de cartão de crédito significa arcar com juros médio de 11% ao mês pela rolagem da dívida para o mês seguinte. Lembrando que nesta conta os juros são compostos - ou seja, são cobrados sobre o valor da dívida acrescida dos juros dos meses que vão passando - o que transformam sua conta numa bola de neve.

Um imprevisto, a perda do emprego ou o descontrole dos gastos tornaram impossível o pagamento da fatura do cartão no mês passado e você teve que pagar o valor mínimo da fatura e, provavelmente, neste mês a situação será a mesma. Foi iniciada a bola de neve. Veja o porquê:

Se a sua fatura for de R$ 300,00 e você pagar o valor mínimo de R$ 60,00 (as administradoras costumam estabelecer uma média de 20% para o valor mínimo), na fatura seguinte você terá R$ 266,40 para pagar, tomando como base os juros médio de 11%, sem contar a multa de 2% e demais encargos. (Veja aqui as taxas de juros bancários).

Caso você continue utilizando o cartão enquanto não paga o valor integral, a situação vai piorar, pois os juros são cobrados sobre todo o saldo devedor do mês subseqüente. Conseqüentemente, a compra sem juros que você fizer nesse período acabará recebendo o mesmo tratamento que o restante de sua fatura.

Para dar um fim nesta situação, é importante você seguir os seguintes passos:

1º Passo - Pare de comprar com o cartão
Se o seu cartão não é utilizado para as despesas essenciais, você deve controlar seus impulsos e deixá-lo de lado até regularizar a sua situação.

Caso contrário, você terá que rever as finanças, adaptando os gastos a sua realidade. Um bom começo é colocar todas as suas despesas numa planilha para você saber exatamente o quanto gasta. Essa é uma boa maneira de ver para onde seu dinheiro vai e de onde ele poderá ser remanejado. (Veja aqui alguns softwares que auxiliam esse processo).

2º Passo - Avalie quando você poderá pagar integralmente a fatura
Se você não vê perspectivas em seu orçamento mensal para pagar a fatura integral pelos próximos três meses, é melhor você cancelar o cartão.

3º Passo - Com o cartão cancelado, é hora de negociar a dívida
Pagamento integral – se você possui algum bem que possa de desfazer ou tem algum dinheiro para receber (como restituição do IR, adiantamento das férias, PIS, ou qualquer outra renda) esta é uma opção neste momento. Com dinheiro na mão, você poderá negociar com a administradora do cartão de crédito um desconto.

Pedir um empréstimo ao banco nem sempre é desvantajoso. Casos como funcionários públicos, que obtêm empréstimos a juros menores que os de mercado em bancos públicos, aposentados, pessoas que possam dar o carro como garantia do empréstimo (refinanciamento) têm vantagens em relação aos juros cobrados pelas administradoras de cartões, mas fora dessas ocasiões, é preciso pesquisar bastante as taxas cobradas pelos bancos.

O melhor mesmo é não adquirir uma dívida para pagar outra. Portanto, analise bem antes de pedir um empréstimo.

Pagamento parcelado – você não possui nenhum bem que possa ser vendido e precisa pagar aos poucos a dívida. Agora é hora de negociar com a administradora de cartões de crédito a melhor maneira para você se livrar deste débito.

Além das parcelas, é primordial prestar atenção no valor que será cobrado pela sua dívida. As administradoras só podem cobrar o valor real da dívida acrescido de multa de 2% mais juros de mora 1% ao mês, além da correção monetária.

A multa, que deve ser cobrada uma única vez, muitas vezes acaba sendo de até 20% e o consumidor acaba engolindo o valor por não prestar atenção ao acordo. Os juros de mora aumentarão a cada mês que o você mantiver a dívida pendente, pois são taxas referentes ao atraso do pagamento.

Se o seu contrato previr alguma taxa de cobrança ou honorários de advogado, denuncie a operadora a um órgão de defesa do consumidor, pois cláusulas desse tipo são abusivas, portanto, ilegais.

Fonte: Poupa Clique

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Por que investir já?

Quase tão ruim quanto perder dinheiro é olhar para trás e ver o quanto deixamos de ganhar.

Já parou para pensar quanto você teria se tivesse começado a investir com planejamento e disciplina no início de sua carreira? Ou se não tivesse sacado aquela reserva que era para ser de segurança, mas que acabou servindo para pagar a conta do cartão de crédito?

Para não ficar só na imaginação, apresentamos uma simulação que fará você pensar duas vezes antes de gastar todo o dinheiro do mês, ao invés de guardar um pouco num investimento.

Imagine que você, com 35 anos, resolve aplicar R$ 2.400 por ano (o equivalente a R$ 200,00 por mês) em um fundo de investimento qualquer, com rendimento médio de 10% ao ano.

Quando você estiver com 65 anos, terá uma economia de R$ 434.264,22.

Note que a soma total das suas contribuições anuais, sem qualquer rendimento, seria de R$ 72.000,00.

Os R$ 362.264,22 representam o rendimento líquido que você teve só por manter seu dinheiro no fundo trabalhando por você.

Nada mal, não é verdade?

Agora imagine que você tem um amigo da mesma idade que você. Ele é bem mais organizado e começou a economizar a mesma quantia anual (R$ 2.400) num fundo igual ao seu (com rendimento médio de 10% ao ano), só que dez anos antes, aos 25 anos.

Aos 35 anos, quando você está começando a investir, a economia do seu amigo já seria de R$ 42.074,80.

Ele não resgata este dinheiro e decide mantê-lo aplicado além de fazer novas aplicações. Aos 65 anos, o saldo do seu amigo prevenido é de R$ 1.168.444,35.

E olha que ele só aplicou por dez anos a mais que você!

Dá para acreditar?

Sim, dá para acreditar. A moral da história você já conhece: tempo é dinheiro.

Quanto antes você começar a investir, mais fácil será acumular patrimônio.

Além disto, nesta simulação consideramos a inflação do período. Em linhas gerais, imaginamos um ganho real (líquido) de 10% ao ano, que é a taxa de juros real praticada nos últimos anos no Brasil. O importante é você perceber quanto o dinheiro pode render simplesmente por estar investido em um fundo de investimento.

Esse princípio é o que chamamos de "deixar o dinheiro trabalhar por você".

Fórmula usada: Taxa de Juro considerada: 10% ao ano Período de investimento: 30 anos Valor aplicação anual: R$ 2.400,00 (considerando capitalização desde a primeira aplicação).

Fonte: Como investir